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A Obsessão do Dono do Morro do Santa Marta

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Sinopse

Sinopse

No alto do Morro do Santa Marta, onde o nome de uma santa contrasta com a lei do inferno, Satan reina absoluto. Frio, violento e movido por vingança, ele construiu seu império sobre medo, sangue e uma promessa: nunca confiar em ninguém, muito menos amar. Para ele, pessoas são descartáveis, dívidas se pagam com dor e misericórdia não existe.

Manuela, por outro lado, é o oposto desse mundo. Faxineira no asfalto, filha do abandono e sustentáculo de uma família quebrada, ela carrega nos ombros a doença da mãe e o vício do irmão. Sua vida é feita de sacrifícios silenciosos até o dia em que o destino a empurra para o centro da praça exatamente no momento em que Satan está prestes a executar seu irmão por uma dívida impagável.

Entre o gatilho e a morte, Manuela se lança na frente do d***o. O que começa como um pedido desesperado vira uma sentença c***l: traída pelo próprio sangue, ela é oferecida como pagamento. Para Satan, é a chance perfeita de possuir algo que não pode comprar com dinheiro. Para Manuela, é o início de um pesadelo onde seu corpo vira moeda e sua liberdade, um preço alto demais.

Entre poder, obsessão, violência e desejo, nasce uma relação marcada por dominação, dor e uma tensão perigosa. Ele a quer como posse. Ela precisa sobreviver ao inferno sem perder a própria alma. No Morro do Santa Marta, ninguém sai ileso — e quando o d***o escolhe, não existe fuga.

