capítulo dezessete

1961 Palavras
O moreno suspirou e a apertou contra si, sabia que Davina não seria ingênua se ela estava suspeitando de que havia matado a senhorita Avery, não acreditaria em qualquer mentira que ele inventasse. — Acha que eu faria isso? — perguntou analisando sua reação. — Não, claro que não. Mas depois do que descobri sobre essa magia. — Eu fui à Hogsmeade aquela manhã, posso te mostrar se quiser. — Ficaria ofendido se eu falar sim? — Eu te entendo amor, são muitas coisas acontecendo, fecha os olhos. — A garota sequer questionou, apenas obedeceu. Riddle puxou sua varinha e olhou ao redor, não queria usar seus poderes com a amada, mas era necessária se quisesse ficar ao seu lado, logo murmurou o feitiço. Davina viu toda a sua manhã naquele domingo, até mesmo quando fez a horcrux. Tom deixou a garota ver alguns poucos pensamentos e memórias que havia criado e então quando ela foi ler o nome escrito por Arian ele simplesmente desapareceu, sem explicação alguma. — Isso é estranho. — O quê? — Saber o que você pensa, Riddle. — Nunca fez isso antes? — Na verdade, não. — Gostou? — Um pouco. — O moreno sorriu e beijou seu rosto. — Posso te ensinar a fazer isso com os outros. — Vou adorar. — Riu fraco. O casal passou quase todo o final da tarde sentados embaixo da árvore conversando, Tom ficou feliz por Davina não fazer mais perguntas sobre a fuga de Arian. A noite logo chegou, os planos para depois do jantar não incluíam uma noite amorosa com Davina, hoje Tom Riddle precisava focar em seu plano para a cerimônia de formatura deste ano, não podia falhar. — Estão todos aqui? — perguntou seco entrando na sala-precisa. — O Abraxas ainda não chegou, senhor — disse um garoto de cabelos escuros. — Vamos continuar sem ele, já decidiram quem terá a honra de participar do nosso espetáculo? — Uma garota ergueu a mão — Pode falar. — Calina Johnson. — E quem seria essa, senhorita Rosier? — Ela é uma nascida-trouxa da grifinória, vai ficar na escola para ver o irmão se formar. — Idade? — Quinze. — O moreno encarou o grupo sentado em sua frente, ele crescia cada vez mais. — Quem fará? — Alguns alunos ergueram a mão — Certo, não sejam pegos. Os dias passavam lentamente, antes que percebessem o casal já estava no trem indo para a Itália. Tom estava sentado lendo mais um de seus livros, enquanto Davina escrevia uma redação sobre dragões. — Será que falta muito? — Tem duas horas que estamos aqui. — Estou ansiosa, quero aproveitar cada segundo dessa viagem. — Certo, o que quer fazer? — Eu gosto de te ver ler. — Podemos continuar assim, então. — Isso é entediante. — Certo, vamos andar. — Fechou o livro e levantou-se. — Mas pediram para ficarmos nas cabines. — Ah Davina, vai ser divertido. Vamos? — Estendeu a mão. — Certo, mas se nos pegarem. Riddle ignorou completamente seu comentário, iria adorar perturbar os trouxas enquanto dormiam em suas cabines. Após caminharem por um tempo, o casal encontrou uma cabine com a porta fechada e um aviso que pedia para não perturbar. — O que acha que estão fazendo aqui? — Dormindo? — Bata na porta, Davina. — Devem estar cansados. — Achei que quisesse se divertir. — Bateu na porta com certa brutalidade. — Tom! — Shi... está ouvindo algo? — Não, por quê? — Riddle sorriu e abriu a porta devagar, encarou a cabine que estava vazia e entrou. — Não deveríamos entrar e se alguém aparecer? — Fica tranquila, o que acha que tem nessas caixas? — Chutou uma das caixas. — Quadros? — Teria algum aviso. — O moreno puxou a varinha e a balançou sobre a caixa. — O