ELA NÃO VAI VOLTAR

3185 Palavras
Em cima da cômoda, o retrato dela; em seu coração apenas a saudade. Joseph já se acostumara com a sua ausência física, mas sua mente teimava em trazê-la de volta. Inoportunamente aparecia em seus sonhos e sempre da mesma forma que a conheceu: vestida com um vestidinho irrigado de flores, tão vivaz quanto seus olhos amendoados. Passou-se dois meses desde sua morte, mas tinha a sensação de que havia passado dias. Lembrava- se da primeira vez que a viu, Era um sábado a noite de um típico inverno carioca, quente, por assim dizer. Era festa de fim de ano da empresa na qual trabalhava, na edição de um famoso jornal do Rio de Janeiro. De inicio recusou o convite de seus colegas de trabalho, não estava a fim de enfrentar mais uma dor de cabeça pós ressaca e ainda mais que estava convocado para o plantão do dia seguinte. Calça escura, camiseta com botões, estava pronto para mais uma festa de fim da empresa. Para ele seria iguais a todas as outras, bebidas. conversas jogadas fora, intrigas de ex colegas , estava decidido a sobreviver aquela festa por mais duas horas. Entre um gole de cerveja e outro, reparou o olhar de uma mulher na outra ponta da grande mesa Joseph retribuiu o seu olhar, viu que era muito formosa, aquele doce olhar lhe agradou. A mulher foi em sua direção, sentou do seu lado, delicadamente entornou bebida em seu copo, que já estava vazio. Os dois tiveram uma longa conversa pela noite, conversa leve e agradável, que por fim lhe rendeu uma boa noite na cama com ela para fazer inveja a qualquer amante. Os dias passaram-se e a moça insistia em uma segunda vez, mandava mensagens a ele, ele respondia sem dar muita importância. “Olá! Podemos nos ver hoje?” Perguntava ela por mensagens de celular Ele respondia: ‘’Desculpe hoje saio tarde do trabalho. Não será possível’’ Ele até havia gostado dela, mas que seus relacionamentos passados lhe renderam uma boa dor de cabeça, e ter outro agora não fazia parte de seus planos. - ‘’ Vamos beber ? Uma mensagem de seu colega de trabalho. -‘’ Qualquer lugar que seja bem longe daqui. Hahaha.’’ A danceteria estava cheia, mulheres e bebidas preenchiam o ambiente, Joseph já estava no seu segundo drink. - E ela? - Ela quem? - A mulher que você pegou na outra festa? - Cara...Sei lá... Ela é legal e tal, mas estou bem cansado com todo esse trabalho, estou sem paciência para relacionamentos. - Sei, entendo... Era tarde da noite, a pista de dança era um mar de luzes pulsantes. ele a avistou novamente, estava com um vestido grudado vermelho e com um drink na mão, primeiramente hesitou em falar com ela mas depois resolveu tomar coragem e se aproximou - Você pode me dar licença ? Quero dançar!- Disse ela empurrando o braço dele para trás - Espere!- Ele a puxou- Vamos conversar - Não tennho o que falar com você. Você não está ocupado demais com o trabalho, para dançar? - Olha, me desculpe, eu ia te avisar que consegui sair mais cedo...Sério! Por favor! Vamos conversar... Ficar de boa... Ele pode sentir o coração dela palpitar, foi se aproximando cada vez mais, a ponto de suas bocas se tocarem ela sentia o seu hálito revigorante. Joseph de um outro modo, sabia que estava no controle da situação, de uma forma que poderia direcionar –lhe para onde quisesse e onde se permitisse. De fato, não era recíproco o que sentia, mas aquilo lhe fazia bem e lhe dava vigor. Ele se alimentava daquele sentimento. Passaram-se meses e os dois continuaram a trocar mensagens, beijos e afagos. Mas para ela aquilo estava superficial. Não bastava. Ela queria mais. Acreditava que a sua perseverança em querer algo muito mais profundo