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Menina Má: Proibida Para Mim

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Sinopse

Ela é a filha do chefe.Ele é o homem que não pode desejá-la.Mas o proibido nunca foi tão irresistível.O morro sempre foi território de poder, lealdade e silêncio.Mas nada disso prepara Heitor para o inferno que começa quando a filha do seu melhor amigo decide morar ali.Luna tem dezoito anos e o olhar de quem carrega o caos nas veias. Chega depois da morte da mãe, tentando se adaptar à nova vida sob o teto de um homem que m*l conhece, o chefe do morro — seu pai. Só que é no parceiro do chefe, o homem mais velho que já foi considerado seu tio, que ela encontra um novo tipo de perigo... E um novo tipo de desejo.Heitor é o tipo de homem que aprendeu a matar antes de amar. Aos trinta e cinco anos, já não se deixa abalar por nada — até que Luna começa a provocá-lo, com sorrisos inocentes e pecados disfarçados de curiosidade.Ela o tenta. Ele resiste. Ela é o próprio diabo.Ele está doido para pecar.Entre o certo e o que queima, entre a lealdade e a loucura, um passo em falso pode custar a vida.Mas algumas tentações não foram feitas pra serem ignoradas...

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Prólogo
O céu do morro estava em brasa. O sol começava a se por preguiçoso por trás dos telhados tortos, tingindo de laranja as fachadas descascadas e os fios que cortavam o ar como veias elétricas. A comunidade da Providência tinha uma beleza que, só quem mora lá entende. O cheiro de churrasco distante denunciava o dia da semana, sexta feira... Dia de maldade, dia de beber, não que fosse assim para ele. Heitor tragou devagar o cigarro, deixando a fumaça se perder entre as luzes que começavam a se acender lá embaixo, na favela. — Essa p***a ainda vai dar r**m, eu sei, sou sensitivo, sei quando algo está pra acontecer — murmurou, sem saber se falava da noite, do negócio, ou da vida em si, mas acreditava que alguns dias anunciavam alguma tragédia, a por.ra do m*l presságio. O homem ao lado riu. Era Augusto, o dono do morro, o amigo de anos, o tipo que falava com policiais e bandidos do mesmo jeito — firme, sem baixar o olhar. Um homem que não era muito de abrir a vida para qualquer um, e além disso, não costumava ter pena... Um líder temido. Eles estavam sentados na laje de cima da casa principal, não era bem uma mansão, diferente de Heitor, Augusto não gostava de esbanjar dinheiro com coisas que ficariam por aí quando morresse, estava de boa com a casa mediana, gostava do fato de ter laje para fazer churrasco, isso já era mais do que o suficiente. — Tu fala isso desde o primeiro carregamento, Heitor. — Augusto ergueu a garrafa, molhando os lábios com cerveja barata e gelada. — E até hoje a grana só aumentou. Mesmo falando que fareja merda... Acho que merda na sua ideia é sorte, porr.a. Heitor soltou uma risada curta. O riso de quem já viu gente morrer por muito menos do que o que ganhavam. Ele era o cérebro frio do negócio, o homem que calculava cada rota, cada contato, cada silêncio comprado. Augusto era mais... sei lá! Heitor o achava meio burro quando o assunto era planejar, ele era bom em executar. Mesmo Heitor não aceitando o posto de gerente, de zero dois, de sub, era visto assim, infelizmente... Um mata, o outro planeja, e tem sido assim desde sempre. A amizade com Augusto vinha de antes do dinheiro — da lama, do corre, da fome. O chefão penou muito para chegar ao topo, passou perrengues, conheceu Heitor em um bar, era só um aviãozinho na época. Engravidou uma mulher, e não aceitou que ela abortasse, precisou virar alguém para pagar pensão. Conseguiu... Nunca deixou faltar nada para a filha, mesmo não tendo muito contato, pois a mulher grávida foi embora para o Piauí, morar com a avó. E então, a primeira vez que vendeu droga foi para Heitor, na época era só um moleque de dezoito anos que entrou na faculdade, e lucrava revendendo para os caras da universidade. Doido... Um moleque de vida boa escolhendo ser do crime, enquanto, Augusto que não sentia orgulho nisso, entrou nisso por depender, por precisar... O início foi embaçado, antes da amizade, batiam muita boca por causa da diferença de realidade. Mas dali nasceu a amizade, forte até hoje. Inseparáveis! Augusto acabou pegando gosto pelo mundo do crime, e foi ele que ensinou Heitor a atirar, estavam juntos na primeira troca de tiro, uma