Eu precisava olhar nos olhos dela, encarar de frente tudo o que eu tinha causado. Era hora de parar de fugir, e enfrentar a realidade e tentar consertar a besteira que eu mesmo tinha feito. Cheguei na casa da Kátia, era hora do almoço. Fiquei parado por alguns segundos diante da porta, respirando fundo, tentando reunir coragem. O coração parecia que ia sair pela boca, e a cada passo que eu dava o peso da culpa apertava ainda mais no peito. Quando enfim entrei. Olhei em volta, e foi então que a vi — A diaba estava descendo a escada. E por um instante, o tempo parou. Ela me olhou surpresa, com olhos arregalados, mas não havia raiva neles. Apenas algo que eu não soube decifrar de imediato — Talvez espanto, por não esperar me ver alí. Ela ficou em silêncio, mas não desviou o olhar. Aquilo

