Meu nome é Edu, 42 anos, casado com a Roberta há cinco. Ela tem uma filha, a Dani, que mora com a gente desde que nos casamos. Sempre tratei ela como filha, fiz de tudo pra ser um padrasto presente, bonzinho, daqueles que ajuda na lição de casa e dá dinheiro pro cinema. Mas nos últimos meses, a Dani começou a me olhar diferente. E eu comecei a notar ela diferente também. A menina virou mulher, e que mulher. Cabelo comprido, corpo desenhado, um jeito de andar que mexia com minha cabeça. Eu tentava ignorar, jurava que era coisa da minha imaginação. Até que aconteceu o que aconteceu. Era sábado à tarde. A Roberta foi no mercado fazer compras pro churrasco de domingo, disse que ia demorar umas duas horas. Eu fiquei em casa, de boa, vendo jogo na televisão, tomando uma cerveja. Mas o sosseg