que é? — Vestidos. — Puxou um vestido vermelho para fora da caixa e sorriu olhando a morena — Experimenta? — Eu não vou vestir isso, vai que é de alguém que morreu. — Por favor, vai ficar lindo. — Mexeu mais um pouco na caixa e tirou um preto de manga curta. — Nossa. — Vai provar? — Certo, mas fica de vigia. — Após alguns minutos, a garota o chamou de volta para dentro da cabine e sorriu mostrando o vestido. — Uau! — Gostou? — Ficou incrível. — Acha que estão vendendo? — Acredito que sim. — Leu um papel que estava colado na caixa — Não abra, peças para exposição em Milão. — Milão? — Sorriu. — Sim, você está tendo a honra de ser a primeira cliente de quem quer que seja. — Sorriu fechando a caixa novamente. — Me ajuda a tirar? Não vai ser nada divertido alguém chegar agora. — Deveria ficar com ele para você. — É roubo, não seja bobo. — Claro que não. — Aproximou-se e arrumou o cabelo da garota — Ele ficou incrível em você, tem vários desses aqui, ninguém vai sentir falta. — Mas é errado. — Por que acha isso? — Acariciou seu rosto. — Porque alguém trabalhou nessa peça, é óbvio. — Juro que ninguém vai sentir falta. — Não posso fazer isso. — Eu posso, está tão linda assim, esse decote. — Deslizou a mão até seu b***o e sorriu. Antes que Davina pudesse responder a provocação do namorado, a porta da cabine foi aberta, revelando um homem alto bem mais velho do que aparentava. — O que vocês estão fazendo aqui? Não sabem ler? — Desculpe senhor, apenas confundimos a cabine. — Davina murmurou escondendo seu outro vestido que estava sob um dos assentos. — Você abriu a caixa? — O homem caminhou até os caixotes e Tom puxou Davina com seu vestido para fora da cabine — Voltem aqui! Devolvam o meu vestido! — Aonde estamos indo? — Davina perguntou com certa dificuldade enquanto corria. — Despistando. — Estou ficando cansada! — Vamos, entra aqui. — Abriu uma porta e entrou com a garota que estava ofegante. — Onde acha que estamos? — Armário das bebidas. — Sorriu clareando com a varinha. — Isso é loucura, vamos voltar e devolver o vestido. — Não ouse! Acha mesmo que aquele cara vai deixar por isso? — Eu sei, mas a ideia é curtir as férias e não ser presa. — Eu vou nos tirar daqui, logo os guardas começarão a passar pelas cabines. — Como vamos sair sem nos pegarem? — Já aparatou antes? Após muita discussão, Riddle acabou convencendo a garota a ficar com o vestido. Os dois já estavam indo deitar quando escutaram algumas batidas na porta. — E agora? — Fica calma, abre um pouco a sua blusa e haja naturalmente — disse enquanto deixava toda a sua camisa aberta. — Boa noite, posso ajudá-lo? — Sorriu cínico para o guarda. — Desculpe o incômodo, senhor. Uma peça muito importante de um estilista foi roubada durante essa noite, ele diz não saber identificar o casal. Precisamos dar uma olhada na cabine. — Claro, sem problemas. — Deu passagem para o homem entrar. — Com licença. — O guarda olhou meticulosamente cada parte da cabine principal, até entrar no quarto e se deparar com Davina, que estava com um coque e os s***s quase à mostra. — Está tudo bem? — Ah senhora, me desculpe! — Virou-se voltando para a parte exterior da cabine — Me desculpe por atrapalhar vocês, se suspeitar de algo pode me avisar, certo? — Ah claro, senhor. Obrigado. — O homem apenas acenou com a cabeça e sorriu malicioso deixando o local. Riddle trancou a porta e voltou para o quarto — Ah, agora entendi do que ele estava falando. — Como? — O guarda acha que estamos transando. — Riu fraco jogando-se na cama. — Em uma única