com ele o faria mudar de ideia, e um dia ele iria perceber, que era com ela com quem ele deveria ficar. E aí? tudo bem?” Bom dia! Vamos sair hoje? Mensagens entregues, visualizada, e não respondidas Joseph havia sumido. Sem ligações, sem mensagens. Sabia, que no fundo ela sabia da verdade, e a verdade era crua e nua, ela estava iludida, de fato ele sabia que tinha uma parte de culpa, ele havia criado a situação para que ela tivesse expectativas.Sim. Talvez toda a situação tenha sido iniciada por ele. Ele deu asas a sua imaginação .Joseph não queria que ela fosse embora. No fundo, sabia que a mantia por perto por puro egoísmo, autoconvencimento. E por mais mesquinho que fosse, precisava dela, o seu amor fazia-lhe sentir vivo e jovem. Tinha medo de não encontrar alguém que o amasse tanto assim. O medo de perder e se arrepender. Joseph queria estar no controle da situação ‘’ Preciso conversar com voçe’’ Eram sete da manhã. O celular despertou logo viu, e essa era a mensagem que estava no seu celular. ‘’ Que d***a” – Pensou. :Já tão cedo Logo em seguida, uma nova mensagem “Já faz um tempo que estamos saindo. E estou com sentimentos fortes por você. Mas parece que você não sente o mesmo. Não sei se estou me enganando com você, não sei se estamos caminhando para algo sério, ou se você quer continuar como está, como apenas curtição. Estou sofrendo com isso. Gostaria que entendesse. Ele passou horas pensando, no que responderia, ‘’Gosto muito de você! O tempo que passamos juntos foi muito importante para mim, mas quero que entenda, não estou em condições de assumir nada sério agora. Estou muito ocupado com o trabalho, estou recebendo muitas cobranças diárias. ’’ Ele não viu a reação dela, mas imaginou que não fosse nada bom, provavelmente sentiu o efeito daquela mensagem. Sumiu depois de alguns dias. A consciência dele pesou, se é que ainda a tinha. Ele tentava contornar a situação, voltava procurá-la e a mantinha por perto. Dizia que a amava, por mais que não fosse verdade. Só para sentir o prazer da manipulação. E ela logo voltava para os braços dele, e novamente Bom dia está livre hoje? Não. Trabalho até tarde. ... Naquela mesma noite Joseph saiu para se divertir com os amigos - Olhe lá- Disse o colega de Joseph- Olha aquela loira gostosa! Está te olhando! Ele não perdeu tempo,bebeu um copo de whisky e foi conversar com ela. Entre carícias e beijos com a loira, Joseph não viu o tempo passar e nem mesmo queria. - Vamos dançar! – Ela segurou na mão dele e o puxou para a pista de dança Com um vestido colado vermelho e um copo de drink na cor azul do mar, na mão direita ela se aproximou dela e o olhou fixamente, mordeu os lábios como se estivesse tentando segurar um choro. E saiu correndo. Joseph exitou um pouco em sair atrás dela. Ele olhou para a mulher , e o olhava sem entender nada do que estava acontecendo. Mas ele foi atrás dela, não a encontrou. Não sabia ele quanto males havia feito aquele p***e coração, e nem quantos danos causou,mas podia imaginar. Era um abismo profundo deixá-la nesse momento, não sabia o que podia acontecer, se ela iria lidar e decidir viver ou se iria lutar por ela. Ela parecia apaixonada por ele. E ele não sabia o que era isso, e talvez nunca saberia. Na escola ele sempre foi o destruidor de corações das pobres mocinhas e parecia não se importar. Mas agora diferente, não era mais aquele garoto. Queria dar chance ao coração para poder amar. Joseph decidiu que iria esperar até o amanhecer para poder ligar para ela, iria dar tempo ao tempo. Mal ouviu o celular despertar e já levantou, olhou para ver se havia alguma mensagem. E tinha. Dizia