Capítulo um

3644 Palavras
Dias atuais Os raios de sol da manhã banhavam o pátio da Penitenciária Estadual, dando aos presos um pouco de luz e calor. Alguns se divertiam com uma bola de basquete, outros jogando cartas ou só jogando conversa fora. Estar preso não dava muitas opções do que fazer, além de pensar sobre seus crimes. Próximo aos muros, na única barra de exercícios, Roman Rodriguez não dava descanso ao seu corpo. Quase oito anos trancado feito um animal, seu desejo de vingança foi a única coisa que o alimentou.... A vingança e os sonhos que tinha, noite após noite, com Dominick Michaels. Ela era a mulher que o enfeitiçou, sua obsessão obscura, seu veneno mais c***l. Esperando que fossem levados ao pátio para o banho de sol, Simon López e Dylan Ambrose estavam em suas celas. Simon fazia suas flexões diárias, enquanto Dylan tentava fazer alguns desenhos, um talento que desenvolveu durante a infância e ele não quis perder. Logo, o guarda organizou a fila e ambos apenas trocaram olhares, seguido de um sorriso de canto. O mesmo que Roman, eles sonhavam com o dia da vingança, que estava próximo. Ao chegar ao pátio, logo avistaram Roman nas barras. Ao se aproximarem, cumprimentaram o outro homem ali próximo, o parceiro de cela de Roman, Baron Pestock. - Ora, ora... Por que não estou surpreso de você estar nesta parte do pátio, Roman? - Perguntou Dylan. Com um rolar de olhos, Roman soltou-se da barra. - Porque é meu território. - Ele passou a mão pelos longos cabelos, fitando os outros presos ao longe. - Nenhum desses idiotas se atreveria a me interromper. - Com um suspiro, ele sorriu. - Não posso dizer o mesmo de você. Simon e Dylan se sentaram cada um em uma parte do banco próximo a barra, seus olhos estavam circulando pelos guardas, que transitavam pelo pátio e por fora das grades. - Você tem certeza de que isso pode dar certo? - Perguntou Simon, olhando e tomando cuidado com o tom. - Isso parece ser complicado. - Scarsdale já cuidou de tudo. - Roman respondeu, pensando na última conversa que teve com o advogado, Paul Scarsdale, o único do seu passado que não lhe deu as costas depois que ele e os outros foram presos. - Confio nele. - Roman projetou o corpo pra frente, falando ainda mais baixo. - Está tudo pronto. Os dois homens trocaram olhares, com um sorriso, mas os olhos deles caíram no homem que estava ali ao lado. Baron Pestock se aproximou dos três e foi um dos únicos a conseguir a confiança deles. Por isso, resolveram que ele seria muito útil naquela fuga. - Você tinha um papel nesse plano todo. Espero que tenha falado com os seus contatos sobre os carros que vamos precisar. - Falou Simon, que estava sentado ao lado dele Baron tinha um jeito todo desleixado, como um amante abandonado em pleno quarto de motel após uma noitada. Ele tirou o cigarro da boca e se virou para Simon. - Qual é, López? Eu sou um homem de palavra. Meus contatos preparam tudo, só precisam de um agrado, se é que me entendem. - Com isso, você não se preocupe. - Roman apareceu por trás dos dois homens, seguido por Dylan. - Ainda nos sobrou uma boa grana e vamos recompensá-los. - Como Scarsdale conseguiu esconder o dinheiro da justiça, Roman não sabia, mas o advogado era esperto. Dylan olhou pelo pátio, vendo cada homem naquele lugar. Foram anos sofridos ali e o que os alimentou foi o pensamento de vingança. A cada segundo naquela prisão, a cada noite que eles dormiam e vinham as mulheres que achavam ser fiéis a eles, mais eles tinham forças para sair dali e colocar em prática o que queriam. Dylan sorriu de canto. - Nos aguarde, Lylah... Estamos chegando e você vai se arrepender do que me fez. - Falou ele, mais para si mesmo do que para os que estavam ali perto. *** 6:40 da manhã. Esse era o horário matinal que Dominick e Lylah Michaels, agora como tenente das polícia, acordavam para suas atividades antes do trabalho. Era isso que mantinha as duas com a cabeça longe de qualquer problema. Tomar café, fazer seus exercícios. Dominick ia a academia para suas aulas de boxe e musculação, já Lylah saia para correr perto do condomínio em que moravam. Depois de uma hora e meia, ambas retornavam, comiam alguma coisa e às