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1710 Palavras
P. O. V. V. A. L. E. N. T. I. N. A. Encerro nossa conversa e entro eu não podia ficar ali porque eu sabia que ele falaria milhões de desculpas e eu o perdoaria sem pensar, Augusto sabia que ainda fazia efeito sobre minhas decisões mas dessa vez eu não deixaria ele entrar. Entro na sala e vejo que os meninos não estão, subo as escadas e vou para o quarto antigo de Millena lá vejo eles deitados na cama dormindo. Ela está deitada em uma poltrona lendo algum tipo de livro infantil e nem percebe que eles estão dormindo, coço a garganta e ela olha por cima do livro. — Poxa vida esses livros são mesmo muito bons. — Ela fecha o livro e olha os meninos dormindo. — Desculpa Tina eu tentei deixar eles acordados. — Sem problema, hoje eles tiveram um dia agitado seria estranho se eles ainda estivessem acordados. — Vou até Pietro e encaixo ele em meu colo, deixando a cabeça dele encostar em meu ombro. — Se quiser posso te ajudar. — Ela vem em minha direção. — Não precisa Lena, deixa que eu peço para o Diogo você deve estar cansada, a gravidez faz isso com a gente. —Ela dá risada. — Então vou chamar o Diogo. — Ela sai do quarto, Pietro se mexe em meu Coloco afundando seu rostinho em meu pescoço. — Quer ajuda? — Ouço a voz de Augusto e vejo ele parado na porta do quarto. — Não precisa, Millena já foi atrás de Diogo. — Como se não tivesse me escutado ele entra no quarto e bem em direção a Lorennzo que ainda está deitado na cama. Com toda delicadeza e eu diria até medo Augusto pega Lorennzo ajeitando ele em seus braços, o pequeno se agarra a ele pelo pescoço com seus braços minúsculos. Augusto fica imóvel com o gesto de Lorennzo e paralisa, abro um sorriso por dentro eu estava muito feliz. Ele vai na frente e saio atras dele desço as escadas e vejo Millena e Diogo conversando com Fátima e meu pai, eles olham para o topo e ficam nos olhando descendo. — Já está indo Tina? — Fátima me pergunta assim que chegamos no fim da escada. — Ah sim estou, os meninos acabaram dormindo hoje o dia foi cheio para eles. — Ela concorda com a cabeça e dá um beijinho em cada um. — Diogo te veio amanhã? — Pergunto. — Eita mana, não vai rolar vou sair em uma consulta logo cedo com a Millena. — Minha cara fecha rapidamente. — Pai?! — Olho para ele que já sei a resposta. — Minha filha eu vou prec... — Não deixo ele terminar. —Ahhh olha que maravilha, tudo sou eu aqui. — Fico irritada e começo a sair resmungando. Eu sabia que era uma atitude infantil mas poxa eu estava a uma semana marcando com todos para alguém ficar no meu lugar no trabalho. Os meninos teriam uma apresentação e eu não poderia comparecer, porque justo quando eu preciso ninguém pode cuidar se uma simples máfia por UM ÚNICO DIA. Augusto me segue sem dizer nada por dois quarteirões, assim que chego na porta da minha casa abro a porta segurando ela para ele passar. — Porque ficou tão irritada? — Ele fala passando por mim. — Porque os meninos terão uma apresentação amanhã e eu nem poderei ver. — Falo até meio chateada. — Porque? — Subo as escadas e ele vem atrás. — Bem amanhã tem um carregamento importante bem no horário da apresentação, então eu não posso deixar de ir. — Abro a porta do quarto deles. — Eu poderia ir ver a apresentaç...UAU esse quarto é enorme. — Ele fala olhando por todo o quarto. — Eu não queria que eles ficassem separados então... — Você juntou dois em um, isso foi bom olha o tamanho disso espaço suficiente para dois. — Ele deita Lorennzo na cama que indico e coloco Pietro na sua. — Então eu posso ir ver a apresentação, não terei nada para fazer amanhã. — Augusto eu não sei é muito cedo, pode acabar confundido os meninos... — Para de me afastar deles, são meus filhos também. — Respiro fundo eu sabia que ele estava certo. — Ok, amanhã venha logo cedo você precisa ir na escolinha para pegar a autorização. — Saímos do quarto. — Obrigada Tina de verdade. — Abro a porta e ele sai. — Ok amanhã 06:50 quero você aqui sem atrasos entendido? — Ela balança a cabeça diversas vezes. — Sim, sim comandante. — Ele bate continência e reviro os olhos. — Até amanhã Augusto. — Gostava mais quando me chamava de Gustavo. — Ele beija minha bochecha e sai andando. Fico paralisada por alguns minutos eu não sabia se foi uma boa ideia deixar ele continuar nas nossas vidas, mas espero que dê tudo certo. [...] NA MANHÃ SEGUINTE... — Mamãe acorda!! — Sinto a cama afundar e de repente ela começa a saltar. — Olha mamãe eu estou voando. — Lorennzo pula