A P R I L H O K I N S
Eu acordei muito feliz, eu realmente não conseguia tirar o sorriso do rosto, e tudo isso tinha nome e sobrenome Steve Johnson, o garoto do cabelo escuro, das inúmeras tatuagens e do sorriso maravilhoso, eu estava ansiosa para ver ele na faculdade eu até parecia uma garotinha quando ganhava doce.
Um bom tempo depois eu entrei pelos grande portões da faculdade, eu olhei para o campos inteiro tentando achá-lo mas falhei drasticamente quando não o encontrei.
- April. - olhei para trás e vi Peter vindo em minha direção.
- Bonito óculos Peter. - ele cruzou os braços.
- Não caçoe de mim, sabe que por de baixo desse óculos tudo está uma m***a. - gargalhei.
- Creio que seus olhos azuis ainda estejam muito bonitos - comentei, mas depois que eu percebi o que tinha falado rapidamente abaixei a cabeça.
- Então você acha meus olhos bonitos?, está me paquerando April?. - arregalei os olhos.
- Claro que não Peter. - o empurrei.
- Vou acreditar nisso. - ele sorriu e me puxou para dentro do corredor.
Eu acabei tropeçando nos meus próprios pés o que me fez quase cair, quando eu fui ver Peter estava me segurando fortemente, nossos rostos ficarem perto um do outro, muito perto, minha respiração ficou descontrolada do nada e quando eu fui ver todos os alunos do corredor estavam olhando para nós principalmente Steve.
Eu sai do aperto de Peter o agradecendo de seguida quando olhei para o lugar onde vi Steve ele já não estava mais ali, de qualquer jeito eu não tinha feito nada.
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Eu não fui procurar Steve, e eu me senti bem por não ter o procurado, porque eu sabia que nós iríamos causar uma briga e depois ambos estaríamos magoados.
Mas eu estava bem, estava gritando por dentro, amanhã seria finalmente o final de semana e depois eu começaria a trabalhar, eu só queria que minha mãe me procurasse pelo menos uma vez ela pode não se importar mas eu a amo apesar de tudo.
Eu sempre fui certa de mais, uma boa filha em casa, sempre tirava notas altas, nunca tive boas memórias com s**o, só tive apenas um namorado e a gente nunca passou de beijos e algumas passadas de mãos. Um tempo depois meu pai morreu, ele era do exército, minha mãe se afogou bem fundo em vários remédios e então ela se distanciou de mim e parou de se machucar porque no fundo ela sabia que meu pai não voltaria então ela se levantou daquilo tudo. Um longo tempo depois ela não parava mais em casa sempre tinha algo do trabalho, implicava comigo sempre que podia, ela estava me matando com tudo isso mas nunca percebeu porque eu sempre demonstrava que estava feliz.
No fim eu era sempre a culpada de tudo, mas todos ao meu redor esqueceram que eu sou humana e que tenho sentimentos, na verdade ninguém estava ligando para mim, eu era dramática de mais.
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Eu acordei no sábado de manhã e quando eu olhei para a janela lá fora estava frio e chuvoso, por breve segundos eu pensei em Steve, ele não me ligou depois do incidente na faculdade, muito menos me procurou ou mandou uma mensagem, eu sei que ele está com raiva, mas d***a eu não fiz nada de mais e isso está me irritando, nós ainda nem tínhamos algo firme.
A manhã inteira eu fiquei sentada no sofá comendo e assistindo séries, estava tão entediada que eu já tinha assistido a quinta e a sexta temporada de pretty little liars, eu estava cansada mas não queria dormir, às vezes eu queria me entender.
Talvez eu esteja batalhando comigo mesma, Steve talvez seja apenas mais um soldado em guerra mas de uma maneira diferente, eu sou a pessoa que ele tenta salvar nos últimos minutos mas no final eu escolho magoa-lo e ficar sozinha.
Por que eu e Steve não temos um relacionamento normal e alegre?, é tão difícil para ele me fazer feliz?, eu sou tão r**m assim?.
