Neto deu uma risada seca, sem humor. — Ok, Caio. Não vou dar palco pra palhaço. Tu quer acreditar nessa cobra? — Beleza, o problema é teu, é contigo e a sorte. Depois não diz que eu não te avisei. — Agora vê se não fala nada a respeito da minha tia com essa aí. Ele virou as costas e saiu batendo a porta com força. O som ecoou pela sala e deixou um silêncio pesado no ar. Respirei fundo, tentando processar o que tinha acabado de ouvir. Por mais que eu não quisesse admitir, tinha fundamento no que ele disse. A Serena não é flor que se cheire. Mas, lá no fundo, algo em mim insistia em acreditar que ela não seria capaz de fazer nada contra um dos nossos. Olhei pra ela que estava parada, séria, como se nada tivesse acontecido — E, mesmo assim, alguma coisa nos olhos dela me fez duvidar por