nove da manhã, chegavam juntas no departamento. Religiosamente, aquela era a rotina das duas irmãs. Alçar o cargo de tenente não fora fácil e ambas precisaram abdicar muito de suas vidas por ele. O departamento de polícia estava cheio. Um caso nas últimas semanas vinha atraindo a atenção da mídia e mobilizando um enorme contingente de policiais. Lylah estacionou seu carro e observou de longe o, agora, secretário de segurança Anthony Voight conceder uma entrevista atualizando a população sobre as últimas novidades da investigação. O homem tinha mesmo um dom para as câmeras. Já entrava no prédio quando foi alcançada por Dominick, que apontou para a entrada lotada de jornalistas. - Eu sei. - Lylah tinha o cabelo tingido de vermelho e era mais alta que sua irmã. - Ele parece um pavão. Dominick tentou esconder uma risada, mas não conseguiu. Meia hora depois, era a vez delas repassarem as informações para os policiais. Uniformizados, eles ocupavam o salão do departamento, alguns com caderninhos de anotação na mão, outros apenas ouvindo. Foi Lylah quem começou. - O DNA do suspeito é compatível em todos os casos e não está em nenhum dos nossos bancos de dados. Pelo perfil das vítimas, todas brancas, de classe média e com menos de dezoito anos, acreditamos que ele deve ser muito jovem. - Ele também alternou algumas táticas durante o estupro. - Dominick tomou a palavra, com as mãos nos bolsos da calça, caminhando pelo salão. - Duas vítimas foram amordaçadas e vendadas, outras duas foram dopadas. Isso nos mostra que ele está experimentando seu método e, aos poucos, está aperfeiçoando. Lylah continuou. - Embora ele tenha deixado as vítimas vivas, nenhuma delas consegue, de fato, dizer como ele é. - A ruiva deu um passo à frente, aumentando um pouco o tom de voz. - Vigiem as escolas, parques e clubes. O suspeito vai estar observando. Por enquanto é só. Obrigada a todos. Todos os agentes encarregados do caso se levantaram e saíram da sala, alguns até sussurrando sobre isso. As duas se puseram a andar na direção da porta, quando Anthony entrou. - Mais um dia e este caso está nos colocando à loucura. - Disse ele, ajeitando a sua gravata. -A mídia está eufórica. - Disse Lylah, depois de um suspiro. - Este caso tomou proporções que nem imaginávamos. - Eu estou confiante. - Foi a vez de Dominick falar. Ambos olharam para ela. - Eu acredito que estamos a um belo passo de pegar esse sujeito. A expressão de Anthony simplesmente se fechou. Ele respirou fundo e olhou para a morena. -Só você tem sentido isso, Dominick. Eu tenho uma função muito importante, que é avisar àquelas pessoas ali fora sobre um estuprador desenfreado, que parece não saber o que está fazendo. Eu tenho que informar a pais e mães amedrontados sobre um criminoso que está lá fora e pode pegar as filhas deles. O mínimo que eu espero de vocês duas são resultados, mais do que uma reuniãozinha diária para pegar quem está fazendo isso. - As palavras dele foram duras, mas necessárias. Sua mão foi até o cabelo de Lylah, o jogando para trás e revelando seu crachá. - Eu já estive na pele de vocês e sei o quanto é árduo, mas foi assim que eu cheguei aonde estou e quero o mesmo para vocês. As duas trocaram olhares, parecendo nervosas. -O que quer dizer com tudo isso, Anthony? - Perguntou Dominick. Ele apenas lhe lançou um olhar. - Eu não quero me arrepender de ter dado esse cargo a vocês. Se esforçaram muito para chegar aqui, mas sem resultados, isso fará com que bata arrependimento. - Disse ele, se virando e saindo da sala. *** Depois de ouvir as palavras de Anthony, as duas tenentes puseram suas atenções ao caso durante todo o dia. Dominick revisou documentos e provas já vistos, enquanto Lylah ficou de ver as novas provas. Eram arquivos atrás de arquivos: vídeos, fotografias, declarações das vítimas, testemunhos… A pausa do almoço foi a mais curta que tiveram e só pararam porque Anthony mandou. Aquele trabalho não era fácil. As duas conversavam noite após noite se tudo valera a pena, de ter chegado até ali, de todas as cobranças. Muitas das vezes, a resposta era sim. O salário era bom, elas tinham sim seus momentos de lazer, o que sempre as incomodou foram