Capítulo 165

485 Palavras

O restaurante era um clássico de São Pietro, um lugar de toalhas de linho branco, talheres de prata e conversas sussurradas. De sua mesa discreta em um canto escuro, Cesar Mendonça observava. Borges havia feito seu trabalho bem. O Juiz Edgar Montenegro jantava com a esposa todas as quintas-feiras naquele mesmo local, na mesma mesa. A rotina era a fraqueza dos homens. Cesar esperou pacientemente, saboreando seu uísque. O momento veio quando a Sra. Montenegro se desculpou e se levantou, caminhando em direção ao toalete. Era a janela de oportunidade que ele precisava. Ele se levantou e, com a calma de quem é dono do mundo, caminhou até a mesa do juiz. Não pediu licença. Apenas se sentou na cadeira vazia, de frente para o homem que havia sentenciado sua filha. Edgar Montenegro o olhou, p

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR