(...)
— Você está brincando, não é? — Davina encarou o sonserino que não demonstrava expressão alguma.
— Por que estaria? Vai ser divertido passar o natal com a família Malfoy.
— Está querendo me torturar? Morar uma semana na mesma casa que Abraxas Malfoy é pedir para ficar louco! Prefiro passar com a minha família.
— A casa é grande e sempre fazemos as coisas com seus amigos.
— Porque você tem amigos do tipo Malfoy.
— Sinceramente Davina. — Tirou sua capa.
— Ah Tom, por favor! Abraxas é um aproveitador e sabe muito bem disso.
— Somos amigos.
— Ele te trocaria por um vinho. — Riddle revirou os olhos, já estava sem paciência alguma para ficar discutindo sobre coisas banais.
— Faça o que quiser então. — Entrou no banheiro.
Davina levantou-se enfurecida com o namorado e saiu de seu quarto. Passar as festas com a família Malfoy parecia uma péssima ideia, ainda mais com Katerin que “amava" a presença da garota.
— Está tudo bem? — A voz masculina chamou sua atenção.
— Ah... oi Fitz, sim e você?
— Tudo na mesma, meu pai está um pouco doente e ninguém sabe o que é. — Sentou-se ao lado da garota encarando o lago.
— Sinto muito. — Suspirou — Vão celebrar as festas?
— Fergus quer levar a família para conhecer os pais da Helena antes do casamento.
— Sorte a sua, Tom quer passar as festas com os Malfoy.
— Sério? — Riu fraco — Pode ser divertido.
— Sem essa, vai ser torturante.
— A Winky aceitou ir.
— Quem convidou?
— Abraxas convidou o pessoal, não precisou terminar de falar para a Winky aceitar.
— Isso é estranho, acha que eles combinaram?
— Talvez sim.
— Neil recusou, certo?
— Ele aceitou, disse que não vai deixar aquele t****o encostar na Winky, palavras dele.
— Você vai?
— Entre Fergus se exibindo, meu pai doente e Abraxas bêbado, a família Malfoy não parece ser tão r**m assim.
Enquanto os amigos conversavam no jardim, algo estranho acontecia com Tom Riddle. Após sair do banheiro viu que Davina havia ido embora, ficou enfurecido com a atitude da namorada. “Você vai perder ela." uma voz sussurrava em sua mente, algo que estava acontecendo há alguns dias.
— Não!
— Acha mesmo que Davina ficará com você, Tom Riddle? O que dará a ela? Um gene de mestiço, um casebre velho de sua família e um lugar ao seu lado naquele orfanato sujo? — Gargalhou, Riddle se encarava no espelho de seu banheiro, não sabia porque aquilo estava acontecendo — Você é tão nojento quanto seu pai!
— Cala a boca! Não ouse me comparar com esse medíocre!
O rapaz sentou-se ao chão do banheiro, jamais contaria isso a ninguém. Seu grande medo era morrer, mas depois que conheceu a senhorita Wezen, só a ideia de ser trocado o assustava.
— Ela jamais vai querer ter uma família ao seu lado, depois que descobrir o que fez conosco... — Gargalhou novamente — Tom Riddle sempre será abandonado.
O sonserino encarou o anel de sua mão e lembrou-se da noite que o pegou de seu avô Marvolo Gaunt, um velho com a aparência cansada que não fez cerimônia alguma ao conhecer seu neto perdido.
“Tom havia caminhado por horas até chegar em Little Hangleton, um pequeno vilarejo, que ficava há quase duas horas da cidade mais próxima. Encarou o velho casebre, como sua família poderia morar em um lugar tão repugnante? Aproximou-se com calma, não sabia se havia alguém na casa, então decidiu entrar mesmo sem ser convidado.
— Não se mexa! — A voz rouca chamou sua atenção, Tom virou-se e encarou o velho de cabelos longos e grisalhos que lhe apontava uma varinha — Quem é você e o que está fazendo aqui?
— O senhor não me conhece, eu me chamo Tom Marvolo Riddle.
— Impossível! Aquela criança morreu na mesma noite em que Mérope deu à luz.
— Ela me deixou em um orfanato.
— O que quer aqui? Você não é bem vindo, se é quem diz ser, não passa de um mestiço.