as cobranças de Anthony em cima delas. Ele era um ótimo chefe, um homem de coração bom. Anthony Voight nasceu para ser quem era no departamento. Ele quem treinou as duas desde o começo e sempre esteve ao lado delas até hoje. Ele as ajudou a torná-las as mulheres que são hoje e ambas tinham uma gratidão muito grande por ele e era por esse motivo que estavam ali, tentando ser fortes e não decepcioná-lo. Já passava das seis da tarde quando houve mais uma movimentação de repórteres querendo alguma novidade sobre o caso do estuprador. A cada policial que chegava, eles os rodeavam e isso irritava a Lylah e a Dominick. -Cara, eu odeio eles. De verdade. - Reclamou Lylah, entrando na sala de Dominick com um copo de café. Ela sentou na beirada da mesa. - E depois quem recebe ameaças somos nós. Dominick pegou o café e bebeu. - Eu estou exausta. Tudo o que eu quero é a minha casa, meu chuveiro e a minha cama. - Ela bufou, estressada - Esse caso vai acabar com a gente. Lylah suspirou. - Eu não estou achando nada. Esse cara está mesmo brincando conosco e eu odeio isso. - Ela se levantou e foi até a porta, apenas olhando para fora pela porta de vidro. - Enquanto isso, o senhor Voight apenas passeia de um lado para o outro. Dominick riu do comentário da irmã e seus olhos pousaram as fotos espalhadas pela sua mesa. Seu cenho franziu ao olhar para elas. Havia algo ali muito em comum e que ninguém havia percebido. Pegou cada uma das fotos e olhou todos os cantos. Em cada uma delas, havia a figura de um homem loiro, de mais ou menos vinte anos, óculos, blusa vermelha de alguma faculdade e toca. Em todas as fotos, ele estava olhando para as vítimas, que sorriam. -Lylah… - Chamou Dominick, circulando a figura em todas as fotos. - Quando essas fotos foram revisadas, isso aqui foi visto? Lylah voltou sua atenção à irmã e olhou tudo o que ela apontou. Deu de ombros. -Acredito que não. Por que? Acha que é nosso homem? Dominick se levantou e pegou as fotos. -Precisamos identificar esse rapaz. Acho que encontramos nosso suspeito. Durante a próxima hora, foi tudo muito corrido. As duas conseguiram identificar o rapaz da foto. Era Donovan Jones, um estudante de filosofia e que estava trabalhando como professor substituto na escola das vítimas. Ele ficava isolado dos outros professores e ninguém sabia nada sobre ele. Donovan morava em uma casa no centro da cidade com a mãe, que já teve problemas com a justiça. -Precisamos enviar alguém à casa desse garoto. - Disse Lylah, pegando seu celular e fazendo uma ligação. - Nick, reúna uma equipe para dar reforço. Acho que encontramos o estuprador. As coisas foram tudo rápido. Uma equipe se formou, mas todos os detetives do departamento estavam ocupados com outros casos ou até mesmo, ocupados com algo daquele assunto. Então, não tinham outra opção a não ser as duas irem a campo. Com toda movimentação, Anthony chegou na sala de Dominick, que arrumava seu colete. -Ora, faz tempo que não vejo vocês indo a campo prender um suspeito. - Disse ele, sorrindo. As duas trocaram olhares. -Vamos ver se estamos enferrujadas, mas acredito que não. - Disse Lylah, guardando sua pistola e saindo da sala, seguida por Dominick. As duas caminhavam o mais rápido que podiam, até chegar na parte principal do lugar e escutar a voz de Anthony atrás delas. -Esperem! - As duas se viraram para ele, surpresas. Este se aproximou, as mãos nos bolsos. - Eu queria dizer que sinto muito por ter sido tão duro com vocês hoje de manhã, mas às vezes é preciso. Quero que saibam, independente do que aconteça com vocês nesse departamento, eu sinto o maior orgulho de vocês duas. Eu as treinei e criei nesse lugar e não mudaria nada em vocês. As duas não sabiam o que dizer àquela hora. As palavras de Anthony pareceram tão sinceras que seus corações bateram mais forte. Ambas sorriram e Dominick foi quem deu a palavra. -Não se preocupe, Anthony, nós não vamos… Elas foram interrompidas pelo telefone do secretário de segurança. Ele atendeu, mas o barulho do lugar o impediu de ouvir. -Quem fala? De onde? Pen, o que? - Ele olhou para elas. - Arrasem! - E se afastou. E com orgulho e determinação, as duas foram na missão. *** A ala