capítulo dezeseis

3546 Palavras
A cada instante os beijos ficavam mais intensos, mesmo que Riddle pedisse para Davina esperar o momento certo, até ele mesmo já não aguentava mais. Estavam juntos há cinco meses, mas o rapaz sentia um emaranhado de emoções perto da morena. Logo parou de beijá-la e deitou ao seu lado, adorava ficar apenas a observando, cada detalhe, sua respiração, seu sorriso. — Um beijo por seus pensamentos — disse Davina sorrindo. — Tentador, mas eles são apenas meus. — Isso é injusto, sabia? — Por que? — Acariciou seus cabelos. — Porque você sempre está na minha mente. — Virou-se de lado, o encarando. — Não vai gostar do que pode ver aqui dentro. — E o que tem aí? — Depois que nós nos conhecemos, tem muita coisa sobre você. — Isso é r**m? — O rapaz suspirou e negou com a cabeça. — O que você fez comigo? — Por que acha que fiz algo? — Porque eu acordo pensando em você, e durmo te querendo ao meu lado. Só pode ter usado alguma poção. — Não precisei usar poção, até porque sabemos muito bem o seu efeito. — Acariciou seu rosto — A não ser que você tenha feito algo. — Eu jamais faria nada para te machucar. — Você diz isso como se machucasse alguém. — Qual a pior coisa que já fez? — m***r um coelho para fazer uma horcrux, conta? — Podemos contar. — E você? — O rapaz suspirou e encarou seus olhos. Não queria tirar a visão ingênua que Davina tinha sobre ele, se contasse as atrocidades que já havia feito, ela jamais o perdoaria ou sequer ficariam juntos novamente. — Se eu contar, vou ter que te m***r. — Não seja bobo! — O abraçou — Pode me contar o que quiser. — A verdade nem sempre é a melhor opção. — A garota segurou sua mão e entrelaçou seus dedos. — Bobagem! A verdade é libertadora. — Eu acredito em você, mas em algumas situações o silêncio é a melhor opção. — Tipo agora? — Não. — Suspirou — Posso te pedir uma coisa? — Claro que pode. — Não conte a ninguém o que fizemos hoje. A última coisa que precisamos é ser expulsos. — Por m***r um coelho? — Confia em mim, essa magia não é bem vista. — Por que? — O que vai querer fazer na Itália? Os sonserinos passaram o resto da tarde planejando sua viagem, queriam poder conhecer outras cidades já que poderiam conhecer quase toda a Europa apenas viajando de trem. Logo anoiteceu e então tiveram que voltar para o castelo, assim que entraram na comunal da sonserina estava a maior gritaria entre Abraxas Malfoy e Henry Arian. — Eu já disse para não se preocupar com isso. — Como não? Meus pais vão me m***r! — O que está acontecendo? — Davina murmurou perto de Winky, que assistia a cena sem piscar. — Parece que Arian Avery sumiu, e o Henry acha que Abraxas tem algo a ver com isso. — Como assim sumiu? — Eu já disse, Katerin viu ela indo para Hogsmeade essa manhã! Sua irmã só deve estar curtindo por aí. — Arian não sairia sozinha, eu a conheço. — Rapazes. — Tom chamou a atenção dos garotos que logo o encararam — Vamos procurar por Arian, não se preocupe Henry sua irmã vai aparecer. — Finalmente alguém esperto! — Abraxas resmungou. — Chamem todos aqui embaixo, por favor. Em poucos minutos a sala comunal estava repleta de alunos que queriam ajudar a encontrar a garota, Tom adorava quando obedeciam suas ordens, Arian com certeza havia deixado seu dia mais interessante. — O que vamos fazer? — Katerin perguntou. — Os alunos do primeiro ao terceiro ano, por favor pergunte a todos se viram a senhorita Avery hoje, procurem ela na biblioteca também — disse firme. — Katerin, Winky e Davina procurem algo no quarto dela, qualquer coisa que parecer suspeito serve. — E nós? — Nós vamos procurar sua irmã ao redor do castelo, quem quiser ajudar será bem-vindo. — Os sonserinos não questionaram, apenas o seguiram. — Melhor subir logo — disse a senhorita Crockett. — Vocês sabem quem é a companheira de quarto dela? — Davina perguntou seguindo a amiga. — A nojenta da