apenas: ‘’ Precisamos conversar’’ Ele não pensou duas vezes em ligar para ela, algo lhe dizia que enfim os dois poderiam se acertar, talvez ela o perdoasse, do fundo seu coração, sentia nascer a v*****e em mudar. Ele pegou o celular e ligou para ela... Mas ninguém atendeu. Joseph passou praticamente o dia inteiro pendurado ao celular, entre uma pausa ou outra no trabalho checava o celular para ver se havia alguma mensagem. Mas não, não havia nenhuma mensagem dela. “Ela realmente deve estar chateada’’- Pensou ele. Pensou em ligar para o trabalho dela, mas logo em seguida desistiu, decidiu que iria esperar até o amanhecer, pensava com certeza aquilo era manha, e que no dia seguinte tudo iria se resolver, como sempre acontecia. O barulho do celular tocando . Joseph sai do banho enrolado na toalha já era bem tarde da noite, - ‘’Deve ser ela’- pensou. - Alõ?...Sim?...Como assim sofreu acidente?...È sério, isso? Hoje de manhã? Joseph sentiu como se o chão estivesse derretendo aos seus pés, a voz do outro lado virava um leve zumbido, um filme passava na sua cabeça. Não conseguia compreender. Estava morta? ... Ele não sabia quase nada sobre ela, sabia apenas que fazia estágio em outra empresa de jornal e que fazia faculdade de jornalismo. Mas também nunca perguntou muito de sua vida, não pelo fato de ser desinteressante, pelo contrário, ela até instigava nele a curiosidade, entretanto, o desinteresse pela vida dos outros era algo típico dele. No dia seguinte olhou no celular, era algo rotineiro...Havia uma mensagem... ‘’Bom dia! Como está meu amor? Dormiu bem?’’ Era ela. ‘’Só pode ser uma brincadeira de m*l gosto, de muito m*l gosto’’- Pensou. Ele nem sequer respondeu. Com certeza haveria uma explicação para isso. No dia seguinte mais uma mensagem: Bom dia! Estive pensando em você o dia todo. Está trabalhando? Vamos sair mais tarde? Joseph sentiu acelerar o seu coração, o telefone indicava o número de telefone dela. Era assombroso pensar que ela estava morta, e as mensagens continuavam sendo enviadas. tentava encontrar a resposta, talvez estivesse perdendo sua lucidez... - Alô?Tom? - Joseph? - Sim, sou eu. Cara, preciso falar com você. É urgente. Tem algo muito estranho acontecendo... - Vou sair mais cedo hoje. Podemos tomar um café e conversar. ... Na cafeteria .... Joseph tentava explicar o assombroso mistério das mensagens. Tom olhava perplexo, pedia para olhar o celular, analisava as mensagens,: - Bom... A primeira coisa a ser feita é encontrar o celular dela...Por que ...bem... Sabemos que o carro capotou dentro do rio. Então, provavelmente o celular ou está lá dentro do rio, ou deve ter caído em algum lugar perto. - Tom...Você acha possível que ela esteja mandando mensagem do Além? O amigo de Joseph caiu na gargalhada: - Não seja ridículo!Isso não existe!Vamos procurar esse celular, e você verá que é tudo um m*l entendido. ... Dois meses após o acidente e Joseph continuava a receber mensagens dela no celular. Pensou em trocar de número, mas algo lhe impedia, mesmo sendo aterrorizante, sentia a sua falta, havia se acostumado com a situação rotineira. As mensagens diárias estavam-lhe fazendo ficar mais perto daquilo que negara no passado, sentia o amor por ela florescer, e a saudade apertar cada vez mais. Por vezes, pegava - se pensando nela, conseguia ouvir sua voz e até mesmo sentir o gosto dos seus lábios. Noites sem sono, m*l dormidas. Não conseguia esquecê-la, e por um momento, sentiu que estava apaixonado, apaixonado por algo que não existia mais, e por mais que suas as memórias a tornassem viva, ela não ia voltar. Já passava da meia noite, Joseph estava sem sono, no celular mais uma mensagem: ‘’ Boa noite amor. Durma bem. E sonhe comigo.’’ Estava exausto, cansado, deixou o celular de lado, e deitou para poder dormir. Escutou um barulho na sala, algo batendo na janela de vidro. Levantou –se, foi olhar. Não havia nada. Era só o vento, imaginou. Escutou novamente, e quando virou-se para olhar, avistou um espectro. Era ela e com o mesmo vestido que a conheceu. Com o susto, deu um grito, e caiu para trás. Aquela foi a gota d´agua, decidiu que no dia seguinte iria procurar respostas sobre tudo aquilo. Precisava achar aquele celular. ... - Alô? Tom?Conseguiu achar o celular? - Sim. - Sério? Onde estava? - O celular não caiu no Rio, estava escondido perto da árvore onde o carro bateu, deu sorte de ninguém tê-lo encontrado antes. - Que boa notícia! - Mas temos um problema. O celular tem senha. Eu estou indo levá-lo para um amigo que é técnico em celular, para desbloqueá-lo. - Perfeito! ... Joseph olhava aflito, andava de um lado para o outro, pela loja de assistência técnica. Enquanto isso, o assistente olhava concentradamente para o celular, de vez em quando olhava para o Tom e Joseph por cima dos óculos, e voltava para o celular. Joseph, em seguida, recebia o alerta de mais uma mensagem seu celular: ‘’ Porque está tão quieto? Faz tanto tempo que não nos falamos. Aconteceu alguma coisa? Saudades.’’ - Conseguiu?- Perguntou ele já irritado. - Hmmm...Sim - Então??? Perguntava os dois em coral. - Temo de como você vai receber a notícia. - Oi? Como assim? Não está vendo minha aflição? Diga-me logo o que está acontecendo! Tom fazia um gesto para Joseph, para que se acalmasse. - Bom, a noticia boa, é que ela não está te enviando mensagens do Além, como supõe... - E a r**m?– Interrompia Tom. - E a ruim... È que ela nunca lhe mandou nada. Os dois se entreolhavam. - Resumidamente, pelos meus conhecimentos técnicos, acredito que ela estivesse usando um aplicativo que alguém criou, vasculhei a memória do celular e nem sequer encontrei mensagens tanto suas, quanto dela, ou sequer o seu número.Era esse aplicativo que mandava as mensagens. Não há nenhuma mensagem recente. Mas, encontrei o aplicativo qual estou me referindo, ela se comunicava com a pessoa que acredito ser o criador dele. - Mas como assim? – Dizia tom- Isso... Isso existe? Joseph calado, sem reação, apenas sentou na cadeira. -Bom, existe. Agora o que temos que fazer, é saber o porquê dele ou dela estar enviando as mensagens, e por qual razão criou o aplicativo. - Você tem como rastrear o número dessa pessoa?- Perguntou secamente Joseph. -Tenho sim. Felizmente o criador do aplicativo deixou escapar a sua localização em uma das mensagens. Você quer ver essas mensagens? - Não! Me dê o endereço!Vou procurá-lo! Joseph não disse uma palavra sequer durante o caminho, Tom quebrou o silencio: -Tem certeza que quer fazer isso? Procurar respostas? Não acha que já é o suficiente?...Cara, ela te enganou... As palavras de Tom não estavam o animando e ele não queria aceitar a realidade, saber da verdade doía muito mais do que saber da morte dela. Chegaram no lugar onde supostamente estava o autor das mensagens. Era uma loja pequena e simples com uma portinha de vidro escrito: “Entre sem bater” E na fachada escrito: “Conserto de aparelhos celulares e eletrônicos’’ Eles entraram, avistaram um rapaz, bem magro, coberto de pierciengs e tatuagens pelo corpo. Ele olhou para os dois e perguntou: - Pois não? Joseph jogou os dois celulares em cima do balcão - Quero explicações! - Senhor- respondia o rapaz-Não trocamos aparelhos celulares e... Joseph aproximou-se do rapaz , puxou a gola de sua blusa quase o enforcando e disse: - Não banque o engraçadinho, eu sei de tudo, quero que explique as mensagens, o aplicativo, e sua r*****o com ela. O rapaz levou os dois para os fundos da loja onde havia uma salinha escura e pequena, com vários aparelhos eletrônicos espalhados em uma mobília empoeirada. - Ela estava escrevendo um livro. - Disse o rapaz analisando o celular - Sobre?