Capítulo Vinte e Dois

1687 Palavras
Apesar de ter dito a Lucca que ainda manteria contato com ele, as coisas mudaram com o decorrer dos dias. Por vários motivos diferentes, aquilo nem parecia uma separação, apenas um relacionamento em espera, o que era muito mais difícil e doloroso. Depois de Lucca deixar Lia no prédio onde Joanna morava, ela chorou, chorou muito por não ter contato da gravidez e por mais uma vez as coisas terem dado errado entre eles, e ela não o culpava o conseguia entender e isso era ainda pior. Contou a Joanna e Maria sobre a gravidez o que deixou as amigas extremamente feliz por ela, mas claro que as duas a recriminaram por ela não ter contato ao marido. Tanto Joaan e Maria disseram que ela não poderia esconder aquilo por mais tempo, mas prometeram respeitar o tempo da amiga sabiam como a situação era complicada. Só que passou os dias e ela não contou, voltou para Niterói e tentou seguir com a sua vida. Marina paparicava a filha de todos os modos, faziam todas as suas vontades principalmente agora que a filha estava gerando seu netinho. Marina: Filha, quando vai contar? Não acha que já passou tempo demais? Lia: Eu estou esperando o momento certo. Ele está muito ocupado com as investigações. Desconversou. Marina: Você não vai poder esconder isso por muito tempo. Sua barriga vai crescer e logo ele vai descobrir que você escondeu isso dele. Será pior. Apesar de mimar a filha e cuidar dela e do neto com todo o coração Marina tinha muito carinho por Lucca também e não achava certo Lia esconder a gravidez para ela seria inevitável ele descobrir, afinal ela não teria como esconder a criança dele. Lia: Mãe, eu vou resolver. Deixa só passar a consulta. Disse por fim. Sabia que teria que contar, afinal todos falavam a mesma coisa e com as semanas passando tão rápido a sua barriga já começa a aparecer. Marina: Eu vou deixar você decidir a hora certa para contar, mas não enrole mais, Meu amor. Disse deixando a filha no quarto. Lia suspirou sabia que a mãe estava certa, mas ao mesmo tempo tinha sido doloroso estar com Lucca da última vez, ela demorou para conseguir seguir em frente. Mas não podia esconder mais. Ela decidiu que iria para a capital e ficar uns dias por lá assim teria tempo para contar a ao marido sobre o bebê. Já com a Lucca as coisas se tornavam impossíveis, ele se sentia um i****a por mais uma vez as coisas terem dado errado com Lia, e ele ainda nem tinha resolvido o caso, o interrogatório não tinha dado em nada, e para completar, dois políticos tinha sido liberados do cárcere privado o que o deixou mais indignado era o mesmo que como se seu esforço tivesse sido em vão. Ele bem que tentou manter contato com Lia, ligava, tentava se encontrar com ela, queria estar perto, estar presente, mas depois de alguns dias, ela se afastou, passou a ser fria com ele e nas últimas vezes nem o atendia mais, e aquilo acabou com ele, sentia que a estava perdendo. Mas o restava respeitar o espaço dela, talvez forçar a presença dele na vida dela seria ainda pior, seria ainda mais doloroso para os dois. Então ele voltou ao trabalho, já não bebia como antes, mas tentava manter uma vida social. Saía com os amigos da polícia, começou a malhar, correr, tentava de todas as formas ficar em outras coisas. E nisso quem gostava era Diana que viu uma forma de se aproximar. Até conseguiu sair com ele depois do trabalho, para beber um drink, claro que ela queria terminar a noite ou na cama dele ou na dela, mas ele só apreciava a companhia, ter alguém para conversar, mas ela era paciente e aos poucos começava a ter brechas para se aproximar dele. Porém quem não gostou nada disso foi Sherlyn que tinha feito uma viagem de alguns dias com o namorado e o filho e ao voltar percebeu como Diana e Lucca estavam próximos. Sherlyn: O que foi que eu perdi? Questionou ao amigo. Lucca: Como assim? Perguntou sem entender. - Nem vai dizer “Como vai, Lucca, tudo bem? ”. Disse com certa ironia. Sherlyn: Agora não. Você e a Diana? Sério? E o seu amor pela Lia? Questionou dura. Lucca: Ei, pode parando aí. Eu amo a a minha mulher. Amo com loucura isso não está em questão aqui. E não tenho nada com a Diana. Sherlyn: Não é o que ela acha. Você dormiu com ela? Perguntou direta. Lucca: Você bebeu, foi? Claro que não. Sabe a última mulher com quem eu transei? Foi a minha esposa, continua sendo a mesma mulher a quase dez anos. Depois da Lia só teve a Lia. Sherlyn respirou aliviada, menos m*l. Sherlyn: Vou te dar um conselho de amiga, porque te amo como meu irmão. O irmão que nunca tive e quero o melhor para você. Lucca: Sabe que também te amo como uma irmã. E sempre levo tudo o que diz a sério. Sherlyn: Pode ser que para você seja apenas uma amizade, alguém com quem você possa conversar, assim como faz comigo. Ainda mais nesses dias que estive fora. Mas para ela é muito mais. Ela ver essa a******a como um futuro envolvimento e sinceramente ela não é a mulher certa para a você, mesmo que você e a Lia não voltem mais. Então pensa, se não quer nada além de amizade sugiro se afastar. Lucca assentiu pensativo, não imaginava que Diana poderia enxergar dessa forma, no início ele percebeu o interesse dela, mas como já tinha conversado com ela, não pensou que ela ainda tivesse esperança. E apesar de sentir falta de estar com alguém, não queria se envolver, porque ele só queria uma pessoa. O problema foi que Diana passava uma imagem muito compreensiva e de boa amiga, e por isso quando Lia tomou coragem para finalmente contar sobre a gravidez, encontrou Lucca sorrindo de alguma coisa que Diana falava, aquilo incomodou. Ele já estava com outra? Será que estavam saindo? As perguntas começaram a surgir e o ciúmes a tomar contar, além da raiva. Mas antes que ela pudesse sair correndo ele a olhou. Ficou paralisado ao vê-la em sua sala. Lucca: Lia? Disse surpreso e Diana vinha ao lado dele não gostou da presença da ex dele ali, os dois acabavam de tomar um café juntos. Lia: É, eu mesma. Disse seca. Lucca estranhou a atitude. Ela ficava semanas sem dar notícias e agora aparecia na sua sala do nada. Ele iria enlouquecer. Lucca: Eu não esperava te ver. Disse ainda meio bobo e surpreso. Lia: Eu acho já percebi. Como está ocupado eu volto outra hora. Disse já querendo ir embora. Lucca: Ei, fica. Se veio é porque tem algo importante a falar. Disse a encarando e Diana ainda observava tudo. Lia: Eu acho que perdi meu tempo. Nem deveria ter vindo. Disse agora encarando Diana. E Lucca percebeu o clima. Lucca: Diana, será que...você poderia nos deixar a sós? Diana: Claro, Luc. Foi ótimo conversar um pouco com você. Espero repetir aquela noite mais vezes. Disse tocando no braço dele. Lia ficou chocada. Luc? Repetir a noite? Lia sentiu o coração apertar, a raiva vir com força total, sem contar a mágoa que estava sentindo. Então ele já tinha passado a noite com outra? Pensou. Lucca: Li...Chamou. Lia: Eu vou embora. Disse querendo sair dali e chorar. Lucca: Não, você veio conversar comigo. Disse a segurando. Lia: Eu perdi meu tempo vindo aqui, acho que não tenho mais nada a fazer aqui e nem estar mais na sua vida. Lucca: Não diz isso. Eu te amo e você sabe disso. Lia: Me ama e dorme com outra? Que espécie de amor é esse? Disse sem aguentar. Lucca: Que? Espera, você acha que eu dormi com a Diana? Lia: Ela é sua colega de trabalho e te chama de Luc, disse para quem quiser ouvir sobre a noite de vocês, sem contar que você deu liberdade o suficiente para que ela te tocasse. Quer saber, eu tô cheia. De tudo, de nós, de você. De sempre acabar chorando. Lucca: Eu não transei com ela, nem com ela e nem com ninguém. É só uma amiga, Li. Nunca estive com ninguém depois de você. Disse tentando se aproximar. Lia: Acho que não vai ser por muito tempo. Lucca: Lia, eu estou tentando te entender, sério. Eu estava tentando respeitar sua decisão. Sei que aconteceram muitas coisas, mas você some e aparece da minha vida como uma coisa normal, eu também choro, eu também sofro sem você. Não é a única a estar cansada dessa situação. Mas nem por isso estou envolvido com outra pessoa, e nem quero estar. Mas essa situação está acabando comigo. Lia: Eu só vim aqui para dizer que estou grávida, seu i****a. Disse de uma vez. Lucca: Que? Gra..vida. Disse sem acreditar ele nem teve tempo para digerir a ideia - Meu Deus..eu... Totalmente pálido ele se sentou na cadeira. Lia viu a reação dele com tristeza, queria que ele sorrisse a abraçasse e dissesse que estava feliz pelo bebê. Lia: Não se preocupe, não é seu. Eu fiz uma inseminação artificial. Mentiu - Só achei que precisava saber. Disse antes de ir embora sem nem deixar Lucca falar. E sem ver as lágrimas que escorriam de seus olhos. Lucca: Está grávida....e nem é meu...por um momento achei que era o nosso bebê e como eu queria aquilo. Disse chorando para Sherlyn que logo depois de ver Lia sair feito furacão foi a sala do amigo e o encontrou arrasado. Sherlyn: Tem certeza? Não existe a menor chance desse bebê ser seu? Acho tão difícil a Lia fazer algo assim ainda mais tão rápido. Lucca: Ela queria tanto ter um filho, acho que ela seria capaz de tudo para realizar esse sonho. O sonho que eu não realizei. Sherlyn: E o que vai fazer? Lucca: Não sei, eu...sinto uma tristeza e uma dor tão grande. É como se tudo realmente tivesse acabado.
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