Eu sempre tentei ser perfeita, para qualquer pessoa até mesmo para os meus amigos, mas olha só, no final eu fiquei sozinha e acabei entrando em um relacionamento conturbado.
Eu sou clichê, todo mundo a minha volta falava que final felizes não existia, então por que meus tios estão até hoje juntos?, trinta anos não é pouca coisa, eles achavam que eu me materializava apenas em livros de princesas, mas na verdade eu sempre quis um garoto de moto ao invés de um cavalo, eu sempre quis um bad boy ao invés de um príncipe, eu nunca quis um castelo muito menos roupas medievais, eu sempre quis um lugar pequeno e roupas largas, a verdade é que eu sempre quis um final feliz na qual um garoto me amasse de verdade, eu nunca pedi para ficarmos juntos para sempre.
Steve Johnson era tudo o que sempre quis e era tudo o que minha mãe não iria querer para mim, eu sempre fui ensinada por ela de que garotos eram como drogas, eles faziam você se viciar e no final acabava não conseguindo largar mais, eles te matavam de alguma maneira.
Parecia que eu sempre vivia uma mentira e ao mesmo tempo uma verdade.
Steve estava demorando demais para vir atrás de mim, eu estava implorando para que ele viesse e falasse que as coisas estavam bem mesmo estando tudo r**m, eu estava querendo tanto ele que acabei me esquecendo de tudo.
Eu só queria sentir nossos lábios juntos durante alguns segundos, queria sentir a mão dele apertando a carne do meu corpo, eu queria que ele me despisse lentamente.
Eu nunca pensei em coisas sobre s**o, meus pais faziam questão de eu ser uma garota direita e boa, mas agora tudo o que eu queria era sentir os dedos de Steve deslizando sobre as curvas do meu corpo.
Sim Steve tinha me mudado e ao mesmo tempo me magoado.
A questão era, eu ou ele iria magoar alguém e a coisa não ia ser boa.
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Alguém bateu na porta e eu corri para atende-la, quem quer que fosse eu estava rezando para ser o entregador de pizza, já faz vinte minutos que eu pedi e nada de chegar, mas então eu abri a porta e vi ele, o mesmo estava com uma camisa social os dois primeiros botões estavam abertos, o cabelo bem penteado e o olho direito estava totalmente machucado.
- Eu tentei te ligar, mas estive ocupado. - ele coçou a nuca e eu cruzei os braços.
- Você está mentindo Steve, tente novamente. - o olhei.
- Certo, eu transei com a Sunny e no dia seguinte me senti culpado, eu juro que não queria April eu estava bêbado. - gargalhei.
- A bebida nem sempre é a culpada Steve. - murmurei - A verdade é que isso está indo rápido demais, você não consegue entrar em um relacionamento, mas tudo bem Steve, eu não te culpo por nada eu fui a única que tive esperanças de alguma coisa. — ele me olhou, até tentou falar algo mas abaixou a cabeça.
- April por favor - ele se aproximou de mim e segurou minhas mãos. - eu juro que quero isso.
- E eu juro Steve que tentei fazer dar certo. - sorri - Mas eu não sou o tipo de garota que irá t*****r com você todos os dias. - eu tentei não chorar, mas fui fraca de mais - Você quer tentar novamente para que Steve?, pra você beber e depois t*****r com Diana, Hanna e Tiffany. - me distanciei do mesmo - Eu aprendi que se a pessoa não tentou na primeira vez, a segunda não vai ser diferente.
- Pare com isso April, c*****o, eu estou tentando d***a, eu nunca namorei a p***a de uma garota que se preocupasse comigo muito menos que quisesse que eu ligasse no dia seguinte, eu nunca precisei acordar no dia seguinte e me incomodar em receber uma chupada e depois a garota ir embora. - ele se aproximou de mim novamente e me prendeu contra a parede - Eu sou frio April, eu nunca precisei de uma garota para atear fogo em mim, nunca precisei de um bote salva-vidas, eu sempre quis me afogar nas garotas apenas por prazer, eu só quero você April então por favor me dê uma segunda chance.
