Davina sentia seu coração acelerar a cada toque do rapaz em seu corpo, Riddle adorava causar essa sensação na garota. Suas respirações estavam ofegantes antes mesmo de fazerem “algo a mais", mesmo que um simples toque os deixassem em êxtase.
— Davina?
— Hum? — sussurrou enquanto o rapaz beijava seu pescoço.
— Você tem certeza disso?
— Eu quero você, Riddle. — Sorriu mordendo seus lábios.
— Quem diria senhorita Wezen — sussurrou. — Nós não vamos esperar.
— O que está querendo esperar? — Abriu sua calça, podia sentir o m****o do rapaz pulsar contra sua i********e.
— Só não quero te pressionar.
— Não está me pressionando. — Riddle sorriu e depositou vários beijos em seu rosto.
— Será sempre minha, Davina. — Selou seus lábios — E quero que isso seja especial para nós dois, algo inesquecível.
— Mas vai ser.
— Eu sei que vai, mas na hora certa. E por favor, não coloque suas roupas. — A morena gargalhou o analisando.
— Palhaço.
Os meses passaram-se rapidamente, com o tempo Davina acabou cedendo e voltando a falar com Neil. Mesmo que ele odiasse o fato de que ela e Tom estavam mais próximos do que nunca, jamais falaria nada sobre a relação do casal.
Restavam apenas mais uma semana de aula antes das férias de verão, finalmente Tom sentia que seu plano podia ser colocado em prática, já havia testado se a senhorita Avery faria o que ele pedia ou ao menos insinuasse o que gostaria que ela fizesse, o que certamente foi feito com muita descrição.
A sonserina estava feliz, seu projeto com Tom estava quase completo e ele parecia mais interessado do que nunca. Arian murmurou a senha da comunal e foi direto para seu quarto, precisava guardar seus pertences para retornar a sua casa com seu irmão. Assim que entrou em seu quarto avistou uma garrafa de uísque de fogo em sua cama com um bilhete vermelho.
“Me encontre em Hogsmeade, perto da antiga cabana. Preciso te mostrar algo, lembre-se não conte a ninguém, querida."
O bilhete desapareceu em suas mãos, enquanto um sorriso estava sendo estampado em seus lábios. Seria essa manhã que Riddle faria sua declaração? Suspirou animada e foi direto para seu armário escolher uma roupa especial para a ocasião.
Tom havia acordado mais cedo do que costumava, teria que começar a pôr seu plano em prática ainda essa manhã. Já que combinou de passar a tarde deste sábado na cabana em Hogsmeade e se tudo desse certo ajudaria Davina a fazer sua horcrux, mesmo sem contar algumas partes desta magia o que ajudou muito a convencer que era uma boa ideia.
— Onde vai com tanta pressa, Riddle? — O rapaz encarou a loira em sua frente.
— Não lhe devo satisfações, Katerin.
— Abraxas disse que quer te ver.
— Estou ocupado, depois falo com ele.
— Onde vai?
— Não deveria estar com seu namorado? — perguntou caminhando para fora da escola.
— Ele está trabalhando no projeto de runas antigas.
— Tem certeza de que ele não está entre as pernas da senhorita Crockett?
— Malfoy não me trairia, sabe disso. —
Sorriu convencida.
— Claro, ele não usaria uma garota apaixonada apenas para conseguir nota, não? — O moreno sorriu cínico enquanto via senhorita Avery sair dos limites do castelo, seguindo caminho para Hogsmeade.
— Cretino! — Katerin saiu pisando forte para longe do sonserino que aguardava o momento certo para seguir seu plano.
Após um breve momento Tom seguiu para Hogsmeade, primeiro passou na loja DedosdeMel queria comprar algumas guloseimas e voltar logo para o castelo, ao menos foi o que disse ao senhor Flument enquanto pagava por seu chocolate.
A senhorita Avery aguardava próximo às árvores que ficavam perto o suficiente da cabana que Riddle adorava passar os finais de semana e feriados com Davina.
— Fico feliz que tenha vindo. — A voz seca fez a garota suspirar de alegria, por um breve momento achou que o rapaz havia esquecido do encontro.
— Tom! — Arian virou-se empolgada, mas logo a figura com roupas escuras e capuz a fizeram paralisar — Por que está assim?
— Estou com frio. — Tirou o capuz ostentando um belo sorriso em seus lábios, o que deixou a garota mais calma.
— Ah, tudo bem. Então, o que queria me mostrar?
— O que vou te dizer é pessoal, espero que fique apenas entre nós.
— Claro!
— Há alguns anos eu descobri minha origem, mesmo todos falando que meus pais morreram eu não acreditava nisso, sabe? — Suspirou — Foi estranho descobrir tudo de uma vez, minha mãe era uma bruxa maravilhosa Mérope Gaunt. — Sorriu analisando a expressão de confusão da garota — Mas ela faleceu após ser rejeitada por meu pai.
— Eu sinto muito.
