Pré-visualização gratuita Capítulo 01 - Quem é Marina?
ANTES DE TUDO QUERO ADVERTIR AO ENGRAÇADINHO QUE VEIO AQUI E COLOCOU MEU LIVRO EM UM GRUPO DE PDF'S. VOCÊ É UM CRIMINOSO, O m*l NUNCA VENCE.
ESCREVER UM LIVRO NÃO É IMPOSSÍVEL...
AGORA OS AGRADECIMENTOS AS MINHAS QUERIDAS LEITORAS QUE AGUARDARAM POR ESSE MOMENTO. QUERIA TER A OPÇÃO DE ENVIAR MENSAGENS A CADA UMA EM PARTICULAR PARA AVISAR QUE SIM, MARION VOLTOU, E AGORA SABEREMOS TUDO O QUE REALMENTE ACONTECEU.
COMO O JÚNIOR, MURILO ME DEU UM POUCO DE TRABALHO, O BONITINHO MEIO QUE CONVERSOU COMIGO E ME OBRIGOU A MUDAR TODO O RUMO DO LIVRO. E ADIVINHEM? MUDEI.
ENTÃO BORA LÁ ENTRAR EM MAIS UMA HISTÓRIA COMIGO...
***
Marion aguardou, sentada na cama e com os olhos enjetados. Não acreditava no que havia visto. Respirava fundo várias vezes, na tentativa de amainar o sofrimento. Contou mentalmente o caminho que Murilo fazia todas as manhãs, escutou os passos da bota pesada vindo em direção ao anexo deles, a chave destrancando a porta, e então o viu.
Ela ergueu os olhos, não tinha forças para se levantar. Murilo, muito sério pousou a bolsa no chão, se livrou da farda e das botas.
̶ Onde esteve? - Ele notou que Marion não usava pijamas.
Ela olhou para as próprias roupas, calça jeans no corpo ainda magro além da conta, jaqueta de couro da irmã e um coturno. Queria se sentir como Lillian, fatal e confiante.
̶ Pensei que hoje fosse a sua folga. - Ela engoliu a dor dos sentimentos feridos.
̶ Eu te disse, estou cobrindo o turno do Rod. Você mesma escutou a nossa conversa. Sabe que o Gael pediu desligamento e com isso bagunçou toda a escala do mês.
Ela assentiu lentamente, voltou a mexer no celular e entregou a ele.
̶ Faz pelo menos duas semanas que você vem cobrindo os turnos dele. Só não sabia que eram de segurança em festinhas. Hoje, em especial, foi em um motel.
Murilo paralisou, ao deslizar os olhos para o celular viu fotos dele aos beijos com a amiga de trabalho. Ele, usando a moto dela, entrando e saindo do motel horas depois, ainda grogue pelas substâncias.
̶ Você mandou a Lillian ou algum policial me seguir?
̶ Não. Sobre as festas, Lillian descobriu com apenas uma conversa para a pessoa certa. Daí, todos esses dias aguardei. Hoje ativei o GPS do seu celular, depois usei o seu e-mail para te rastrear, pedi a Flor que fosse comigo. Eu juro, Murilo, no primeiro momento pensei que o seu aparelho havia sido levado, ou que fosse algum erro maldito. Já ia pedir a Flor para me levar embora, mas aí, você saiu e mesmo de capacete eu soube que era você.
̶ Mari...
̶ Graças a Deus você é um ótimo policial, conseguiu dar conforto para a sua mãe. Mas infelizmente, caiu na maldição da farda.
̶ Mari, deixa eu me explicar. Eu e a Marina somos parceiros. Juro que foi somente hoje. Eu nem sei direito o que houve entre a gente. Só sei que não foi amor...
̶ Quem é Marina?
̶ Essa, a soldado Marina. Você sabe que eu vivi os últimos anos para você, me abstive de sexo por meses, e esses últimos dias, depois da sua cirurgia foram pesados. Acabei descontando em coisa errada. Eu, sei, que nada explica isso. Me deixa...
̶ Você me traiu. Mentiu, e não foi só uma vez. Várias vezes. Sabe quanto me custou cada viagem que fizemos? Eu fiz dos nossos últimos anos, os melhores, e você desperdiçou em uma b****a qualquer. Me segurei a vida porque você queria se casar de verdade. Até o curso da faculdade troquei, por sua causa. Para poder estar ao seu lado!
Murilo sentiu cada palavra como um tapa fervoroso no rosto, deixou o celular escorregar e cair no chão. Ao olhar adiante, viu a mala com a qual chegou ali.
Era isso, Marion estava dando um basta na relação deles.
̶ Agora você é livre, Murilo, te agradeço por permanecer ao meu lado nos meus piores momentos. E até te perdoo. Pode assumir a soldado. Mas cuidado, pode ser que a sua vaga de amante fique aberta.
̶ Não precisamos acabar assim. - Ele deu um passo adiante. ̶ Eu te amo, Mari. Nunca escondi de ninguém que você é a mulher com a qual eu quero passar o restante da minha vida. - Murilo encarou o rosto inexpressivo de Marion. ̶ p***a, Marion! Não faz assim comigo. Passamos momentos difíceis.
Marion permaneceu com o mesmo olhar distante, as mãos caídas ao lado do corpo e o queixo totalmente rígido. A jaqueta de couro escorregou, mostrando o ombro magro. Murilo soube ali, que todo sonho que tinha para um futuro, acabou. E ele foi quem tratou de enterrar o casamento.
Passou por Marion e pegou a bolsa pesada, caminhou até parar diante dela e a encarou, havia uma decepção nos olhos dela, e Murilo pensou em sair dali e acabar com a própria vida.
̶ Quase me esqueci. - Ela levantou a mão e com precisão tirou a pulseira que ele lhe deu. ̶ Pensei bem, e talvez, essa tal de Marina esteve por lá quando você escolheu a pulseira, e não quero nem pensar o quê fizeram antes, ou depois da compra.
̶ Não fizemos nada. - Ele engoliu com dificuldade. ̶ Ela namorava o Gael, fomos os três.
Marion manteve a mão erguida.
̶ Por favor, Mari, fica com ela, eu... Eu não quero de volta.
Marion recolheu a mão, virou o rosto para olhar a escuridão da noite. Sentiu os lábios de Murilo juntar aos seus, pensou que se ele o fizesse, ela teria a coragem de esmurrá-lo, ou se afastaria, mas não. Fechou os olhos ao sentir os lábios dele se mover, pousou a mão no nome dele, costurado a farda e inflou o peito.
̶ Adeus. - Ela disse ao se afastar.
Murilo se foi, e após semanas na cama, Marion voltou a rotina apertada. Fazia fisioterapia respiratória duas vezes por semana, treinava com Safira e estudava. Meses depois recebeu a proposta de uma grande amiga, e mudou-se para a Inglaterra.
Em Londres aprendeu a beber, sair todas as noites e voltar somente no dia seguinte. Por sorte conseguiu dar continuidade ao tratamento no Hospital Smith, na Chiquérrima Unidade de Londres, e perdeu as contas das vezes que acordava em alguma cama hospitalar, ligada aos aparelhos por ter perdido a consciência e caído em outra crise de convulsão.