Não pensei duas vezes, botei ela no tanque da moto e segui pro postinho. O ronco da moto abafava meus pensamentos, mas o coração batia acelerado. — E se tivesse acontecido algumaa coisa com minha irmã? Assim que cheguei, vi o Neto de longe, andando de um lado pro outro feito uma fera enjaulada. Desci da moto com Karen no colo e já fui ao seu encontro: — Mano, e aí? — Alguma notícia? Ele passou a mão na nuca, o semblante aflito. — Ainda não, ela tá lá dentro. — Respirou fundo, encarando o chão. — Mas, mano, tô sem acreditar, Isso foi premeditado. Não quiseram atingir a Karen, só pegaram minha tia. Pelo que falaram, ela empurrou a tua menor se senão as duas tinham ido. Vejo ele engolir em seco, e Karen confirmou com a voz embargada, abraçando meu pescoço com força: — É isso mesmo, a ti

