- hoje vovó vai te levar na escolinha porque mamãe vai ter que sair mais cedo, tudo bem?- digo olhando nos olhos dela.
Ela assente com a cabeça.
- tudo bem, mamãe!- ela diz.
Sorrio.
- agora me da um abraço!- digo abrindo os braços.
Ela sorri é me abraça.
- te amo, mamãe!- ela diz me soltando.
- eu te amo também!- digo.
Pego minha mochila no sofá.
- mãe, se precisar corrigir ela você já sabe né? Não precisa poupar!- digo seria.
Minha mãe sorri.
- pode deixar!- ela diz rindo.
Pego minhas chaves é meu celular.
- tchau!- digo indo até a porta.
- tchau minha filha, que Deus te acompanhe!- minha mãe diz sorrindo.
Fecho a porta é desço as escadas.
Abro o portão é dou de cara com Vanessa é sua turma.
Um bando de atoas.
- lá vai a v*******a!- Vanessa diz.
Reviro os olhos.
Continuo andando.
- por isso que o pai daquela vagabundinha não quis assumir!- ela diz.
Sinto meu sangue ferver.
Viro para.
- olha aqui, você lava sua boca maldita para falar da minha filha!- digo nervosa.
Ela da um sorriso sarcástico.
- ficou bravinha, é?- ela diz colocando a mão na cintura.
- da próxima vez que você encher a cabeça da sua filha sobre mim, minha mãe é minha filha eu vou te colocar no seu devido lugar!- digo olhando nos olhos dela.
Eu sou a pessoa mais tranquila do mundo, mas não mecha com minha família.
Ela me encara por alguns segundos sem falar um a.
- o aviso esta dado, não meche com minha família!- digo dando as costas.
Caminho rápido até o ponto de ônibus.
Que é bem próximo a boca de fumo.
Sento no banco é pego meu celular.
- bom dia!- Walace diz sentando ao meu lado.
Guardo o celular é forço um sorriso.
- bom dia!- digo sem graça.
Walace é o chefe da boca.
Ele tem um casinho com Vanessa e é pai da filha dela.
- você fica cada dia mais linda, sabia?- ele diz colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
Me afasto dele um pouco.
Olho para a esquina é vejo meu ônibus se aproximando.
- meu ônibus está vindo!- digo levantando é saindo de perto dele.
Logo o ônibus para é eu subo rápido.
Suspiro assim que me sento.
Eu não confio nesses caras.
Eles fingem ser um amor no começo é depois você só se fode.
Exemplo disso é Vanessa, vivia se gabando por estar com o dono do tráfico é agora só apanha é sofre na mão do canalha.
Mas se ele acha que vai fazer o mesmo comigo está MUITO enganado.
Desde que Douglas me abandonou grávida sem um dinheiro no bolso eu decidi não me apaixonar por mais ninguém, as pessoas falam tão bem do amor mas esquecem da parte do sofrimento.
É por essa parte eu não quero passar nunca mais.
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- Alexia!- o professor diz assim que entro na sala.
Junto as sobrancelhas.
- Oi?- digo confusa.
Ele caminha até mim.
- só queria te parabenizar, você é a nossa melhor aluna, você presa muito bem por sua bolsa, eu é os outros professores estamos orgulhosos!- ele diz.
Dou um sorriso de surpresa.
- muito obrigada, eu apenas luto pelos meus sonhos!- digo sem graça.
Não estou nada acostumada a receber elogios.
- estava pensando em conversar com o Allan, o nosso palestrante de hoje para te dar uma vaga para você fazer residência!- ele diz.
Arregalo os olhos.
- sério? Mas será que eu dou conta de tudo isso?- digo confusa.
Ele sorri é coloca a mão em meu ombro.
- claro que da, você é uma menina inteligente!- ele diz.
Apenas sorrio.
- se o senhor diz!- digo.
Os alunos entram na sala interrompendo nossa conversa.
- pensa nisso!- ele diz.
Concordo com a cabeça.
- claro!- digo é caminho até meu lugar.
Noto o olhar de alguns alunos sobre mim é algumas meninas cochichando.
- o que ele queria com você?- Malu pergunta.
- ele me deu parabéns por ser uma boa aluna é disse que talvez vai me arrumar uma vaga para eu fazer residência no hospital do tal palestrante!- digo.
- ata, as pessoas já estão pensando m*l de vocês!- ela diz.
Balanço a cabeça.
- sério? Eu apenas estava conversando com o professor, que povo i****a!- digo sem a mínima paciência.
As pessoas dessa faculdade me tratam com uma certa diferença apenas porque eu sou n***a, as meninas me olham com um certo nojo é os caras me olham como se eu fosse um pedaço de carne, óbvio que não é todo mundo, mas a maioria sente, posso ver nos olhos deles.
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- vamos, não quero ficar nos lugares ruins!- Malu diz me puxando.
Caminhamos em direção ao auditório rápido.
Até porque o pessoal é igual cavalo, n******e ver uma pessoa que quer passar por cima.
Nos acomodados na segunda fileira.
- tomara que não seja mais uma das palestras chagas!- ela diz revirando os olhos.
Dou risada.
- espero que não, se for eu vou virar as costas é ir embora daqui!- digo suspirando.
Ela concorda com a cabeça.
Logo todos os alunos se acomodaram.
- será que vai ser algum velho que vai palestrar?- ela pergunta.
Balanço os ombros.
- sei lá amiga, deve ser!- digo.
Logo as "luzes" do "palco" foram acesas é algumas pessoas ajustaram os microfones.
Os professores entraram é se sentam.
- boa tarde, hoje vamos ter uma palestra de um dos patrocinadores dessa instituição, tenho certeza que ele vai inspirar vocês de alguma forma!- a coordenadora diz é logo se senta novamente.
Um homem de branco, vestido de com a devida roupa de médico sobe no palco é pega o microfone.
Cerro os olhos.
- que gato!- Malu comenta.
Ele é mesmo um homem muito bonito.
Alto, cabelos castanhos puxado para o loiro, olhos azuis é um porte fisco muito bom.
Mas não é nada disso que me chama atenção nele.
É como se eu o conhecesse a muito tempo.
O encaro é tento puxar no fundo da memória de onde vem esse rosto.
- boa tarde, alunos!- ele diz.
Uma luz ascende em minha cabeça.
DO SONHO.
É claro.
Eu sonho com esse homem a muito tempo, desde que eu descobri que estava grávida é o Douglas me deixou.
Ele cuidava de aninha em meus sonhos, ele nos protegia, como se fosse nosso anjo da guarda.
Tenho certeza que é ele.
Eu nunca iria esquecer essa voz.
- você está bem?- Malu pergunta.
Balanço a cabeça.
- estou!- digo.
Ela me encara.
- você está pálida!- ela diz.
Forço um sorriso.
- estou bem, não se preocupe!- digo.
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- muito obrigado pela atenção, tenham uma boa tarde!- ele diz se afastando do microfone.
Fecho os olhos é suspiro.
Essa é a sensação mais estranha da minha vida.
- você tem certeza que está bem?- ela pergunta.
Afirmo com a cabeça.
- tenho!- digo.
Pego minhas coisas é me levanto.
- aonde você vai?- ela pergunta.
- pra casa, você não vem?- pergunto.
- preciso falar com Augusto antes!- ela diz.
Concordo com a cabeça é volto a andar.
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O elevador se abre é eu entro.
- segura para mim!- aquela voz invade minha mente.
Sinto um frio na barriga...