capítulo dezoito

2216 Palavras
Davina estava ansiosa essa noite, seus pais chegariam na manhã seguinte e ela sabia muito bem como Segnus Wezen poderia ser rigoroso em relação ao Tom, mesmo ele sendo um excelente bruxo, seu pai encontraria algum defeito. — Está tudo bem? — Tom a abraçou por trás encarando a paisagem. — Apenas pensando. — Um beijo por seus pensamentos — sussurrou. — Sabe muito bem que tem eles de graça. — Eu sei, mas não vou entrar na sua mente, sabe disso. — Somos um casal, amor. — A morena virou sorrindo para o rapaz. — Amor? — Sorriu malicioso — Ah Davina. — O que foi? — Você não tem noção do que faz comigo. — O que eu faço? — Apoiou os braços nos ombros do garoto. — Você, senhorita Wezen. — Deslizou as mãos por sua cintura — Me deixa frágil, sensível e até um pouco ingênuo, pensei que isso tudo fosse bobagem, mas te perder seria a pior coisa que poderia me acontecer. — Você vai me fazer chorar. — Sorriu. — Jamais, meu amor. Riddle a puxou para seus braços e selou seus lábios em um beijo nada calmo. Tom nunca havia desejado tanto alguém assim, ao ponto de sentir seu coração disparar com apenas um toque. Davina sorriu mordendo seus lábios e guiou o moreno em direção à cama. — Hoje eu quero ser só sua, Riddle. — O empurrou para a cama. — Com todo o prazer. — Tirou sua camiseta observando a sonserina tirar sua roupa o encarando. Senhorita Wezen sorriu e sentou em seu colo, a timidez que existia entre o casal já não era problema. Já haviam se tocado de diversas maneiras, só queriam sentir o prazer que davam um ao outro. Tom mordia seu pescoço com força, adorava ouvir os gemidos da garota, ainda mais quando era interrompido por um suspiro. Aos poucos o rapaz deslizou suas mãos até seus s***s e os apertou com calma, Davina sorriu e movimentou a cintura com calma, não queria que essa noite acabasse tão cedo. ... O casal estava no restaurante do hotel tomando seu café da manhã, mesmo preocupada a garota se distraia ao máximo com os comentários do sonserino que a fazia rir. — Acha que eles conversam sobre o que? — perguntou Davina referindo-se a um casal jovem que brincava com os morangos da mesa. — Eles? Acho que são recém casados, talvez ela engravide nessa viagem e daqui vinte anos descobre que ele a traía com a melhor amiga. — Riddle respondeu sério — E conversas? Algo entediante como política. — Você é péssimo. — Riu fraco. — Sua vez, aqueles idosos ali. — Difícil, eles são fofos. — Apoiou a cabeça em seu ombro os encarando — Acha que ficaremos assim algum dia? — Velhos? — Também, mas juntos por tanto tempo. — Riddle segurou sua mão e a acariciou. — Nunca vamos nos separar, eu te prometo. — Beijou sua testa — Até porque se algo acontecer, darei um jeito de ficarmos juntos novamente. Esqueceu do nosso segredo? — Segurou seu colar. — Isso é loucura. — Sorriu — E se não funcionar? — Espero nunca ter que descobrir. Davina sorriu olhando para a porta do restaurante, seus pais chegariam a qualquer momento, estava ansiosa para poder vê-los novamente, já que não se viam desde janeiro. — Eles chegaram — murmurou se ajeitando em sua cadeira. — Qual deles? — O casal lá atrás. — Pelas barbas de Merlin! Davina como você cresceu — exclamou a mulher sorridente indo em sua direção. — Mamãe, que saudade! — A abraçou forte. — Como você está querida? — Segnus perguntou abraçando sua filha. — Eu estou muito bem. — Sorriu — Quero que conheçam uma pessoa. — Tom levantou-se sério — Esse é Tom Riddle. — É um prazer conhecê-los senhor e senhora Wezen. — Riddle os cumprimentou. — Ah! Esse é o famoso Tom? — A mulher comentou. — Sim, mamãe. — É um prazer te conhecer. — Segnus murmurou. — Vocês já tomaram café? — Sim, achamos que ia demorar muito e acabamos comendo. — Segnus disse firme. — Nós podemos sair para jantar mais tarde, o que acham? — Será um prazer, senhora Wezen. — Ora! Por favor, me chame de Beatrice. — O moreno sorriu, com certeza ler os pensamentos da sogra não era a coisa mais adequada a se fazer, mas sua curiosidade era