Tubarão Narrando Eu já estava conformado de estar preso, mas alguma coisa me dizia que eu não continuaria ali. Um dos policiais entrou na cela e soltou minhas mãos das algemas, e depois saiu, sem falar nada. Pensei que talvez meu tempo estaria acabando, porque assim que eu saísse da delegacia e fosse mandado para a cadeia mesmo, eu tava fodido. Lá dentro da cadeia, ou eu seria amado, ou eu seria extremamente odiado e aí, meu irmão, não sobreviveria um dia. Passei as duas mãos pelos meus punhos que estavam roxos. Voltei a sentar no chão, e aí, comecei a prestar atenção numa conversa super esquisita de alguns policiais. — Não tem como alguém não ter dado com a língua nos dentes. O plano era muito bem estruturado, não tinha como dar errado. Nós tínhamos o ponto fraco do morro, entendeu? Fo

