Me aproximei um pouco mais, olhando direto nos olhos dele: — Neto tem motivos pra desconfiar, analise a situação com cuidado. Todo mundo pode ser suspeito, ou talvez tenha sido só um bêbado qualquer, sei lá. Mas aja como um dono de morro, cara! — Pense com a cabeça que tem cérebro. Caio estreitou os olhos e avançou um passo, ficando cara a cara comigo com a voz baixa, mas dava pra ver que ele estava com raiva: — Olha só, você devia ficar na sua! — Não é da sua conta o que eu faço ou deixo de fazer pra você querer ficar me dando sermão, entendeu? Eu engoli em seco, sentindo a pressão subir, mas antes que pudesse responder, Neto deu um passo à frente, colocando-se entre nós. — Ei, calma, Caio! — Disse ele firme, cheio de autoridade. — Ela tem direito de falar o que pensa, sim! — Não é s