B dos presos estava uma grande bagunça. Depois de alguns baderneiros começar uma rebelião, os guardas precisaram de reforços para conter toda a bagunça do lugar. Colchões queimados, papéis higiênicos, lençóis todos jogados no meio da ala… Mas aquele não era o grande problema. Anthony chegou na penitenciária de segurança máxima com suor pingando de sua testa. Ele queria contar o que havia acontecido naquele dia, mas elas já haviam saído. Passou o caminho todo pensando em como faria aquilo, até mesmo não respondeu ao cumprimento que recebeu do motorista do carro de bombeiros que passou pelo caminho. Ele não queria imaginar como elas ficariam com a notícia. Ele entrou olhando tudo. Todos os presos estavam em suas celas, assobiando ou tirando sarro de qualquer coisa que os guardas fizessem, além do odor dos colchões queimados serem bem fortes, o fazendo até tossir. Um homem alto se aproximou dele. -Senhor Secretário, eu sou Jonathan Rawley, encarregado dos guardas. Foi eu quem ligou para o senhor. Anthony cumprimentou o homem e passou seus olhos por toda a ala B, encontrando as duas celas abertas. - Você tem certeza que eles fugiram? - Perguntou ele, sem tirar os olhos de uma das celas. O homem respirou fundo, parecendo decepcionado. -Sim senhor. Eles organizaram toda a bagunça que aconteceu depois das dezoito horas. Quando contemos o tumulto e fomos fazer a recontagem, eles estavam faltando. Não sabemos como escaparam, mas iremos investigar e achá-los. Anthony não respondeu ao homem, apenas lhe deu as costas para subir a escada que dava para o andar de cima, indo na direção da cela que olhava fixamente. Ao chegar na frente, percebeu que estava tudo arrumado, como se esperasse o próximo encarcerado. Ele passou os olhos por tudo. -Encontraram alguma coisa que pode ajudar a acha-los? Perguntou Anthony, percebendo que o tal Jonathan o havia seguido. O homem tirou uma espécie de caderno de dentro de um bolso. Parecia uma agenda de lembretes. -Encontramos isso, senhor. Acredito que vai ser de muita informação ao senhor. Anthony pegou o objeto, olhando e logo folheando, reconhecendo as letras de Roman Rodriguez. A última página foi a que mais chamou a atenção. "Eu sei onde elas estão. Eu e meus irmãos vamos finalmente ter a nossa sonhada vingança. Lylah e Dominick Michaels vão nos pagar por estar a tanto tempo nesse inferno." Anthony meu e releu várias vezes, até cair a sua ficha de qual seriam os próximos passos daqueles homens. - Ah meu Deus… *** O caminhão dos bombeiros saiu do presídio quando o tumulto da rebelião foi controlado. A sirene estridente abria caminho pela estrada, se afastando cada vez mais. Em certo momento, o caminhão cruzou com o comboio de viaturas que traziam o Secretário de Segurança para o presídio. O motorista do caminhão tirou o capacete e sorriu, olhando para seus companheiros pelo retrovisor. Com sua risada característica, Simon Lopez bateu no volante. - Conseguimos! Conseguimos! O que diria o ilustríssimo senhor Anthony Voight quando descobrisse que alguns presos fugiram de suas celas bem debaixo dos narizes de seus funcionários? Quem dera Simon pudesse ser uma mosquinha para ver aquela cena... Voight, com certeza, ia fazer de tudo para salvar suas protegidas. Uma pena, ele não conseguiria. Ele, Dylan e Roman teriam suas vinganças. Simon sonhava com Lylah noite e dia. Enquanto ele não a tivesse à sua mercê, ajoelhada, implorando por perdão, ele não sossegaria. Alguns quilômetros de distância do presídio e seguro de que ninguém os havia seguido, Simon desligou a sirene e as luzes do caminhão e dirigiu por uma estrada secundária até um abandonado posto de gasolina. O plano dele foi muito bem arquitetado. A rebelião serviu como uma distração. Os colchões queimados ativaram o alarme de incêndio e, assim, em minutos, vários bombeiros apareceram. Tudo o que ele e os amigos tiveram de fazer, foi pegar alguns uniformes extras e pegar um dos caminhões. Se um dia Simon duvidou de Paul Scarsdale, agora, ele queria até beijar a careca do velho advogado. Até a dúvida de como ele conseguiu o dinheiro para subornar o bombeiro que trouxe os ajudou, se dissipou. Simon deixaria isso para depois. Tudo o que ele precisava era sentir o cheiro da liberdade novamente. - Parece que está tudo certo. - Disse Pestock conferindo as mochilas deixadas no banheiro do velho posto. - Eu disse pra vocês que meus contatos eram bons. Os carros estão escondidos na mata. Já sabem para onde ir? Dylan vigiava a estrada pelo basculante, comendo uma barra de cereal. Roman desabotoava a casaca, o rosto ainda sujo pela fuligem. - Temos um lugar. - Roman respondeu, enigmático. - E o dinheiro?