na cama e grita. — Lorennzo você irá cair daí, venha cá vamos deitar. — Levanto a mão e ele me ignora. — Não mamãe, hoje é dia de levar brinquedo. — Ele continua a pular. Novamente sinto a cama se afundando e Pietro aparece no meu campo de visão ele carrega seu avião nas mãos e se deita ao meu lado. — Bom dia mamãe. — Ele beija minha bocheca. — Bom dia meu amor. — Respondo ainda sonolenta. — Olha Pietro eu estou voando, vem. — Lorennzo chama o irmão que sem pensar se junta a ele. Agora tenho duas crianças pulando as 05:50 da manhã na minha cama, que maravilha. — Ahhh eu desisto, pronto levantei. — Falo e eles dão risadas. — Olha o cabelo da mamãe, está todo pra cima. — Lorennzo fala rindo. — Deus pestinhas, os dois pro banho agora.— Falo me levantando. Eles dsacem correndo da cama gritando não diversas vezes. Vou para o banheiro e lavo meu rosto, escovo meus dentes e arrumo meu cabelo em um coque. — A cada está muito silenciosa, eles estão aprontando. — Saio correndo para o quartos deles e vejo eles brincando de tinta. — Ah não meninos eu disse pro banho. Eles se assustam e saem correndo pelo quarto. — Não mamãe não queremos tomar banho. — Lorennzo corre. — É mamãe sem banho. — Pietro pula na cama. — Seus fedidos, precisam tomar banho hoje é dia de apresentação na escolinha. — Tento convencer eles. — NÃO!! — eles gritam junto. — Os dois vão ficar de castigo. — A campainha toca e olho para os dois. — Quando eu voltar quero os dois no banho. — Não. — Eles fala e desisto. Desço as escadas e abro a porta encontro um Augusto bem arrumado com um terno preto e uma gravata azul marinho, seus cabelos estão arrumados penteados para trás. Enquanto eu ainda estava de pijama com os cabelos bagunçado e a cara de quem não dorme faz tempo. — Está tudo bem? — Ele pergunta. – Já está na hora? — É a primeira coisa que falo. — Ah não ainda é 06:20 achei melhor chegar mais cedo, cadê os meninos? — Dou passagem para ele entrar. No topo da escada um Lorennzo e Pietro aparecem pelados e dançando. — Olha mamãe não estamos no banho!! — Reviro os olhos. — Bom aqueles servem? —Falo e Augusto dá risada. — Lorennzo e Pietro vocês ficaram de castigo por duas semanas. —Quando estou preparada para correr até eles Augusto me segura. — Pode ir se arrumar, deixa que eu cuido deles. — Augusto fala. — Não acho uma boa idei.. — Começo. – Já disse para não tentar me afastar deles. — Não é por esse motivo que não acho uma boa ideia os meninos são um pouco difíceis. — Ele n**a com a cabeça. — Pode deixar eu cuido deles, pode ir. — Concordo com a cabeça. — Só toma cuidado com as bolinhas de tinta.— Falo subindo para meu quarto. — Que? — Escuto ele falar e não respondo. Entro correndo para o chuveiro e começo a pensar que foi uma má ideia deixar o Augusto sozinho com os meninos, tomo um banho rápido e tento me arrumar ainda mais rápido. [...] Os meninos já estão tomados banho e sentados na mesa com seus uniformes e mochilas ao lado. Já Augusto não posso dizer o mesmo, está sem o terno apenas com a camisa branca social toda manchada de tinta, sua calça está molhada até a metade de seus joelhos, seus cabelos está todo bagunçado e seu rosto trás marcas de tinta e de uma lembrança assustadora da guerra de tiros de tinta com os meninos. — Meu Deus toda manhã é assim? — Augusto pergunta. — Quem deu uma arma de tinta para eles? — Parece desacreditado. — Tio Diogo!! – Eles falam animados. — Eles tem uma mira boa né?! — Pergunto rindo e ele concorda. — Na maioria das vezes esses bonitinhos obedecem outras acordam com a macaca. — Olha mamãe eu sou um macaco. — Lorennzo desce da mesa e começa a pular. — Ok meu macaquinho, vá pegar seu carrinho para irmos a escolinha. — Ele concorda e sobe correndo. — Mamãe eu não quero usar isso. — Pietro fala puxando a gravata do uniforme viu até ele. — Mas é necessário lembra que é o uniforme. — Arrumo ela em seu pescoço. — Mas eu não quero. — Ele fala irritado. — Olha aqui campeão vamos combinar um negócio, você usa a gravata mas sem reclamar e eu te levo pra tomar um sorvete, combinado? — Ele estende de mão e Pietro aperta. — Combinado. — A campainha toca e escuto Lorennzo descendo correndo as escadas. — Eu atendo!! — Escuto ele gritar. Houve um momento de silêncio então Lorennzo entra na cozinha e acompanhado com ele Josh. — Titio Josh!! — Pietro se levanta correndo e vai abraçar ele. A mão de Augusto se fecha em punho, seus olhos estão arregalados e vejo ele ficar vermelho de raiva. MERDA!!
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