Na manhã seguinte, o som dos sinos da igreja do bairro soou pontualmente às oito horas, misturando-se ao burburinho das pessoas que caminhavam apressadas pelas ruas do centro de Alure. Sarah apertou o casaco contra o corpo — o vento soprava mais frio na capital — e caminhou decidida em direção à Torre Business, com uma pasta simples e gasta nas mãos. Dentro dela, havia apenas um currículo. Não um currículo jurídico com prêmios e teses – mas um currículo modesto, adaptado às vagas operacionais do hotel. Na parte superior, escrito com letras firmes: “Sarah Oliveira”. Ainda não tinha tido tempo nem coragem de dar entrada no processo oficial para remover o sobrenome do ex-marido. E, de certa forma, isso lhe permitia ocupar outros espaços sem ser imediatamente reconhecida. Ao atravessar o hal