Greengrass. — Katerin revirou os olhos. — Quem? — A outra que vive em cima do Malfoy, além da sua amiga. — Que amiga? — Winky perguntou ríspida. — Sabe muito bem do que estou falando, dá licença. — Passou pelas garotas e entrou no dormitório. — O que pensa que está fazendo? — Senhorita Greengrass disse levantando-se. — Estamos procurando por Arian, você viu ela? — Winky perguntou. — Não, e é óbvio que ela não está aqui. Podem ir embora. — Estamos procurando pistas, se não vai ajudar fique quieta. — A loira a encarou e logo começaram a procurar por algo em suas coisas. — Ela deve ter algum diário — disse Davina enquanto virava seu colchão. — Pode ser, mas ela não deixaria tão amostra assim — disse Winky vasculhando algumas gavetas. — Mas com certeza a companheira de quarto deve saber, Celeste? — O que? — Onde ela guarda o diário? — Katerin parecia estar dando uma ordem. — Sério? — Revirou os olhos — O baú tem um fundo falso. — Aqui! Achei. — Crockett comemorou. — Leia as últimas páginas. Davina deixou as amigas lendo as anotações da sonserina e olhou embaixo da cama, havia uma garrafa de uísque. Como Arian havia levado aquilo para a escola sem ninguém perceber? Ao lado havia um pergaminho amassado, logo a morena o pegou e abriu. “Querido irmão, sinto muito por ir embora assim, mas eu preciso viver essa história. Não espero que entenda, mas mamãe e papai jamais me deixariam viver ao lado de um trouxa! O amor é inevitável, juro por Merlin que tentei esquecer Sebastian, mas seu toque, seu beijo... eu preciso estar com ele. Por favor, não me procure! Encontrei minha felicidade ao seu lado e não posso esperar nenhum segundo a mais para viver ao lado do senhor Reis. — Arian Avery." Senhorita Wezen parecia que tinha visto um fantasma em sua frente, quais eram as chances de realmente existir um Sebastian Reis? Ela podia reconhecer esse nome há qualquer momento, seus pais liam "Noite de Reis" desde que ela pode se lembrar. A semelhança a assustava, e a ideia de que a única pessoa naquela escola que conhecia esse nome era Tom a deixava ainda mais apavorada. — Davina? Está tudo bem? — Winky pegou o papel da amiga. — Sim, está. — O que é isso? — Arian fugiu — murmurou. — Sabem quem é Sebastian Reis? Arian escreve sobre ele faz dois anos — disse Katerin folheando as páginas. — É o mesmo nome que ela colocou no bilhete, aqui diz que ele é um trouxa. — A ruiva comentou mostrando o bilhete para a sonserina. Davina não dizia nada, estava lutando contra os próprios pensamentos para não pensar bobagens sobre Riddle. Pode ser uma grande coincidência, afinal, Shakespeare era famoso no mundo trouxa e até alguns bruxos conheciam suas obras. Talvez seus pais gostassem de literatura, Arian escrevia sobre ele há dois anos. Tom estava retornando ao castelo quando a senhorita Crockett apareceu correndo, Katerin estava ao seu lado. As duas pareciam assustadas, Henry as encarou sem entender absolutamente nada. — Tom! — disseram pegando fôlego. — Aconteceu algo? O que encontraram? — Estávamos no dormitório da Arian, a Davina parecia assustada, disse que estava tudo bem, mas ela desmaiou. — Merlin! Onde ela está? — Levamos ela para a enfermaria. — E a minha irmã? — Encontramos um bilhete, ela fugiu. — Katerin respondeu séria. Tom os ignorou completamente, Davina poderia estar precisando de sua ajuda. Era comum desmaiar depois de fazer uma horcrux, ela pode estar mais fraca do que ele pensava. Assim que entrou na enfermaria viu madame Grintty despejando uma poção em sua boca, a garota parecia exausta. — Senhor Riddle, como posso ajudar? — A senhora o encarou esperando resposta. — Vim saber como a senhorita Wezen está? — Foi apenas um desmaio, por algum motivo ela está muito cansada. — Mas ela vai ficar bem? — Sim, ela só... — Logo a conversa foi interrompida pelo corvino que entrou correndo na enfermaria. — A Davina, ela está