- Perguntou Joseph. - Sobre caras como você- apontou para ele- Éramos amigos de infância. Ela sempre teve essa v*****e de ser escritora adorava escrever sobre o amo. Mas, coitada, nunca teve muita sorte com o amor, Sempre sofreu demais por caras que não valiam a pena. Foi então que ela teve a ideia de escrever o livro. Mas ela precisava de um personagem alguém que ajudasse... E como você era o típico cara que ela estava procurando... Aquele famoso “destruidor de corações’’, como ela mesmo dizia, por isso usou você como uma de suas cobaias. - Tinha outros? - Sim. Por isso, o aplicativo. Ela pediu para eu criá-lo para que pudesse controlar as mensagens, no inicio era fácil, mas depois ela não deu conta de todas as mensagens e pediu para que eu as mandasse. - Como sabia quais mensagens mandar? Como sabia qual era a r*****o deles com ela? - Eram todas mensagens já programadas, foram pensadas por ela, eu mostrava a ela e ela dizia qual mandar dependendo das respostas. Mas era basicamente a mesma coisa, ela se mostrava inteiramente apaixonada pelos caras ela saia, e sabia que eles não corresponderiam. - E se acaso um deles, correspondesse? - Era um risco que ela ia correr, mas ela era esperta, sabia como controlar a cada um impedindo que eles descobrissem, por isso a razão de ter vários cobaias. Se um deles não desse certo, simplesmente o bloquearia. - c***l- Respondeu Tom - Não a julgo. Ela também sofreu o d***o com amores não correspondidos. Concordo que ela não deveria ter feito o mesmo. Afinal, são seres humanos, né? - As mensagens... Eram todas usadas para o livro?- Perguntou Joseph. - Sim. Todas as respostas eram escritas no livro, era algo como se fosse as respostas mais dadas por caras que fogem de relacionamentos, entende? - Joseph continuou a olhar o celular e as menagens - Mas a principal dúvida – questionava Tom- Por que ele ainda recebe as mensagens? - Na verdade, todos ainda devem estar recebendo, eu encontrei um erro no aplicativo, vocês continuam a receber devido a um erro no aplicativo. E eu precisava do celular dela para consertar isso. O “app’’ entrou em um modo automático, e não consegui interromper pelo meu celular. - E você recebia para isso? - Sim. Ela me pagava uma quantia... Joseph apenas sorriu e disse: - Obrigado.- Deixou o celular dela sobre a mesa e foi em direção a porta. Assim que deu as costas conseguiu ouvir do rapaz - Lamento pelo ocorrido... Não queria causar nenhum m*l. - Ela deve estar queimando no inferno- Sussurrou Tom no ouvido de Joseph Era isso, estava tudo explicado para ele, o que restava agora era seguir em frente. De fato, ela havia sido muito esperta, não é tão fácil enganar alguém que faz isso tão bem quanto ele. Mas era impossível de ele não assumir para ele mesmo, de que pela primeira vez estava sofrendo por alguém, sofrendo pela falta que ela estava fazendo, pelo ódio de ter sido enganado. Um filme repentino passava pela sua cabeça, e doía, doía saber que todos os beijos, todas as mensagens, não passavam de uma mentira, e que quem estava iludindo era ela, quem esteve sempre no controle era ela, e mais ainda ,por saber que ela nunca o amou, nunca esteve apaixonada por ele e que ela não ia voltar.
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