- Eu não posso Steve, você não percebeu até agora, mas você já me magoou e meu coração já começou a ser quebrado.
A respiração dele ficou acelerada, eu queria beija-lo quando o mesmo se aproximou de mim, ele colocou o rosto na curva do meu pescoço, eu senti ele afastar um pouco e cheirar a área.
- Você não pode me afastar, April olhe para mim. - o olhei - Eu só peço mais uma chance.
- E eu só peço que você vá embora, eu preciso ficar sozinha. - ele apenas assentiu e saiu pela porta.
Eu queria tanto chorar.
Eu estaria sendo burra se aceitasse, mas d***a eu realmente gosto de Steve.
Eu estava presa a ele, isso me fodeu, mas não da maneira que ele queria.
E foi a partir daqui que a história começou, eu estava apaixonada por Steve e essa sim era a pior parte, porque eu não consegui mais larga ele, era como se o mesmo fosse o meu refugiu.
Naquele momento eu resolvi dar uma segunda chance par Steve, eu dei porque eu sei como é amar alguém e porque nós ainda não tínhamos tentado nada concreto.
Eu poderia ser chamada de burra ou até mesmo de outra coisa, mas se eu soubesse o que nós teríamos no final de tudo isso eu nem teria tentado de novo.
Eu estava chorando Steve, mas você não se importava, eu comecei a jogar todas as coisa na parede e quando fui ver ao meu redor os cacos de vidros estavam por todo o chão, mas eu não estava ligando para o sangue que escorria dos meus pés muito menos das minhas mãos, eu só queria parar de sentir a dor que eu estava sentindo, só queria que você me beijasse e depois me abraçasse porque no final você era tudo pra mim.
A porta foi aberta e o estrondo foi grande, eu estava perto do sofá e Steve correu até mim, eu não tentei me suicidar até porque eu não era tão louca assim, eu só deixei toda aquela raiva ir embora, eu precisava disso.
Foi ali que eu comecei a nadar junto com Steve e foi a minha primeira regra quebrada e eu tinha gostado da sensação.
Eu senti os olhos de Steve sobre o meu corpo, ele tinha me trazido até o banheiro, o mesmo ligou o chuveiro e me despiu apenas me deixando com as minhas roupas íntimas e depois de um bom momento eu entrei no chuveiro e Steve veio junto, eu engoli em seco quando o mesmo se aproximou e passou a mão sobre o meu cabelo.
- Você vai me beijar? - ele gargalhou e de seguida negou.
- Agora não. - eu senti meus olhos fecharem por breve segundos e Steve me abraçar.
Foi ali que eu sabia que Steve seria minha destruição, eu o queria e ele seria meu.
- Podemos tentar novamente. - murmurei.
- É tudo o que eu mais quero April. - sorri.
Eu tinha feito uma escolha, e durante todo tempo com Steve eu sorri, eu chorei, eu dancei, eu fumei, eu bebi, eu quebrei todas as regras possíveis.
Eu tinha me libertado de uma maneira maravilhosa, mas eu também tinha me quebrado da mesma maneira, nós dois se afogamos na bebida juntos e aquilo foi divertido, porque quando sempre acontecia uma briga entre nós eu e ele bebíamos.
Obrigado Steve por ter me proporcionado isso, por ter tido nosso primeiro momento calmo dentro daquele banheiro e embaixo daquele chuveiro.
E agora eu estava pronta para passar os momentos com ele, Steve Johnson obrigado por não ter desistido de mim muito menos ter ido embora quando eu pedi, isso demonstrou que no fundo eu sempre estive errada, porque você se importava comigo, a questão era que eu sempre fui a errada da nossa relação, fui em que desisti de nós dois mas foi você que fez a m***a toda.
É Steve você teve um relacionamento, só não estava preparado como tudo deu um grande giro e as coisas tomaram outro rumo, era eu e você, depois se tornou apenas você.
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