CAPÍTULO 3

1052 Palavras
Allan! A pequena garota corre pelo gramado verde dando gargalhadas, o céu está azul, assim como os olhos da minha pequena filha. - não corre!- ela diz com uma certa decepção correndo atrás de uma gatinha. Dou risada. - ela está correndo de mim, papai!- ela diz brava cruzando os braços. Ela caminha até mim com paços duros é faz um grande bico de tristeza. - ela só está cansada meu amor, daqui a pouco ela brinca com você, tudo bem?- digo colocando os cabelos loiros é cacheados dela para trás. Ela da um pequeno sorriso. - tudo bem!- ela diz voltando a correr. Volto a ficar na postura normal é cruzo os braços. Sinto mãos envolvendo minha cintura. - sabia que você estaria aqui com nossa pequena, meu amor!- uma voz doce invade mais ouvidos. Tiro os braços dela de minha cintura é fico de frente para ela. Uma linda mulher. Rosto perfeitamente redondo, n***a como chocolate, olhos grandes é castanhos claros como mel, cabelos longos é cacheados como os da nossa filha, corpo perfeitamente desenhado é um sorriso que me encanta. - por que está me olhando assim?- ela pergunta abaixando o olhar timidamente. Acaricio o rosto dela. - você é a mulher mais linda que eu conheço!- digo com a voz rouca. Ela levanta o olhar ainda muito tímida é sorri. - é você é o homem mais lindo do mundo todo!- ela diz. Ela fica na ponta dos pés é me da um rápido selinho. - seu filho quer um pouco de descanso!- ela diz pegando minha mão é passando em sua barriga redonda. . . . Acordo com o som do despertador. Passo a mão por meu rosto é vejo que estou todo suado. Levanto é caminho até meu banheiro. Ascendo a luz é apoio meus braços na pia. Suspiro. Sempre que eu tenho esse sonho eu acordo assim. De uma maneira estranha. Esse sonho me persegue a tanto anos. A cerca de quatro cinco anos eu venho sonhando com isso. A mesma mulher é a mesma criança. Com o passar do tempo a menina foi crescendo, lembro que a muitos anos atrás eu sonhava apenas com a jovem com o bebê nos braços, sonhava que ela estava grávida. Eu não entendo. Nunca entendi. Por que esse sonho me persegue a tantos anos? Eu nunca vi essa mulher em minha vida. Nunca. Eu até cheguei a pensar que essa mulher fosse a Sasha, mas não. É uma mulher doce, apaixonada, não uma v***a como a Sasha. Ligo a água é molho meu rosto. Caminho até o box é ligo o chuveiro. Tiro a samba canção que estou vestindo e deixo a água me molhar. Fecho os olhos é a imagem dela vem em minha mente. Aonde vive essa mulher? . . . Pego minhas coisas banco de trás do carro. Ligo o alarme é caminho até a entrada da faculdade. - bom dia!- o porteiro diz. Dou um sorriso fraco. - bom dia!- digo simpático. Caminho até a coordenação. Abro a porta. Meu pai contribuiu com essa faculdade, ele sempre ajudou a manter tudo aqui. É claro eu venho seguindo esse legado. - bom dia!- digo chamando atenção dos tais. Eles sorriem. - bom dia!- eles respondem. - doutor Allan!- Augusto diz se aproximando de mim. - tudo bem?- pergunto. Ele aperta minha mão. - tudo ótimo, é um prazer para nós te termos aqui!- ele diz. - o prazer é meu!- digo. - podemos conversar?- ele pergunta. Afirmo com a cabeça. - claramente!- digo. . . . - é uma ótima aluna!- ele repete pela milessima vez. Me seguro para não xingar ele. - que bom!- digo. Ele coloca a mão em meu ombro. - você precisa conhecer ela, é uma aluna exemplar!- ele diz. Fecho a cara. - eu já entendi!- digo sem paciência. Ele fica sem graça. - bom, tenho que conversar com meus alunos, até mais!- ele diz se levantando. Reviro os olhos. Pego minhas anotações é passo o olho. É sempre muito nervosismo quando eu vou dar uma palestra, não me sinto totalmente capacitado para isso. Mas é o que meu pai queria. . . . - muito obrigado pela atenção, tenham uma boa tarde!- digo fechando minha apostila. Os alunos batem palmas é eu me viro. Comprimento alguns dos professores. - Allan!- Augusto me chama. Que c*****o de homem chato. - tenho que ir para o hospital Augusto, depois nos falamos, okay?- digo dando as costas. Pego minha pasta é saio rápido do auditório. Ando rápido pelos corredores. A porta do elevador vai se fechar. - segura para mim!- grito segurando minhas coisas. A porta do elevador se abre novamente e eu entro. Meus olhos se cruzam os olhos de uma garota. Todo o sonho vem em minha mente. Olho cada detalhe do rosto dela. É ela. Ela existe. Ela existe? Balanço a cabeça incrédulo. Ela é idêntica aos meus sonhos. Fecho os olhos é pisco. Ela me encara com a mesma intensidade. - obrigado!- digo por fim. Ela não diz nada. A olho pelo espelho, é noto que ela também me olha. Não é possível, eu sonhei todos esses anos com ela, não é possível que ela seja real. A porta do elevador se abre. Ela sai rápido. Saio atrás dela. - Alexia!- ouço a voz de Augusto. Ela para bruscamente. - doutor Allan!- ele diz se virando pra mim. Ela se vira para nós. - eu queria apresentar vocês, que bom que estão próximos!- ele diz com um sorriso no rosto. Engulo seco. - lembra da aluna que eu te falei? Então, é essa aqui!- ele diz. Ela me olha nos olhos. Estendo a mão para ela. - muito prazer!- digo. Ela olha para minhas mãos por alguns instantes é depois aperta. Sinto um nervosismo. Nunca me senti assim antes. - estava pensando, você podia conseguir uma residência em seu hospital para ela!- ele diz. Concordo com a cabeça. - claro, claro que sim!- digo rápido. Eu quero saber tudo sobre ela. Eu quero saber porque eu sonho com ela. - a gente conversa depois, tenho que ir para casa!- ela diz dando as costas é saindo correndo dali. A acompanhar com os olhos. - até mais, Augusto!- digo assim que ela some. Eu preciso saber tudo sobre ela...
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