Laís Narrando Eu não dirijo e isso me deixa brava comigo mesma. Dois dias depois da confusão entre eu e a Isa na minha casa, eu ainda não engoli a história dela e nem a história do Tubarão. Não sei em quem acreditar e isso está me deixando completamente pirada. Peguei o ônibus e fui até a casa de Isa sem avisar. Eu cheguei, e ela me recebeu sonolenta. Ela está dormindo de forma tranquila pelo visto, mas eu não. Passei a noite acordada, pensando em tudo. – Nossa, Laís... Essa hora aqui em casa num sábado? – Eu a olhei de forma brava. Ela suspirou. – Já sei, quer conversar sobre o que aconteceu. – Meio óbvio. – Falei. – O que mais você quer saber? – Questionou. – Qual era a cor da arma do Tubarão? – Perguntei. Ele tem uma arma com o cano preto e o resto é cinza. Lembro dele ter me dito

