Na manhã anterior... O sol já ia alto, mas o quarto de Alessandra permanecia na penumbra, as cortinas pesadas bloqueando o mundo. A bandeja do café da manhã que Lúcia deixara na porta horas antes continuava intocada. Cesar e Helena Mendonça se entreolharam no corredor, a preocupação gravada em seus rostos. O silêncio que vinha do quarto da filha era mais alarmante do que qualquer choro. Cesar bateu levemente na porta. Nenhuma resposta. Ele girou a maçaneta e a abriu. Encontraram-na encolhida na cama, o corpo tremendo sob o edredom, os soluços silenciosos sacudindo seus ombros. O celular estava caído ao seu lado no colchão, a tela escura. — Minha filha, o que foi? — Helena correu para a cama, abraçando Alessandra, que se agarrou a ela como uma criança assustada. — Acabou, mãe. Aca