- Aqui também. Pode ver. Simon se aproximou e sorriu ao ver os maços de dólares escondidos nos bolsos da mochila. - Você cumpriu sua palavra, Pestock. Isso é bom. - Simon falou, passando a mão no cabelo. A mecha loira que ele usou por muitos anos já tinha desaparecido. - Vamos queimar esses uniformes e você pode ir. Sua missão agora é ficar de olho nelas e nos dizer tudo, entendeu? O plano precisa dar tudo certo. Pestock assentiu. Os quatro homens não demoraram muito em tirar os uniformes de bombeiros e tomar um banho. Era uma sorte que o encanamento do velho posto funcionasse, o que só melhorou o humor de Simon. Ele vestiu uma calça jeans e uma camisa preta, pegando uma das mochilas para si. Roman e Dylan foram os próximos e Pestock saiu por último. Ele jogou os uniformes em uma lixeira, acendeu um cigarro e jogou o isqueiro dentro. Na mata, embaixo de duas árvores caídas, dois carros aguardavam por eles. Pestock ficou com um e partiu, ele já tinha sua missão. Simon, Dylan e Roman com o outro. Dylan assumiu o volante, inquieto como ele só. - Estou indo, querida. - O loiro falou como se cantasse uma canção. - Estamos indo. *** Depois de muitos dias em cima daquele caso, que havia virado nível nacional, Lylah e Dominick chegaram ao departamento sendo aplaudida pelo sucesso do último caso. Elas sorriam, cansadas, mas com um grande orgulho de tudo acabar dando certo. Não fora fácil, pois o garoto de vinte anos havia reagido. Ele já estava com mais uma vítima em sua posse e antes que acontecesse algo, elas haviam chego. O rapaz confessou tudo e era nítido ser uma pessoa perturbada. Ele tentou atacá-las, mas Lylah foi rápida e lhe atingiu em um dos joelhos. Ele foi encaminhado para o hospital e sofreria uma cirurgia para a retirada da bala. Os jornalistas queriam informações delas, mas como ambas os odiavam, elas deixariam que o secretário lidasse com eles. Tudo o que fizeram foi chegar na sala de Lylah com dois copos enormes de café. - Eu estou faminta! - Disse Dominick, se sentando na cadeira. - Deveríamos comemorar. Poderíamos ir àquele restaurante italiano que você quer tanto ir. O momento pede isso. Lylah gargalhou baixo. -Ele é caríssimo, Nick! - Exclamou ela. -Como eu disse, o momento pede. O melhor gasto do mundo é em comida. -Você só pensa em comer… Elas riram, mas quando a porta da sala de Lylah abriu e Anthony entrou, elas sorriram mais ainda. -Está feito, senhor secretário de segurança. - Disse Dominick, se levantando. - O rapaz foi preso. Tomou um tiro, mas está bem e irá do hospital para a prisão. Lylah também se levantou. -Vamos te passar tudo o que aconteceu, Anthony, assim você pode falar com seus amigos repórteres. Eles estão bem curiosos para saber de tudo. Mas Anthony apenas olhou de uma para a outra. As duas ficaram sérias quando perceberam que no rosto do homem havia aflição. - Ahn, eu acho melhor deixarmos isso para depois, garotas. - Falou ele, andando até a ponta da mesa de Lylah. - Temos um assunto muito mais urgente para resolver. As duas trocaram olhares, curiosas e assustadas. Os cenhos de ambas fecharam. -O que aconteceu, Anthony? - Perguntou Lylah. O Secretário de segurança mais uma vez olhou de uma para a outra. Seu cérebro tentava processar as palavras certas, mas não tinha o que fazer. Ele não conseguiria amenizar tudo, teria que dizer a verdade. - Eu acabei de chegar da penitenciária de segurança máxima. - Falou Ele, baixo, mas tenso. Anthony passou a mão no pescoço. - Houve uma rebelião durante a tarde e houve alguns fugitivos. - As duas mulheres ficaram tensas ao olhar para ele. - Roman, Simon e Dylan fugiram e vão vir atrás de vocês.
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