Clarice permanece alguns segundos em silêncio, absorvendo tudo o que ele acabou de dizer. O jardim parece mais vivo agora, como se as flores escutassem. Ela cruza os braços de leve, não por frio, mas por cuidado com ele. — Oliver… — ela começa, escolhendo bem as palavras. — Quando eu ainda estava internada… uma enfermeira comentou algo pra mim. Ele a olha de lado, atento. — O quê? — Que o hospital é seu. — Ela sorri de leve, quase tímida. — Que você o criou só para emergências. Que você não cobra nada… que você trabalha lá como voluntário. Oliver franze a testa, desconfortável. — Ela não devia ter falado isso. Clarice balança a cabeça. — Não… eu fiquei grata. E um pouco impressionada. Eles param de andar. Clarice vira-se de frente para ele agora, o olhar honesto, aberto. — Eu que