operação da polícia para pacificar o morro. Augusto levou tiro, Heitor se vingou... Mas o poder mudava tudo, sempre mudava. E mudou a cabeça, e a vida dos dois. — O problema é quando a sorte vira costume — disse Heitor, apoiando o cotovelo no joelho. — Aí o erro vem disfarçado de confiança, e você confia muito no seu taco... Augusto o olhou de lado, sem se ofender. Sabia que o amigo não falava por medo, mas por experiência. Era mais novo, mas as vezes parecia mais experiente. Aquele olhar de Heitor, sempre meio distante, parecia enxergar além do concreto. O som do celular cortou o ar — uma vibração insistente sobre o concreto. Augusto franziu a testa, olhou o visor e, por um instante, a postura relaxada se desfez. Heitor percebeu na hora. O jeito que o amigo segurou o telefone — firme demais, como quem segura um segredo — denunciava tudo. Sabia ler os pensamentos dele. — É a minha filha — disse Augusto, baixo, quase sem voz. Heitor se recostou, tragando outra vez. Nunca tinha visto o homem tremer. A voz do outro lado era aguda, trêmula. Ele não escutava as palavras, mas via o rosto de Augusto se transformar, primeiro confuso, depois rígido, e por fim… devastado. — Como assim, Luna? — A voz dele subiu, partindo o ar. — O que aconteceu com a tua mãe? Heitor ficou quieto, apenas observando a fumaça se dissipar. A respiração de Augusto pesava, misturada a palavrões soltos no vento. O homem se levantou, começou a andar de um lado pro outro, o telefone colado no ouvido, as pupilas contraídas. — Sozinha? — repetiu. — Como assim sozinha? Onde você tá, menina? Heitor baixou o olhar. Entendia o que estava rolando, ele falou assim no telefone quando soube que a esposa faleceu... Sabia o que era perder alguém, sabia o que era tentar ser forte diante de um abismo. E sabia que, naquele instante, algo dentro do amigo estava ruindo. Assim como ruiu nele mesmo quando perdeu a Carla. Augusto encerrou a ligação sem dizer mais nada. Ficou parado um tempo, o rosto voltado pro horizonte, parecia estar em contemplação profunda. — A mãe dela morreu hoje de manhã — disse enfim. A voz era rouca, quebrada. — E ela não tem pra onde ir. Disse que vai vir pra cá. Heitor soltou a fumaça devagar, tentando não deixar o cigarro tremer entre os dedos. — Pro morro? — perguntou. — É. — Augusto assentiu. — Vai morar comigo. É minha filha, p***a! Não posso dizer não pra ela, tá ligado? A palavra “filha” soou pesada demais, como se custasse atravessar o peito dele. Heitor sabia pouco sobre a menina. Só lembrava de uma foto antiga — uma garotinha de r**o de cavalo, sorriso vivo, os olhos da mãe. A mãe, que não aceitava o contato dos dois, tinha medo que a filha se perdesse, ou pagasse por algum erro do pai, e agora, seu pai era a única coisa que ela tinha... Ironia do destino? Ficou em silêncio, vendo o amigo apoiar as mãos no parapeito e fitar o horizonte. A noite caía devagar, e a cidade acendia embaixo como um bicho de luzes, tão vivo... — Cê sabe que aqui não é lugar pra ela — disse Heitor, sem olhar. — Eu sei. — Augusto suspirou, cansado. — Mas é o único lugar que ela tem agora. Por.ra, nunca fui pai, isso é esquisito pra cara.lho! Graças aquela mulher, só lembro que sou pai quando mando a pensão. Cara.lho, mas que por.ra! O que eu faço agora? Heitor tragou mais uma vez, o gosto do fumo amargo na língua. A fumaça desenhou vultos no ar, e por um instante, ele teve a estranha sensação de que o destino deles tinha acabado de mudar — só não sabia como ele entrava nessa mudança também. — Tá escrachado, caral.ho! Agora tu vai ser pai! — Heitor riu com desdém, queria deixar o clima menos pesado. Augusto fez uma cara de desespero. Heitor sentiu dó daquilo. — Vai dar certo — sabia que não, era um mau presságio — eu tô aqui, posso ajudar tu nessa, como sempre! — Tu não é pai, vai me ajudar no que, porr.a? — Sei lá, levar a garota pra escola, buscar... sei lá, parceiro! — Ela tem dezessete anos, tenho certeza que sabe encontrar o caminho da escola sozinha! — Posso ficar de olho pros urubus não voarem em cima dela — ele ri com desdém — ela tá na idade de dar beijos por aí. Augusto sentiu o sangue ferver, acabou de virar pai na concepção dele, então o ciúme veio de bônus. — Meto bala em quem fizer gracinha, quero ver esses arrom.bados se achegar de papo nela, é filha de chefe, tem essa por.ra não! — Boa sorte, Augusto, boa sorte!

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