ainda maior. — Vocês dois estão juntos? — Segnus os encarou. — Ah sim papai, há alguns meses. — Vocês jovens são muito apressados! Na minha época, perguntava-se aos pais se podiam ter alguma relação. — Por favor, querido, não estamos mais na década de vinte, o mundo é moderno. — Beatrice chamou sua atenção. — Se conheceram na escola? — Sim, Tom foi meu tutor nos primeiros dias. Ele é o monitor chefe da sonserina. — Sério? Parabéns — disse o homem sem emoção alguma. — Quais seus planos para o futuro, rapaz? Tom suspirou procurando as palavras perfeitas, não era nada difícil para ele conseguir encantar a todos. Mas estava um pouco nervoso com a situação, mesmo que não demonstrasse. — Ah depois da escola vou fazer um estágio no Ministério, quero conhecer outras áreas antes de seguir carreira. — Isso é ótimo, já tem algo em mente? — Medibruxaria, professor em Hogwarts. — Sorriu cínico. — Ambicioso, o que seus pais fazem? — Riddle limpou a garganta e suspirou. — Eu nunca soube quem era o meu pai e minha mãe faleceu durante o parto. — Nunca os conheceu? — Beatrice perguntou com a voz mais sensível possível. — Não. — Ah coitadinho! Eu sinto muito. — Foi criado por seus avós? — Ah não senhor, eu cresci em um orfanato em Londres, não fazia ideia dos meus poderes até eles começarem a se manifestar. — Que história — disse surpreso. — Não se preocupe, meu querido, agora você tem uma família. — Beatrice sorriu encantada pelo rapaz em sua frente. Riddle sorriu com o comentário da senhora Wezen, mas mudou de assunto na primeira oportunidade. Afinal de contas, conversar o seu drama familiar com os sogros não parecia algo que fosse impressionar. Após algumas horas conversando, senhor e senhora Wezen se retiraram da mesa com a promessa de que os encontraria na hora do jantar para se conhecerem melhor. — O que achou desse rapaz? — O homem perguntou enquanto tirava sua roupa. — Ele é adorável. — Pode até ser, mas o histórico da família... — Negou com a cabeça — Não cairia bem entre nossos amigos. — Ah Segnus, ele é apenas uma criança inocente, não tem culpa do que seus pais fizeram. — Beatrice soltou os longos cabelos em frente ao espelho e encarou o marido — Davina está feliz ao seu lado, não é como aconteceu com aquele rapaz trouxa. Isso é o que importa. — Ainda acho uma péssima ideia, ele não é familiar? — Familiar como? — Aqueles traços o cabelo muito escuro, os olhos também. — Igual a qualquer rapaz, querido. — Mesmo assim, vou pedir para investigarem sua família, não quero ver minha filha sofrendo. — Acha que seus pais gostaram de mim? — Tom perguntou enquanto caminhavam pelo jardim. — E tem como não gostar? — Sorriu — Papai só faltou pedir a sua documentação. — Revirou os olhos. — Eu entendo, ele se preocupa com você. — Não deveria, eu já sei me cuidar muito bem. — É melhor não arriscar. — Mamãe ficou encantada por você. — Os pensamentos dela estavam pulando para fora de sua cabeça. — Você leu a mente dela? — Não, só ouvi o que ela pensava alto demais. — Eu preciso aprender a fazer isso. — Sorriu. Davina estava distraída sentada ao lado do namorado quando sentiu algo gelado e pegajoso deslizar por suas pernas, imediatamente deu um grito. — Pelas barbas de Merlin! Mata ela! — disse referindo-se a cobra que rastejava em seus pés. — Fica calma, ela não vai te fazer m*l. — Quem me garante? — Não se mexa. — Tom abaixou-se e murmurou alguma coisa para a cobra que parecia entender o rapaz, mesmo que Davina não estivesse entendendo o que estava acontecendo em sua frente, ela não moveu um músculo — Vem aqui comigo. — Caminhou para longe da garota e a cobra o seguiu. — Tom? O que está fazendo? — O rapaz não respondeu e continuou caminhando até um certo ponto perto das árvores — Merlin, o que é isso? — murmurou. — Você está bem? — Tom perguntou caminhando em sua direção. — Ah, sim. O que foi tudo isso? — O que? — A cobra te obedecendo, você a levando. — Nada demais, amor. — Como nada demais? Você fala com as cobras? — Riddle respirou fundo. — Sim, mas