A taverna tinha cheiro de mijo podre, bebida forte e homem sujo. O barulho era ensurdecedor, a noite estava fria e Bravo adiantava-se atravessando a porta, com a saca de moedas firme no bolso, sabendo que tinha que tomar cuidados com os garotos de mão leve. Matreiros que faziam horas noturnas, encurralando bolsos fáceis. A música alta advinda da sanfona, a flauta e a corda, vazia os dançarinos bêbados rir, bater os pés contra o tablado grosso e abraçar as senhoras noturnas. Uma dúzia delas dançavam sorridentes, não eram tão providas de beleza, tinham roupas tão encardidas quanto a sua, mas procuravam ao menos enfeitar-lhe os rostos e caprichar no penteado. Os s***s pareciam que iam saltar a qualquer momento, não se importavam em insinuar a visão das pernas ao rebitar a saia para a dança

