— O quê está acontecendo? —Nada. Só não gosto de tocar nesse violino, parece de plástico. Havia tocado à metade dos estudos, mas ainda não conseguia me soltar como queria, como a música pedia. — Emma, Emma. – Joseph bateu os dedos pontudos na boca. — Tente com esse aqui. Ele me entregou o violino dele, com marcas dos dedos dele à anos e anos de estudos e apresentações. Era mais leve que o meu, tinha desenhos finos, feito por algum Luthier renomado. Toquei. À princípio sem jeito, o braço era mais fino, as cordas mais leves, ele todo era à medida exata em uma composição. Sentia meu corpo balançar conforme a música. Senti a música, senti cada arcada, cada nota e expressão, todos os acidentes e outros sinais, senti o compositor cantarolar e então, a música acabou. — Bravo! Bravíssimo! –

