—Deixe os braços leves. Movimentos leves. Sinta a madeira, a alma da música... Vamos Emma está se saindo bem. — Não. Não estou. Você toca tão bem essa música Joseph. Eu pareço um gato louco. Ele pega no meu braço com a mão magra e posiciona o violino. Quando era pequena ganhei o violino do meu pai, mas nunca me interessei por ele. Talvez fosse a cor branca dele. Parecia um brinquedo. Mas Joseph não, ele possuía o violino mais bonito que eu já vi. A madeira mais fina cor de café, tudo nele era sublime. Depois de meses tocando e sendo a louca que visitava um psicopata eu tomei coragem e perguntei. — Joseph o quê aconteceu com a sua esposa? Ele estava limpando o violino, parou com a flanela e encarou o retrato dos dois na parede. Ele tocando o mesmo violino e ela violoncelo. — Moira

