Allan!
A pequena garota corre pelo gramado verde dando gargalhadas, o céu está azul, assim como os olhos da minha pequena filha.
- não corre!- ela diz com uma certa decepção correndo atrás de uma gatinha.
Dou risada.
- ela está correndo de mim, papai!- ela diz brava cruzando os braços.
Ela caminha até mim com paços duros é faz um grande bico de tristeza.
- ela só está cansada meu amor, daqui a pouco ela brinca com você, tudo bem?- digo colocando os cabelos loiros é cacheados dela para trás.
Ela da um pequeno sorriso.
- tudo bem!- ela diz voltando a correr.
Volto a ficar na postura normal é cruzo os braços.
Sinto mãos envolvendo minha cintura.
- sabia que você estaria aqui com nossa pequena, meu amor!- uma voz doce invade mais ouvidos.
Tiro os braços dela de minha cintura é fico de frente para ela.
Uma linda mulher.
Rosto perfeitamente redondo, n***a como chocolate, olhos grandes é castanhos claros como mel, cabelos longos é cacheados como os da nossa filha, corpo perfeitamente desenhado é um sorriso que me encanta.
- por que está me olhando assim?- ela pergunta abaixando o olhar timidamente.
Acaricio o rosto dela.
- você é a mulher mais linda que eu conheço!- digo com a voz rouca.
Ela levanta o olhar ainda muito tímida é sorri.
- é você é o homem mais lindo do mundo todo!- ela diz.
Ela fica na ponta dos pés é me da um rápido selinho.
- seu filho quer um pouco de descanso!- ela diz pegando minha mão é passando em sua barriga redonda.
. . .
Acordo com o som do despertador.
Passo a mão por meu rosto é vejo que estou todo suado.
Levanto é caminho até meu banheiro.
Ascendo a luz é apoio meus braços na pia.
Suspiro.
Sempre que eu tenho esse sonho eu acordo assim.
De uma maneira estranha.
Esse sonho me persegue a tanto anos.
A cerca de quatro cinco anos eu venho sonhando com isso.
A mesma mulher é a mesma criança.
Com o passar do tempo a menina foi crescendo, lembro que a muitos anos atrás eu sonhava apenas com a jovem com o bebê nos braços, sonhava que ela estava grávida.
Eu não entendo.
Nunca entendi.
Por que esse sonho me persegue a tantos anos?
Eu nunca vi essa mulher em minha vida.
Nunca.
Eu até cheguei a pensar que essa mulher fosse a Sasha, mas não.
É uma mulher doce, apaixonada, não uma v***a como a Sasha.
Ligo a água é molho meu rosto.
Caminho até o box é ligo o chuveiro.
Tiro a samba canção que estou vestindo e deixo a água me molhar.
Fecho os olhos é a imagem dela vem em minha mente.
Aonde vive essa mulher?
.
.
.
Pego minhas coisas banco de trás do carro.
Ligo o alarme é caminho até a entrada da faculdade.
- bom dia!- o porteiro diz.
Dou um sorriso fraco.
- bom dia!- digo simpático.
Caminho até a coordenação.
Abro a porta.
Meu pai contribuiu com essa faculdade, ele sempre ajudou a manter tudo aqui.
É claro eu venho seguindo esse legado.
- bom dia!- digo chamando atenção dos tais.
Eles sorriem.
- bom dia!- eles respondem.
- doutor Allan!- Augusto diz se aproximando de mim.
- tudo bem?- pergunto.
Ele aperta minha mão.
- tudo ótimo, é um prazer para nós te termos aqui!- ele diz.
- o prazer é meu!- digo.
- podemos conversar?- ele pergunta.
Afirmo com a cabeça.
- claramente!- digo.
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.
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- é uma ótima aluna!- ele repete pela milessima vez.
Me seguro para não xingar ele.
- que bom!- digo.
Ele coloca a mão em meu ombro.
- você precisa conhecer ela, é uma aluna exemplar!- ele diz.
Fecho a cara.
- eu já entendi!- digo sem paciência.
Ele fica sem graça.
- bom, tenho que conversar com meus alunos, até mais!- ele diz se levantando.
Reviro os olhos.
Pego minhas anotações é passo o olho.
É sempre muito nervosismo quando eu vou dar uma palestra, não me sinto totalmente capacitado para isso.
Mas é o que meu pai queria.
.
.
.
- muito obrigado pela atenção, tenham uma boa tarde!- digo fechando minha apostila.
Os alunos batem palmas é eu me viro.
Comprimento alguns dos professores.
- Allan!- Augusto me chama.
Que c*****o de homem chato.
- tenho que ir para o hospital Augusto, depois nos falamos, okay?- digo dando as costas.
Pego minha pasta é saio rápido do auditório.
Ando rápido pelos corredores.
A porta do elevador vai se fechar.
- segura para mim!- grito segurando minhas coisas.
A porta do elevador se abre novamente e eu entro.
Meus olhos se cruzam os olhos de uma garota.
Todo o sonho vem em minha mente.
Olho cada detalhe do rosto dela.
É ela.
Ela existe.
Ela existe?
Balanço a cabeça incrédulo.
Ela é idêntica aos meus sonhos.
Fecho os olhos é pisco.
Ela me encara com a mesma intensidade.
- obrigado!- digo por fim.
Ela não diz nada.
A olho pelo espelho, é noto que ela também me olha.
Não é possível, eu sonhei todos esses anos com ela, não é possível que ela seja real.
A porta do elevador se abre.
Ela sai rápido.
Saio atrás dela.
- Alexia!- ouço a voz de Augusto.
Ela para bruscamente.
- doutor Allan!- ele diz se virando pra mim.
Ela se vira para nós.
- eu queria apresentar vocês, que bom que estão próximos!- ele diz com um sorriso no rosto.
Engulo seco.
- lembra da aluna que eu te falei? Então, é essa aqui!- ele diz.
Ela me olha nos olhos.
Estendo a mão para ela.
- muito prazer!- digo.
Ela olha para minhas mãos por alguns instantes é depois aperta.
Sinto um nervosismo.
Nunca me senti assim antes.
- estava pensando, você podia conseguir uma residência em seu hospital para ela!- ele diz.
Concordo com a cabeça.
- claro, claro que sim!- digo rápido.
Eu quero saber tudo sobre ela.
Eu quero saber porque eu sonho com ela.
- a gente conversa depois, tenho que ir para casa!- ela diz dando as costas é saindo correndo dali.
A acompanhar com os olhos.
- até mais, Augusto!- digo assim que ela some.
Eu preciso saber tudo sobre ela...