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Prólogo
Satan narrando O sol castiga o asfalto do Morro do Santa Marta, mas aqui em cima, no ponto mais alto, o vento sopra com um desdém que combina comigo, olho para baixo e vejo o formigueiro humano se espremendo entre becos e vielas. Minha casa. Meu domínio, meu nome de batismo? Esse já apodreceu no passado, enterrado junto com qualquer rastro de inocência que eu possa ter tido. Hoje, o único nome que ecoa, que faz as estruturas de concreto estremecerem e as mães recolherem os filhos, é meu vulgo: Satan é um contraste que beira a poesia barata, eu sei, um morro batizado com o nome de uma santa, mas regido com mão de ferro pelo próprio d***o, eu sou o reflexo desse lugar, sou frio, calculista e não brinco em serviço. Quem caminha ao meu lado sabe que o chão é de vidro, só convive comigo quem aguenta o peso da minha sombra. E a Isadora aguenta, ela é a minha p**a a v***a que aceita qualquer migalha de atenção para tentar me agradar. Ela faz o que eu mando, sem questionar. Nosso lance é sexo, só isso, ela me dá o que eu quero, eu como e pronto, beijo na boca? Abraço? nem fodendo! Nunca quis e nunca vou querer uma fiel, muitos me perguntam por que não tenho uma "fiel", uma mulher para comandar o morro ao meu lado, a resposta está gravada na minha memória com o sangue do meu velho. Meu pai foi traído pela própria fiel, a mulher em quem ele depositou a vida o resultado? Um caixão lacrado e um ódio que me consome as entranhas, por isso, eu juro por cada centímetro dessa favela: um dia, eu ainda vou mandar a Josefa e o JJ, aquele desgraçado que manda no Morro da Pedreira, para o inferno de onde eles nunca deveriam ter saído. Fiquei ali, no topo, sentindo o cheiro da pólvora e do esgoto que se misturam no ar, o tempo passou sem que eu percebesse, perdido em planos de vingança, saí do meu transe, montei na minha moto e desci cortando o morro até a boca principal. O Polegar, meu braço direito e o cara que cuida da parte chata, estava debruçado sobre uma mesa, conferindo a contabilidade da semana, fiz um toque rápido com ele e me sentei ao lado, puxando os livros, meus olhos varreram as colunas de números até pararem em um nome. O meu sangue subiu para à minha cabeça instantaneamente. Um tal de Cabeça estava com um rombo de dez mil reais. Dez mil de mercadoria que não voltou em grana. — Tem um p*u no cu devendo dez mil? Que p***a é essa, Polegar? — Minha voz saiu como um rosnado, baixa e perigosa. Polegar pigarreou, desconfortável, ele sabia que eu não tolerava furos. — Sim, Satan... Eu tentei dar uma segurada, amenizar um pouco, sabe? o cara é irmão da amiga da mina que eu tô pegando, achei que ele ia desenrolar até o fim do dia. Levantei num salto, chutando a cadeira para trás, o som do metal batendo no chão ecoou como um tiro. — Tá doidão, c*****o? — Avancei um passo, encurralando-o com o olhar. — Poderia ser meu amigo, meu pai, o c*****o a quatro! Não tem nada disso de passar a mão por cima de cabeça de devedor não, filho! Eu vou agora cobrar esse arrombado. E se ele não me der a minha grana, ele vai pagar com sangue. Cada centavo vai ser um corte, ele vai aprender a não mexer com quem não deve. Virei pro Polegar, com a fúria borbulhando nas minhas veias. — Polegar, pega esse noiado de merda e leva pra praça. Quero ele lá em cinco minutos. O Polegar arregalou os olhos, meio hesitante. — Satan, tem certeza disso? Vai dar mó treta… — Treta, o c*****o! — rosnei. — Quem manda nessa p***a sou eu. E eu tô mandando você levar esse verme pra praça. Ele vai morrer lá, pra servir de exemplo. Pra todo mundo ver o que acontece com quem tenta me passar a perna. Agora vaza e faz o que eu tô mandando! O Polegar engoliu em seco, ajeitou o boné e respondeu, com a voz embargada: — Já tô indo, Satan. Saí dali cuspindo fogo, saquei meu revólver, conferi o tambor seis chances de alguém morrer hoje e caminhei a passos pesados até a minha moto, pilotei até a praça da comunidade, o coração do Santa Marta o movimento era intenso, mas as pessoas abriam caminho como se eu fosse uma lepra no canto da praça, vi Isadora, assim que ela me avistou, um sorriso surgiu naqueles lábios que eu conhecia tão bem, mas que nunca beijava, ela veio na minha direção, rebolando. — Oi, gostoso! — disse ela, tentando tocar meu braço. Parei a moto, olhando para ela sem um pingo de paciência pois ela já tinha acabado há muito tempo. — O que você quer, Isadora? — perguntei, seco. — Quero você, amor... — Ela ronronou, aproximando o corpo do meu. Ao ouvir aquela palavra, senti meu sangue ferver. "Amor". Uma palavra tão suja quanto a traição que matou meu pai. — Para de me chamar de amor! — explodi, a minha voz vibrando de ódio. — Eu não sou o seu amor! Não tenho amor por ninguém, c*****o! Você não é nada pra mim, ouviu bem? Você é só um depósito de p***a! Quando eu quiser te comer, eu te procuro, fora isso, some da minha frente! O rosto dela murchou, vi uma lágrima ameaçar cair, mas aquilo só me deu mais nojo, vulnerabilidade é um veneno. — Não sei por qual motivo você é tão c***l comigo... — murmurou, tentando