noite, me transformei em ladra e uma meretriz. — Deitou-se ao seu lado. — Ladra? Não e muito menos meretriz. — Inclinou-se em cima de seu corpo — Nós dois sabemos que eu sou o único que toca neste corpo. — Sorriu dando leves beijos em seu pescoço. — Não me provoque, Riddle. — Por que? — murmurou deslizando sua mão para dentro da blusa da garota. — Porque sabemos como funciona, você me provoca, eu acabo cedendo e no final não fazemos nada. — Nós podemos fazer. — Apertou seu seio — Só me prometa que será sempre minha. — Eu já prometi. — Não só assim! Eu quero você sempre ao meu lado, entende? — Cinco meses de namoro e você já quer casar? — Não agora, depois da nossa formatura no próximo ano. O que me diz? — Isso é loucura. — Eu sei que somos novos e blá blá blá, mas não me vejo com outra pessoa além de você. — Eu aceito, por agora. Mas quero um pedido decente. — Tudo o que quiser. — Vai ser estranho. — O que? — Imagine só, Davina Segnus Riddle. — Eu gosto de Wezen. — Também. — Sorriu o encarando — Eu te amo tanto — O rapaz se aproximou de seu pescoço e murmurou. — Eu também amo você, senhorita Wezen. A garota não fez um mínimo esforço para esconder sua felicidade, nunca imaginou que Tom Riddle diria essas palavras em voz alta. Após isso, finalmente o casal entregou-se aos seus desejos que estavam sendo reprimidos há um bom tempo. A manhã logo chegou e com ela, o desembarque. Depois de um dia exaustivo de viagem, o casal ia aproveitar as férias na Itália. — Tem certeza de que esse é o hotel? — Riddle encarou Davina que estava boquiaberta com o prédio à sua frente. — É o que diz aqui. — Pague o taxista, vou pegar nossas malas. Em poucos minutos o casal já estava na recepção dando entrada no quarto, Davina sabia que seus pais comemorariam a segunda lua de mel nessa viagem, só não sabia que ela seria tão luxuosa. — Devo admitir, seus pais tem um ótimo gosto — comentou entrando no quarto. — Até demais. — Riu fraco — Olha essa vista! — Isso é demais. — Sorriu encarando toda a visão da Itália lá do alto, as casas pareciam bem menores do que realmente eram, a piscina chamava muita atenção por conta do calor que estava fazendo. — O que vai querer fazer primeiro? — Com certeza, ir na piscina. — Ótimo. (...) As férias não poderiam estar melhores, o casal dormia e acordava no horário que bem entendiam. Bebiam e participavam das festas, que sempre terminavam em s**o, nos momentos livres aproveitavam para conhecer a cidade. Não poderia estar mais perfeito. — Você recebeu uma carta, estava na recepção. — De quem? — Segnus Wezen. — Papai? — A não ser que conheça outro, sim. — Será que aconteceu algo? — Abra a carta, querida. “França, 23 de julho de 1944 Querida Davina, como você está? Espero que esteja bem. Tem aproveitado as férias? Não vou enrolar muito, sua mãe e eu conversamos e decidimos passar alguns dias com você e seu namorado na Itália, afinal de contas já deveríamos ter sido apresentados formalmente. Estaremos chegando por volta do dia vinte e cinco, se tudo der certo. Estamos ansiosos para vê-la novamente, cuide-se. — Segnus Wezen." — O que houve? — Meus pais estão vindo passar alguns dias conosco, eles querem te conhecer. — Isso é r**m? — Está pronto para isso? Meu pai não costuma ser tão amigável, ainda mais com o cara que dorme com a filha dele. — Devemos pedir outro quarto? — Não, eu resolvo isso. — Eles não vão ficar felizes com a notícia de que estamos dividindo o mesmo quarto. — Não se preocupe, eu resolvo isso. ...
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