A LEI DO MORRO

1217 Palavras

A kombi velha subia pelas Cantagalo com o motor roncando baixo e constante. A lataria estava descascada, a cada buraco era um barulho diferente. Lá dentro, o cheiro de suor e terra misturava-se ao do sangue seco e do medo. Ramirez e Antônio estavam jogados no fundo, desmaiados, mãos amarradas e olhos vendados. As marcas nos rostos deixavam claro que a captura não tinha sido gentil – nem os rapazes queriam isso. Dom estava no banco da frente, calado. O maxilar travado mostrava que a calma dele era só aparência. Ao lado dele, Sombra mantinha os punhos fechados no colo, segurando firme a arm@. - Esses dois achavam mesmo que iam tirar as meninas da gente? — murmurou, para si mesmo. Falcão, sentado no fundo, encostado na lateral, olhava para os dois com nojo, desprezo, raiva. - Covardes..

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