muitos conseguem fazer isso. — Não Tom, são poucos bruxos que são ofidioglotas. — Bobagem, muitos na sonserina fazem isso. — Tentou mentir. — Sabe quem também falava com as cobras? — Quem? — Salazar Slytherin. — Sorriu. (...) Senhor Wezen havia mandado uma carta para alguns de seus amigos que eram investigadores, ele pedia para que descobrissem tudo sobre Tom Riddle e sua família. — Ah querido! Isso é bobagem, se Davina descobre o que está fazendo. — Não se preocupe, eles não vão sequer cogitar essa ideia. — O que eles descobriram? — A história que ele contou é verdadeira, e seu pai era um trouxa muito rico. — Era? — Sim, ele e toda a família Riddle foram assassinados em quarenta e três por Morfino Gaunt. — Gaunt? Esse nome não me é estranho. — Não mesmo, estudamos com sua irmã Mérope Gaunt nos primeiros anos. — Por que ele os mataria? Queria roubar as posses? — Com certeza seria um bom motivo, mas foi vingança, sua irmã faleceu em vinte e seis aos dezenove anos, depois de dar a luz ao seu filho. — Está dizendo que Mérope Gaunt é a mãe de Tom? — Sim. — Isso é demais para mim. — Sentou-se na cama — Pobre rapaz, veio ao mundo para sofrer. — Não contaremos isso a ninguém, certo? Não precisamos acabar com a felicidade que os dois têm. — Sim, claro! Tudo por nossa querida Davina. — Sabe qual era o ancestral da família Gaunt? — Não. — Isso é loucura, Salazar Slytherin. — A mulher suspirou encarando o marido. — Como? — Riu fraco — A família Gaunt era miserável, como poderiam descender de Salazar? — Eu não quero saber mais nada, o rapaz não tem noção alguma de seu passado e assim manteremos. Os dias passaram rápido, mesmo não sendo a pessoa mais calorosa do mundo, Segnus tentou se aproximar do rapaz. Davina nunca esteve tão feliz quanto agora, parecia que tudo iria dar certo, nada poderia impedir sua felicidade ao lado de Tom. Seis meses depois... Todos estavam animados para a chegada do natal, mesmo que o rapaz odiasse comemorar as datas do “mundo trouxa", Davina conseguia o convencer da melhor maneira. — Nós podemos ir à Hogsmeade, o que acha? — Vai estar tudo fechado. — Ah Riddle! Eu nunca te pedi nada. — Não? Vamos comemorar o aniversário dos meus amigos, os jogos de quadribol, o Halloween. — Imitou sua voz segurando a risada. — Minha voz não é assim! Vai ser divertido. — Podemos ficar no castelo como eu faço todos os anos. — Nem pensar! Podemos conhecer a família dos nossos amigos. — Seus amigos e eles nem gostam de mim. — Claro que gostam. — Está realmente me dizendo isso? — Por favor. — O abraçou fazendo manha. — Certo, mas eu vou escolher a casa de quem vamos passar as festas. — Tem alguém em mente? — Tenho sim. — Sorriu. ... Abraxas estava arrumando suas roupas para poder voltar para sua casa em Wiltshire. Odiava fazer “o trabalho dos elfos" como gostava de chamar, Katerin iria com ele passar as festas com a família Malfoy. — O que sua família vai fazer neste natal? — Riddle o encarou sério deitado em sua cama. — Eles querem fazer um baile de natal, por quê? — Davina quer comemorar, e bom... ela pode ser bem convincente. Podemos passar as festas com sua família? — Claro, ao menos vou ter alguém para conversar. — Achei que Katerin fosse com você. — Ela vai, mas o que quero fazer não envolve muitas palavras. — Sorriu malicioso. — Certo, vou avisar a Wezen. — Consegue levar a amiguinha dela? — Winky? — Ela tem outra? — Por que quer a Winky lá? — Porque quando estávamos aqui, você nos atrapalhou. Alguém além de você tem que se dar bem no natal. — Ela não vai aceitar ir sozinha. — Onde está seu espírito natalino, Riddle? Convide todos! — Você é lunático. — Não fui eu quem fez a namorada fazer uma horcrux. — Calado! Tom saiu do quarto mais irritado do que nunca, se arrependia todos os dias por ter contado seu segredo ao Malfoy. Mesmo sendo um b****a, o loiro ainda era fiel às suas crenças e Riddle precisava de garantia caso precisasse utilizar a horcrux para ter sua amada.
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