bem? — Edward perguntou preocupado. — O que está fazendo aqui? — Tom o encarou. — Somos amigos, Winky disse que ela desmaiou do nada. — Aproximou-se da cama. — Ela ficará bem, só vai passar essa noite na enfermaria — disse a Madame Grintty um pouco impaciente. — Logo o horário de visitas acaba, sejam rápidos! Eu já volto. Tom encarou a morena na cama, seus lábios estavam pálidos, sua mão um pouco gelada. Se algo acontecesse com Davina, ele jamais se perdoaria. — Davina? — Acariciou seu rosto — Eu sinto muito, não era para isso acontecer. — Fitz o encarava sem entender absolutamente nada. — Aconteceu algo? — perguntou, mas logo se praguejou em seus próprios pensamentos. — Usamos uma magia hoje cedo, mas afetou mais a ela. — Que tipo de magia? — Do tipo que eu não vou lhe contar. — Edward bufou derrotado e segurou a mão da amiga. — Podemos fazer algo para ajudar? — Na verdade eu posso, mas vai canalizar muita magia. — Eu posso ajudar? — Riddle o encarou sem entender muito bem porquê o rapaz queria ajudar, mas agora não era hora de perguntas. — Tem certeza? Pode ser exaustivo. — Davina me ajudou quando precisei, nada mais justo do que retribuir. — Riddle sorriu de lado e segurou a outra mão da garota. — Repete as palavras que vou dizer. — Estendeu sua mão e segurou a do rapaz — Praesidium do tibi. — Praesidium do tibi. — Os garotos disseram juntos, em poucos segundos a mão da garota estava quente novamente, aos poucos seus lábios e pele tomaram cor novamente. — Está funcionando! — Não pare. — Repetiram a frase mais algumas vezes e logo pararam, suas respirações estavam ofegantes, mas Davina parecia mais saudável — Obrigado. — Não precisa agradecer. — Rapazes, o que estão fazendo? — Madame Grintty entrou na sala e os encarou. — Só estamos fazendo companhia para ela. — Fitz respondeu sorridente. — Bom, eu preciso que saiam. O horário de visitas já acabou e amanhã poderão ver a senhorita Wezen. Os garotos assentiram e saíram da sala, Tom odiava a ideia de não poder ficar com sua namorada quando ela mais precisava. Mas sabia que reclamar e bater o pé só faria com que a senhora Grintty o transfigurasse. — Então, vocês acharam Arian? — Edward encarou o moreno, que já havia até se esquecido da suposta fuga. — As garotas encontraram um bilhete no dormitório, pelo pouco que soube ela fugiu. — Que loucura, não? Mas eu até entendo a Arian, a pressão da família é um saco. — Riddle o encarou sem entender o exato momento em que deu a******a para Fitz falar sobre seus problemas. — Não é fácil para ninguém — murmurou. — Quer beber um pouco? Pode te ajudar. — Eu acredito que o senhor Lament não vai gostar da minha companhia. — Isso não é problema, a Crockett disse que não pode ir hoje. A Davina, bom. — Suspirou — Tomamos algo mais suave. — Tudo bem, mas não vou tolerar provocações. — Relaxa, Riddle. A comunal da sonserina parecia estar vazia, o único barulho que podia-se ouvir era o choro de Henry Avery, o garoto estava inconformado com o egoísmo da irmã, largar toda sua família e amigos para se misturar com um trouxa? Como ela pode? — Nós precisamos avisar ao diretor, Henry. — Katerin acariciou seu ombro tentando confortá-lo. — Sabe a vergonha que minha família vai ter quando descobrir isso? — Henry... — A loira sentou ao seu lado — Logo ela volta, quando perceber que seu mundo é aqui, Arian não vai pensar duas vezes antes de largar esse trouxa e voltar para casa. — Você acha? — Limpou seu rosto. — Tenho certeza! Ela ainda é inocente, precisa aprender com a vida. — Certo, você pode ir comigo? — Claro! Vocês vem? — Eu preciso arrumar minhas coisas. — Winky respondeu com a expressão cansada. — Não estou afim. — Abraxas respondeu seco. — Tudo bem, o que menos preciso é de platéia — disse Avery e saiu da comunal ao lado de Katerin. — Bom, mistério resolvido — disse Winky sem graça. — Boa noite. — Onde vai? — Abraxas