me comover com aquele olhar de cachorrinho chutado. — Vaza daqui e vai para casa agora! — ordenei, apontando para a saída da praça. — Eu vou punir alguém hoje para mostrar que ninguém me tira para o****o e não to com saco para você. Isadora abriu a boca para retrucar, mas eu não dei espaço. — Vai logo, c*****o! Antes que eu perca o resto da paciência com você também! — Estou indo! — ela exclamou, virando as costas e saindo quase correndo, sob os olhares curiosos de quem fingia não via nada. Eu estava frenético, a adrenalina corria nas minhas veias como ácido, eu precisava de uma válvula de escape, e o tal do Cabeça seria o meu saco de pancadas, o desrespeito com o meu dinheiro era um desrespeito com o meu nome, e no Santa Marta, meu nome é a única lei. Fiquei ali, escorado na moto, a mão coçando no cabo da minha arma, até que vi o vulto do Polegar se aproximando. Ele não estava sozinho. Vinha arrastando um sujeito magro, de aparência descuidada, que tremia tanto que m*l conseguia parar em pé. Era o Cabeça. — É esse? — pergunto, mesmo sabendo a resposta. Polegar confirma com a cabeça. Dou um passo lento, cercando o desgraçado como um predador. — Então tu é o famoso Cabeça… — digo baixo. — O filho da p**a que acha que pode me dever e continuar respirando. O filho da p**a tentou se levantar, mas as pernas não obedeceram, ele se arrastou para trás, as mãos espalmadas no chão sujo, os olhos arregalados como se estivesse vendo o próprio ceifador à sua frente, e, de certa forma, estava. — Satan, por favor! — ele gaguejou, a voz falhando. — Agora eu não tenho o dinheiro, juro por tudo que é mais sagrado! Mas amanhã terei. Amanhã cedo eu te pago tudo com juros, eu juro pela vida da minha mãe! Um riso seco e sem vida escapou da minha garganta. Eu me agachei, ficando na altura dele, o suficiente para que ele sentisse o calor do metal da minha arma. — Não costumo acreditar em mentiras, e a sua é das mais baratas, não vem com essa de "amanhã", arrombado, no meu mundo, o amanhã é um luxo que devedor não tem, eu vou te matar agora, seu verme, pra servir de exemplo pra qualquer outro palhaço que achar que o meu morro é casa de caridade. Senti o olhar do Polegar queimar em mim, ele estava sério, a mão no rádio, sentindo a tensão subir a níveis perigosos. — Você vai mesmo matar o cara aqui, Satan? No meio da praça? — Polegar perguntou, a voz firme, mas com aquela nota de preocupação de quem sabe que o sangue vai respingar longe. Virei o rosto devagar, encarando meu braço direito com um olhar que faria um homem comum desmaiar. — Eu brinco em serviço, Polegar? — perguntei, a minha voz gélida. — Não — ele respondeu prontamente, recuando um milímetro. Ele sabia a resposta. — Então pronto. O papo tá dado. Levantei-me devagar, como um predador que não tem pressa, saquei a pistola da minha cintura, o peso do aço trazendo uma satisfação familiar, destravei a arma com um clique que soou como um trovão naquele silêncio, encostei o cano frio exatamente no meio da testa do Cabeça, ele fechou os olhos, começando a soluçar, o cheiro de urina subindo enquanto ele perdia o controle do próprio corpo. Eu estava pronto para puxar o gatilho, o mundo ao redor sumiu, era só eu, a arma e o fim de um noiado. — Não! Por favor, não faz isso! – uma voz cortou o ar não era a voz de um marmanjo, nem o grito estridente da Isadora, era algo diferente, algo que me fez parar o dedo no gatilho por puro reflexo. Olhei para o lado, pronto para estourar a cabeça de quem tivesse a audácia de interromper minha justiça, mas o que vi me deu um soco no estômago que nenhuma briga jamais deu. Ali, parada na entrada do beco, estava uma mina que parecia ter caído direto do céu ou de um sonho que eu nunca me permiti ter. Ela era linda, c*****o. De uma perfeição que não combinava com o concreto cinza e o lixo daquela praça. Parecia uma boneca de porcelana, mas com uma força no olhar que me deixou imóvel. Tinha um cabelão escuro que descia em ondas até a cintura, emoldurando um rosto de traços finos e lábios carnudos que pareciam feitos para serem mordidos. E o corpo... c*****o. Ela usava uma roupa simples, mas que não escondia nada: uma b***a empinada que desafiava a gravidade, uma cinturinha tão fina que eu sentia que minhas mãos a envolveriam por completo. De onde aquela deusa tinha saído? Eu nunca tinha visto aquela perfeição no Santa Marta, e eu conhecia cada palmo desse chão. Na mesma hora, o ódio que corria nas minhas veias mudou de temperatura o meu sangue, que antes fervia por violência, agora desceu direto para o meio das minhas pernas. Fiquei galudo na hora, uma ereção pulsante que me fez apertar o cabo da arma com mais força. Meus olhos percorreram cada curva dela, devorando-a com uma fome que eu nunca tinha sentido, foi uma cobiça instantânea, do tipo que não aceita "não" como resposta. Eu não sabia o nome dela, não sabia de quem era filha, mas em um segundo eu já tinha decidido o destino dela. Ela vai ser minha. Nem que eu tenha que queimar o mundo inteiro para trancá-la na minha gaiola.

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