Faz uma semana desde que saí da clínica. Uma semana desde que voltei de Manaus, quando fui atrás do meu Estranho, quer dizer, meu ex-estranho. Uma semana que estou apenas vendo a vida passar. Em casa, perto da minha família eu mantenho um sorriso largo em meu rosto, pois não quero magoá-los ou deixá-los preocupados, mas quando estou sozinha no meu quarto, eu me desmonto e deixo sair à garota frágil e perdida. Não sei de onde estou tirando forças para suportar. Eu não deveria me sentir assim, afinal, meu relacionamento com o Estranho, que agora tem nome, Pedro, nunca chegou a ser considerado como algo físico. Eram apenas cartas, onde nós dois tínhamos total liberdade para expressar nossos sentimentos. Separados e isolados do mundo, éramos protegidos por nossas bolhas imaginárias, onde n