a encarou. — Para o meu quarto, por quê? — Pode me ajudar com uma coisa antes? — Claro, o que? — Vem, eu te mostro. — O loiro subiu alguns degraus e entrou no corredor que dava acesso aos dormitórios masculinos. — O que estamos fazendo aqui? — Eu queria passar minhas férias com você. — Sorriu malicioso deixando a garota corada — Pode me ajudar a separar algumas coisas no quarto? — Que coisas? — Vem, eu te mostro. Winky parecia hipnotizada com a situação, finalmente seu desejo por anos estava prestes a ser realizado. Se ao menos por um breve momento ela tivesse olhado para o final do corredor, teria visto que Neil Lament estava assistindo toda a cena. — Então, onde estão as coisas? — Aqui. — Abraxas prendeu a garota na parede e a beijou como se sua vida dependesse disso. A ruiva sentia que seu coração pularia para fora a qualquer momento. — Malfoy, e se alguém aparecer? — O loiro deslizou sua língua por seu pescoço enquanto abria a camisa da garota. — Não se preocupe, Tom não dorme aqui. — Deslizou suas mãos para dentro de sua saia e sorriu. Tom e Edward já estavam bebendo na sala-precisa, não tinham muitos assuntos em comum, na verdade o único assunto era a Davina. — Seus pais gostaram dela? — Tom o encarou. — Ah? Sim, aposto que os seus vão adorar conhecer ela. — Eles estão mortos. — Suspirou encarando sua taça. — Desculpe, eu não sabia. — Não é sua culpa. — Riu fraco — Acredite, estou melhor sem eles. — Sorte a sua. — A conversa foi interrompida quando a porta foi aberta com certa agressividade. — Inferno! — Os rapazes encararam o sonserino que estava tirando seu casaco e gravata. — Está tudo bem? — Não! Acabei de ver a pior coisa que poderia ter visto. — Sentou-se no chão — O que está fazendo aqui? — Encarou Riddle. — Eu o convidei, o que houve? — A Crockett! — Vocês brigaram de novo? — Antes fosse! Quando estava vindo para cá eu a vi entrando no dormitório daquele i****a do Malfoy. — Bufou. — Por que não a chamou? — Tom finalmente disse algo. — E dizer o que? Não transa com ele, porque gosto de você? — Vou te ajudar com isso, vocês vem? — Tom levantou-se. — O que vai fazer? — Vem ou não? Em poucos minutos os rapazes chegaram à comunal da sonserina, Neil praguejou a situação durante todo o caminho. — Certo, me espere aqui. Riddle subiu as escadas em silêncio e logo entrou no corredor, não estava ajudando Neil porque gostava dele ou algo do tipo. Mas sabia que ter ele e Fitzgerald como aliados seria bom no futuro. Sem contar que poder interromper Malfoy parecia ser bem divertido. Sem pensar duas vezes o moreno entrou no quarto e encarou o casal que já estava na cama, ainda aos beijos mas claramente sem roupas. — Ah, desculpe. — Caminhou para seu lado do quarto, fingindo ignorar a cena. — O que está fazendo aqui? — Malfoy o encarou. — Preciso pegar uma documentação, finjam que não estou aqui. — Abriu uma grande pasta. — Abraxas, deixa eu me vestir. — Ele já vai embora, juro. — Continuou beijando seu pescoço. — Não estou confortável, sai. — Imediatamente a garota pegou suas roupas com a varinha e as vestiu, logo saindo do quarto. — Ah, que saco! Que m***a foi essa Riddle? — O que? — Guardou a pasta e colocou um papel em seu bolso. — Eu estava com uma garota aqui, sabe do nosso acordo. — Eu não sabia que estava acompanhado, desculpe. — Como vou conseguir meu dez agora? — Afundou a cabeça no travesseiro. — Estudando? — Sorriu sarcástico — Preciso ir, a monitoria não se faz sozinha. Tom deixou o loiro para trás, irritado e com uma ereção que não passaria tão cedo, logo que chegou a sala Neil o abordou. — E aí, deu certo? — Sim, sugiro que vá para cima logo ou vai perder sua garota. — Obrigado, Riddle. (...) Dois dias passaram-se rapidamente, mas Davina ainda não tinha conseguido tirar o bilhete de Arian Avery de sua mente, sequer estava prestando atenção na aula de poções. — Muito bem alunos, essa