**Serena Narrando** A dor em meu pé era quase insuportável. Eu me encostei em uma árvore, o frio da noite parecia penetrar até os ossos. O inchaço era visível e, ao tocá-lo, um grito involuntário escapuliu dos meus lábios. — Merda — murmurei, respirando fundo para tentar conter o desespero. O silêncio ao redor era quase absoluto. Não conseguia mais ouvir os sons das lanternas ou dos passos que antes haviam me perseguido. Sentia um misto de alívio e medo, uma sensação estranha de estar sozinha e vulnerável. Eu esperava, mesmo que o tempo parecia se arrastar lentamente. Então, com esforço, me levantei. A dor em meu pé era intensa, mas eu precisava me mover. A escuridão era quase total, m*l conseguia ver um palmo à frente. A luz da lua oferecia um fraco alívio, mas não o suficiente para me

