Yan narrando Eu me acomodei na minha sala de monitoramento, observando as câmeras de segurança. As imagens do acidente de Anjinho ainda estavam na tela, distantes e borradas, como se tentassem esconder a verdade. Caio entrou pela porta, sua presença era uma mistura de cansaço e preocupação. — Ainda está olhando essas gravações? — ele perguntou, o tom de sua voz refletia uma impaciência contida. — Eu também estaria puto na situação dele — respondi, meu olhar fixo nas imagens estáticas. — E a garota, vai deixá-la viva? — Caio questionou, sua expressão estava de um desconforto crescente. — Infelizmente, tenho que deixar — eu falei, minha voz carregada de resignação. — Não tenho outra escolha no momento. — Não vai me dizer que ela... — Caio começou, mas sua pergunta ficou suspensa no ar