é a nossa última aula deste semestre. Parabéns a todos que chegaram até aqui. — Todos sorriram e saíram da sala cumprimentando o professor. — Senhorita Wezen? — Ah? — Está tudo bem? Percebi que estava distraída durante a aula. — Apenas alguns problemas bobos. — Sorriu guardando suas coisas. — Se precisar de alguém para conversar, estou ao seu dispor. — Obrigado, é muito gentil da sua parte. — Estou aqui para ajudá-los. — Davina assentiu e foi em direção a porta, mas antes de sair virou-se para o professor que organizava seus materiais de aula. — Professor? — Sim, senhorita Wezen? — O senhor estudou sobre todas as magias para poder dar aulas, certo? — Boa parte delas, por quê? — Há algumas semanas atrás, eu estava na sessão reservada procurando runas antigas para o meu projeto, e acabei lendo sobre uma magia muito curiosa. — E qual magia seria? — Se não me engano chama-se horcrux, o senhor conhece? — Sim, mas por que esse tipo de magia lhe interessa? — Mesmo tentando parecer calmo, sua expressão de espanto não o ajudava muito. — Não me interessa não, professor. Mas eu tenho uma dúvida, poderia me ajudar? — Se eu puder. — Por que para fazer essa magia precisa tirar a vida de algo? — Bom Davina, os anos de vida de uma criatura passa para a outra. Por isso essa magia terrível é feita entre humanos. — Como assim? Eu li em alguns livros que pessoas usavam animais. — Creio que este livro esteja errado, para criar uma horcrux uma vida humana deve ser ceifada, alguns animais não tem tanto tempo de vida, seria inútil usá-los. — Davina não gostou muito da resposta que recebeu — Alguma outra dúvida? — Não senhor, obrigado. A garota saiu quase correndo da sala de poções e entrou de imediato na comunal da sonserina, negava com todas as forças que tudo isso fosse real, era apenas uma terrível coincidência. — Está tudo bem? — Winky encarou a amiga. — Sim, estou bem. — Jogou sua bolsa na cama. — Sorte a sua, eu estou péssima. — Aconteceu algo? — Graças ao seu namorado, não. Acredita que ele entrou no quarto bem na hora em que Abraxas e eu estávamos na cama? — Acredito, já me contou isso umas dez vezes — respondeu descendo as escadas. — Onde vai? — Preciso de ar. A sonserina caminhou lentamente pelos corredores do castelo, torcendo para não encontrar Tom no caminho. Como ela perguntaria isso? E se ele ficasse ofendido? Em poucos minutos aproximou-se do lago n***o e encarou a luz do sol que insistia em penetrar a imensa escuridão. Apoiou sua cabeça em uma das árvores e suspirou fechando seus olhos. — Você está linda, sabia? — A voz firme chamou sua atenção — Como foi sua última aula? — Riddle sentou-se ao seu lado. — Eu estava quase dormindo e a sua? — Chata. — Sorriu — Fiquei tão preocupado no domingo. — Acredite, eu não vou a lugar algum. — O rapaz sorriu e a puxou para seus braços, mesmo que não demonstrasse tanto afeto em público, ele gostava de poder abraçá-la ali, no mesmo local onde deram seu primeiro beijo. — Espero, aconteceu algo? — Beijou seu pescoço enquanto a fazia se aproximar ainda mais, a abraçou com as pernas e encararam o lago naquela posição, um atrás do outro. — Posso te fazer uma pergunta? — Claro. — Não quero te ofender, mas isso está me matando. — É sério assim? — A morena assentiu e finalmente tomou coragem. — Na noite que encontrei o bilhete de Arian, havia um nome familiar nele. — Qual? — Sebastian Reis. — Riddle sentiu seu corpo gelar, como pôde esquecer que Davina ligaria os nomes? — Igual ao livro noite de Reis? — Sim. — Suspirou — Eu andei pesquisando e descobri uma coisa sobre isso. — Mexeu em seu colar. — O que? — A apertou contra si. — Horcruxes são feitas apenas quando se tira uma vida humana, porque a vida animal é muito curta. — Mas funciona também — murmurou e a garota assentiu. — Então? — Eu matei Arian Avery? ...
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