— Eu vim conhecer onde minha querida mãe cresceu. — Respirou fundo observando o lugar — Não sei como sobreviveu nessa espelunca.
— Como ousa falar da minha casa? O que quer aqui? Você não tem direito a nada! Sua mãe, traidora de sangue e de Salazar Slytherin não passava de um aborto nojento.
— Não fala da minha mãe! — Gritou fazendo o velho Gaunt gargalhar — Mérope foi uma grande bruxa.
— Grande bruxa? Faça-me rir criança, sua mãe m*l conseguia caminhar sem tropeçar nos próprios pés! Uma vergonha para todos, assim como você.
Riddle respirou fundo, não queria se irritar, havia vindo até sua família para poder conhecê-los e saber sua origem. Mas sabia que jamais seria reconhecido como um dos seus, puxou a varinha de seu bolso e apontou para o velho, que gargalhou observando o neto tentar intimidá-lo. Tom não pensou duas vezes ao conjurar a maldição e matá-lo ali mesmo."
Tom limpou seu rosto que estava molhado por suas lágrimas e tirou o anel de seu dedo, parecia estar mais calmo sem ele, as vozes desapareciam. Mas ele não podia ficar sem seu anel, não por lealdade a família Gaunt, mas por ter uma parte de sua alma presa no objeto.
— Davina sempre será minha — murmurou levantando do chão.
O dia passou lentamente, a senhorita Wezen havia ignorado o namorado durante todas as aulas, não queria conversar pois estava chateada com a discussão mais cedo. Tom não parava de encarar a garota durante o jantar, mesmo sem fome ele desceu para o salão principal apenas para poder observá-la.
— Vocês brigaram? — Winky encarou a amiga que comia vagarosamente.
— Foi quase uma discussão.
— O que houve? — Neil perguntou.
— Tom quer passar as festas com a família Malfoy, então eu disse a ele que preferia passar com a minha família do que com aquele lunático do Abraxas.
— Só isso? — Neil a encarou — Sinceramente, até eu sei que é um motivo bobo. Deveria aceitar, ele sempre faz tudo o que você quer. — Winky encarou o rapaz e colocou a mão em seu rosto — Para, o que está fazendo? — Esquivou.
— Você está defendendo o Riddle? Só pode estar doente.
— Para o inferno, Malfoy! — Katerin levantou-se brava da mesa e saiu batendo o pé.
— Outra que descobriu o grande natal que terá. — Neil riu.
— Eu vou me deitar, boa noite.
— Boa noite — responderam em conjunto.
Davina levantou-se e caminhou para fora do grande salão, estava cansada, as provas e trabalhos haviam tomado toda a sua semana. Aos poucos parou de caminhar quando ouviu outros passos atrás dela, por um breve momento pensou que era outro aluno, mas ela sabia muito bem quem estava ali.
— Não deveria me seguir, eu poderia ter te atacado.
— Pagaria para ver — murmurou a encarando.
— Quer mesmo passar o natal com os Malfoy? — Davina o encarou.
— Não quero discutir. — Caminhou um pouco mais a frente.
— Por favor. — Segurou sua mão — Se faz tanta questão eu aceito ir.
— Não quero que se sinta obrigada.
— Somos um casal, amor. Se vamos passar o resto de nossas vidas juntos, precisamos aprender a lidar com nossas diferenças. — Riddle sorriu a encarando.
— Se estiver tudo bem para você. — Davina sorriu e o abraçou.
Tom Riddle se sentia tão forte ao seu lado, ousava dizer que a amava, mas sabia que Davina jamais aceitaria seus planos futuros, mesmo que ela tenha matado Arian Avery para fazer sua horcrux, ela não suportaria o peso da culpa.
...
O natal estava se aproximando, todos os alunos estavam reunidos no Expresso de Hogwarts para poderem ir para suas casas. Abraxas estava levando um grupo considerável para sua casa, sequer avisou aos pais que levaria mais cinco pessoas além de Katerin para passar as festas.
— Pegamos o próximo trem e depois aparatamos. — Abraxas disse sério — Espero que tenha trazido sua poção dos deuses, Fitz.
Após quase três horas de viagem, pessoas discutindo, Abraxas rindo da situação e Neil enchendo a cara no trem. Finalmente os jovens chegaram em Wiltshire. A mansão da família Malfoy parecia mais um castelo, era até moderna para a época.
