Hoje era um ótimo dia. Acordei no hotel, eu e Antônio tomamos café. Peguei a maleta já fechada com os documentos falsos, passagens de avião, chips novos de celular e dinheiro suficiente. A segunda-feira estava animada. O destino estava claro: Goiás. Um sítio afastado, cercado por mato e silêncio, onde ninguém fazia perguntas e ninguém passava por acaso. O lugar perfeito para o clube. Lá fora, o céu já brilhava - como se soubesse que era dia de vitória. Antônio, dirigia o carro — um sedan prata, de placa fria. Estava ao seu lado, quando ele perguntou: — Já falou com o cara do sítio? — Já. Tudo pronto. Lugar limpo, portão trancado, comida estocada. Ninguém chega lá sem autorização — Eu expliquei, dando um sorriso. — As princesinhas nem sabem o que espera elas - Fiz uma pausa,

