Pré-visualização gratuita Capítulo 01 Um Mafioso no Convento

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Um Mafioso no Convento
Irmã Mary Mendez
Tenho 18 anos e vivo neste convento desde que fui deixada aqui por familiares que nunca conheci. Dezoito anos sem uma família de sangue, mas cercada pelo amor de Deus, das irmãs e das amigas que encontrei ao longo do caminho.
As freiras me acolheram quando eu ainda era um bebê e, desde então, este lugar se tornou meu lar.
A manhã seguia como todas as outras.
Acordamos antes do nascer do sol, fizemos nossas orações e ajudamos a preparar o café da manhã. Depois, nos reunimos no refeitório enquanto a Madre Superiora distribuía as tarefas do dia.
— Irmãs Mary, Natália, Bárbara e Graziela, vocês cuidarão das novas crianças que chegaram ao orfanato — informou ela com seu habitual sorriso sereno.
Assentimos imediatamente.
Nossa primeira tarefa era dar banho nos bebês e nas crianças menores, além de ajudá-las durante o café da manhã. As crianças maiores, que já conseguiam realizar boa parte das atividades sozinhas, ficavam sob a supervisão da irmã Luciana e das demais freiras.
Trabalhar em grupos de quatro tornava tudo mais rápido e organizado.
Logo o convento estava cheio de risadas, choros de bebês, brincadeiras e pequenas corridas pelos corredores.
E eu amava cada segundo daquilo.
Cuidar dessas crianças era a minha maior alegria.
Eu acreditava que aquele seria apenas mais um dia tranquilo.
Mal sabia eu que o destino estava prestes a mudar minha vida para sempre.
Dante Herrera
Tenho 35 anos.
Ser chefe da máfia exige muito de mim, mas nunca reclamei. Nasci nesse mundo e fui preparado para assumir essa responsabilidade desde criança.
Acima de qualquer fortuna, poder ou influência, existe algo que considero mais valioso: minha família.
Meus pais, Rômulo e Consuelo Herrera.
E meus três irmãos: Pietro, Giovanni e Kevin.
Somos donos de empresas espalhadas por vários países e comandamos a maior organização criminosa da Espanha. Mas, acima dos negócios, somos unidos. Não somos apenas irmãos; somos amigos, sócios e parceiros de vida.
Naquela manhã, estávamos supervisionando uma operação importante no porto quando tudo saiu do controle.
Uma organização rival tentou roubar uma das nossas cargas.
Os disparos começaram.
Homens correram em todas as direções.
Explosões sacudiram o local.
Meu único pensamento era proteger minha família.
Quando entramos no helicóptero para deixar a área, ouvi um som que fez meu sangue gelar.
Uma bomba.
— Pulem! — gritei.
A explosão aconteceu segundos depois.
O helicóptero foi tomado pelas chamas.
Sem pensar duas vezes, me lancei para fora da aeronave.
A última coisa que vi foi meus irmãos conseguindo escapar.
Então uma dor intensa atravessou meu corpo.
Minha visão ficou embaçada.
O mundo começou a escurecer.
E, finalmente, tudo ficou preto.
Eu não fazia ideia de que meu destino estava me levando para o lugar mais improvável possível...
Um convento.

Mary Mendez
Depois de uma manhã cheia de atividades, finalmente chegou o horário da soneca das crianças.
Os bebês já estavam acomodados em seus berços, enquanto os menores dormiam tranquilamente após o almoço. O convento estava silencioso, algo raro durante o dia.
Eu aproveitava aquele momento para organizar alguns brinquedos quando ouvi um barulho estranho vindo do pátio.
Parecia algo pesado caindo no chão.
Franzi a testa.
— O que foi isso? — murmurei para mim mesma.
Caminhei em direção à porta e segui pelo corredor até chegar ao pátio externo.
Assim que olhei para frente, meu coração disparou.
Havia um homem caído no chão.
Ele estava desacordado.
Suas roupas estavam rasgadas, havia sangue em vários pontos do corpo e seu rosto apresentava cortes e hematomas. Pela quantidade de ferimentos, era um milagre que ainda estivesse vivo.
— Meu Deus! — exclamei assustada.
Sem perder tempo, corri de volta para dentro do convento.
— Madre Superiora! Madre Superiora! — gritei enquanto atravessava os corredores.
As freiras imediatamente olharam em minha direção.
— Mary, o que aconteceu? — perguntou a Madre Superiora, preocupada.
— Tem um homem ferido no pátio! Ele está desacordado e muito machucado!
A Madre não perdeu tempo.
— Chamem a equipe médica imediatamente!
Algumas freiras correram para cumprir a ordem enquanto eu conduzia a Madre até o local.
Minutos depois, os profissionais do hospital comunitário chegaram com uma maca e equipamentos de primeiros socorros.
Atrás da paróquia, dentro dos terrenos do convento, funcionava um pequeno hospital comunitário onde nós e as crianças recebíamos atendimento sempre que necessário.
Os médicos examinaram o homem rapidamente.
— Ele está vivo, mas perdeu muito sangue — informou um dos médicos.
Com cuidado, colocaram-no na maca e o levaram para o hospital.
Enquanto observava o resgate, senti algo estranho dentro de mim.
Eu nem sequer conhecia aquele homem.
Não sabia seu nome.
Não sabia de onde vinha.
Mas, por alguma razão, meu coração dizia que sua chegada ao convento mudaria muitas vidas.
Inclusive a minha.
Autora : Gente minha primeira uma obra aqui na plataforma.
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espero que vocês gostem .