— Sejam bem-vindos ao meu lar. — O loiro abriu as portas revelando a casa para todos — Fiquem à vontade, mas não muito.
— Uau. — Winky murmurou.
— Mãe? Pai? — Abraxas os chamou adentrando a sala.
— Por que está gritando, querido? — Uma mulher loira e alta apareceu no topo da escada.
— Avisar que cheguei.
— Ótimo querido. — Desceu as escadas e encarou o grupo de adolescentes parados perto da porta — E esses quem são?
— Katerin a senhora já conhece, como vocês deixaram ela passar as festas conosco, achei que não tinha problema trazer outros colegas. — Sorriu encarando a mulher.
— Ah claro, sem problemas. Mandarei os elfos prepararem os quartos. — Sorriu fingindo simpatia e cumprimentou os adolescentes.
— Nossa, ela é muito jovem para ser mãe. — Winky comentou enquanto a mulher ia em direção à cozinha.
— Uhum. — Davina apenas assentiu olhando os detalhes da casa.
— Crianças, este é nosso elfo doméstico, ele os levará para seus quartos.
Após muita discussão de Katerin e Winky, as duas acabaram tendo que dividir o mesmo quarto, assim como Edward e Neil. Tom estava aliviado por poder dividir seu quarto com a namorada, seria insuportável ter que aguentar os meninos durante toda a noite.
— Estou morta. — Se jogou na cama.
— Podemos dormir, se quiser. — Riddle abriu as cortinas, de longe conseguia ver as montanhas e um belo jardim que a senhora Malfoy cuidava.
— Não quero dormir agora, o que está vendo? — Levantou-se e encarou a paisagem — A senhora Malfoy tem um bom gosto.
— Gosta de jardins?
— Sim, quanto mais flores melhor. — Sorriu.
— Podemos ter um em nossa casa — brincou a encarando.
— Acha que deveríamos procurar algum lugar para morarmos depois da formatura?
— Bom, tenho a casa que era da família do meu pai. — Suspirou — Podemos vender e comprar outra.
— Achei que não o conhecesse.
— E não o conheço, mas depois que ele faleceu alguns advogados me procuraram no orfanato e como sou filho único...
— Vou adorar conhecer essa casa. — Sorriu — Podemos ficar lá por um tempo.
— Não é um bom lugar, só uma casa velha.
— Se você diz. — Riddle agarrou sua cintura e a abraçou por trás, jamais viveria na mesma casa em que o miserável de seu pai havia crescido.
(...)
Todos estavam exaustos durante a noite, mas depois de muita insistência de Abraxas acabaram aceitando tomar algumas taças de vinho antes de dormirem. O loiro estava jogando apostado com Edward enquanto as garotas e Neil assistiam, Riddle e Davina estavam deitados no sofá enquanto bebiam.
— Quem você acha que fica bêbado primeiro? — Tom murmurou acariciando os cabelos da morena.
— Abraxas. — Riu fraco apoiando em seu corpo.
— Ele tem experiência.
— O Fitz faz as bebidas. — Tom sorriu encarando sua taça e a puxou para perto.
— Quem vem depois que eu ganhar? — Abraxas comemorou.
— Você não ganhou, Malfoy! — Fitz reclamou.
— E não preciso, você é péssimo.
Enquanto todos estavam empolgados com o jogo, Tom aproximou-se do pescoço de Davina e colocou seu cabelo para o lado.
— O que acha de sairmos daqui? — sussurrou beijando seu pescoço.
— Tom, eles vão ver. — Riu fraco.
— Shi. — Mordeu seu pescoço e a apertou — Podemos aproveitar e sair agora. — Deslizou sua mão para dentro de sua camisa e acariciou seu seio.
— Merlin! Vamos. — Davina levantou-se arrumando suas roupas e Tom a acompanhou.
— Ei! Onde vocês vão? — Abraxas chamou a atenção dos sonserinos que continuaram caminhando.
— Vamos dormir.
— Dormir? Eu não sabia que mudaram o nome de s**o. — Gargalhou.
— Meu Merlin. — Davina estava com as bochechas rosadas de tanta vergonha.
— Fica tranquila, Abraxas é um b****a. — Subiram as escadas com calma.
