Tubarão Narrando Laís estava uma verdadeira gata. Eu nunca liguei pra cabelo, mas o dela deixou ainda mais bonita. Aquilo ativou cada molécula de safadeza dentro de mim. Acabei levando Laís para a casa da minha avó novamente, porque é aquele local que ela conhece melhor. Ela precisa de segurança, de um porto seguro. Eu vou reformar essa casa e deixar completamente impenetrável como a casa do meu pai. – Como você se sente? – Falei, a abraçando por trás assim que chegamos. – Ansiosa e esperançosa. Será que vão me receber bem aqui? Eu sou filha de policial, você sabe... Tenho medo. – Eu encaixei meu rosto na curva do pescoço dela. – Todo mundo vai te receber bem. Eles sabem de que lado você está. Você veio pra cá comigo, Laís... Você impediu mortes no dia que você apontou a arma pra sua