— Ele não precisava dizer isso em voz alta.
— Depois resolvo isso com ele. — Abriu a porta do quarto dando passagem para a garota — Vamos ao que interessa.
Tom fechou a porta e puxou a garota para seu colo, com poucos passos a apoiou em cima de uma mesa e continuou a beijando. Suas mãos a apertavam e deslizavam sem timidez alguma para sua i********e.
Davina sorriu tirando a camisa do rapaz, sem cerimônia alguma abriu sua calça e deslizou sua mão para dentro de sua cueca. Tom suspirou e mordeu seu pescoço com força, antes que a garota fizesse outra coisa ele a levou para a cama e tirou sua calça.
— Podemos tentar algo? — murmurou a beijando.
— O que? — Tom tirou sua lingerie e encarou a garota nua.
— Abraxas disse que as garotas gostam.
— Fala sobre isso com ele?
— Algumas coisas, não se preocupe.
— Isso não é nenhum pouco relaxante.
— Vai gostar.
O sonserino abriu suas pernas e a beijou novamente, aos poucos desceu os beijos para seus s***s e os chupou, fazendo a garota arfar. Distribuiu alguns beijos em seu abdômen e finalmente deslizou sua língua por sua i********e reparando a reação da garota.
— Tom... — Suspirou.
O rapaz sorriu, deu alguns beijos lentamente e chupou a sua i********e. Em poucos segundos Davina estava em êxtase, sentia um calor inexplicável por todo seu corpo, seus gemidos eram cada vez mais altos o que só aumentava a ereção de Tom que logo a penetrou sem cerimônia alguma.
...
O dia amanheceu chuvoso, Davina acordou bem mais cedo do que o namorado e levantou-se. Tomou um banho demorado e desceu torcendo para que um de seus amigos estivesse acordado.
Assim que terminou de descer a escadaria, viu Abraxas sentado à mesa sozinho tomando seu café.
— Bom dia, senhorita Wezen. — Sorriu encarando a garota.
— Bom dia. — Sentou-se — Os outros ainda estão dormindo?
— Sim. — Um elfo apareceu e colocou uma tigela com cereais para a senhorita Wezen — Como foi sua noite? — Sorriu malicioso.
— Agradável, Malfoy.
— Só agradável? Pelo o que pude ouvir, você estava bem satisfeita.
— Como?
— Usem um feitiço abafador da próxima vez, só não foi mais constrangedor do que KaterIn e Winky discutindo a noite inteira.
— Por que?
— Queriam dormir comigo, qual a sua dúvida? — Riu fraco.
— Você é muito prepotente.
— Infelizmente não tenho um cordão mágico para me ajudar. — Sorriu debochado.
— Do que está falando?
— Você sabe do que estou falando, coelhinha. — Piscou um de seus olhos, Davina levantou-se — Aonde vai?
— Estou sem fome. — Saiu para o jardim.
Davina caminhou rapidamente para perto de algumas árvores, mas não conseguiu segurar seu choro. Como Tom pode contar ao Abraxas o que fizeram? Sentou-se perto de um tronco e ouviu alguns passos se aproximarem.
— Está tudo bem?
— Sim, Edward. — Limpou seu rosto.
— Por que está chorando? — Sentou-se ao seu lado.
— Nada demais, já tomou café?
— Acordei mais cedo, recebi uma carta.
— De quem?
— Fergus, papai está piorando.
— Eu sinto muito, Fitz. — Segurou sua mão.
— Minha mãe suspeita de que seja varíola de dragão. — Suspirou.
— Se precisarem de algo, podem contar comigo.
— Obrigado. — A abraçou — Agora me conta, por que está chorando?
— Não quero falar.
— Você e Tom brigaram?
— Não, há algum tempo Tom e eu descobrimos uma magia um pouco m*l vista. E por impulso acabei fazendo.
— É r**m assim?
— Muito, encontramos um coelho ferido e para essa magia, precisa sacrificar algo.
— Você matou o coelho?
— Sim.
— Davina. — A abraçou — No mundo bruxo precisamos fazer algumas coisas bizarras, usamos pernas de aranhas, transformamos sapos e o coelho foi só mais uma dessas coisas. Se você se sente tão m*l, não faça de novo.
(...)