— Não sinta, eu o conheci e era só mais um trouxa nojento que abandonou uma mulher grávida! Você não sabe o prazer que foi assistir toda a família Riddle implorar por suas vidas, meu tio que me perdoe, mas alguém precisava ser o culpado.
— Co-como? — Arian sentiu seu corpo suar frio, o rapaz parecia estar falando sobre assuntos banais tamanha a frieza.
— Não se preocupe, peguei o que era meu. — Mostrou o anel em sua mão — Naquela noite depois de muita discussão e insultos eu finalmente fiz a minha primeira horcrux com a ajuda daquela família estúpida.
— Horcrux?
— Sabe a parte engraçada? Eu não queria fazer isso, só queria saber o motivo por ele me odiar tanto, ele disse cada coisa. Depois da breve reunião em família, eu conheci os Gaunt e então tudo fez sentindo. O motivo pelo qual falo com as cobras, o porquê sou da sonserina e o mais importante o sangue de quem corre em minhas veias, Salazar Slytherin.
— Eu preciso ir, meu irmão deve estar me procurando...
— Não — disse ríspido. — Você vai ouvir cada palavra que tenho a dizer, tudo bem querida? — Arian apenas assentiu com medo do rapaz — Eu escutei alguns rumores no meu primeiro ano em Hogwarts, todos diziam que Salazar havia feito um local especial para os alunos da sonserina e lá guardava o seu bichinho de estimação que o ajudava a purificar o sangue bruxo.
— Isso é apenas uma lenda, Tom.
— Eu também pensava assim, até encontrar a passagem e melhor a criatura! Foi então que continuei o legado de Salazar, todos os nascidos trouxas que cruzavam meu caminho.... foi incrível! Até a intrometida da Murta Warren me atrapalhar. — Revirou os olhos — Por culpa daquela garota quase fecharam a escola.
— Por que está me contando tudo isso? Você vai me m***r?
— Não, Arian eu não vou te machucar. Só quero que entenda o porquê você é tão especial para mim.
— E... por quê?
— No começo desse semestre a senhorita Wezen entrou na escola, no início acreditei que era apenas mais uma garota tola. Mas algo nela me chamou atenção, entende? O olhar risonho, a maneira que ela me olha como se eu fosse algo extraordinário, a inocência em seus gestos mesmo quando tenta me provocar. Nunca me senti assim antes, você já sentiu isso?
— Não. — Engoliu seco enquanto tentava manter sua postura.
— É assustador e maravilhoso, fico confuso quando estou ao seu lado. Por isso eu decidi que quero passar toda a eternidade com Davina. E é aí que você entra, minha querida. — Sorriu acariciando o rosto da garota — Eu só tenho que lhe agradecer por me proporcionar isso.
— Do que está falando?
—Shi. — Riddle puxou sua varinha e antes que a garota pudesse fazer algo para se defender ele a transformou em um coelho — Eu preciso que fique por perto enquanto eu não chego, tudo bem? — Pegou o coelho em seu colo e o acariciou — Prometo não demorar.
O rapaz colocou o coelho dentro de uma gaiola que fez em poucos segundos e o deixou escondido entre as árvores. Nunca esteve tão ansioso quanto estava durante essa manhã, não precisaria fazer muito para que Davina fizesse a magia.
Os alunos pareciam ansiosos para as férias, alguns estavam se preparando para a formatura, outros apenas procrastinando até o último minuto para arrumarem suas coisas. Senhorita Crockett estava empolgada, Abraxas estava ajudando no projeto de runas antigas e já havia até a elogiado, se isso não era o destino ela não sabia o que era.
— O que vai fazer durante as férias, Winky? — Abraxas perguntou analisando cada movimento da garota.
— Ah... meus pais querem visitar minha família, acho que vou com eles e você?
— Esse ano não farei nada extraordinário.
— Pensei que ficaria com Katerin.
— Ela vai para a Bulgária, e acredite a senhorita Beauts não é a pessoa mais divertida para passar as férias.
— Vocês não são tipo namorados? Deveriam aguentar os defeitos um do outro. — O loiro gargalhou com a afirmação da ruiva.
— Não mesmo, eu jamais namoraria alguém como Katerin. — Suspirou — Não me leve a m*l, mas uma garota que se entrega tão rápido não é digna de um casamento. Se é que me entende.
— Ah, ela pode ter se entregado porque quer um futuro com você. — Winky se odiou por defender a senhorita Beauts, mas ouvir Malfoy falar desta maneira a deixou incomodada.
— Não mesmo, sempre deixei as coisas bem claras. Viu o Riddle essa manhã?
— Não, ele deve estar com a Davina, eles só vivem juntos agora.
— Te entendo, eu também quero meu amigo de volta — murmurou. — Ela está usando alguma poção do amor com ele?
— Como? Claro que não! Por que ela faria isso?
— Você sabe como essas garotas são, e Riddle nunca havia se aproximado tanto de alguém assim.
— A Davina é adorável.
— Eu sei, o que ela viu nele?
— Por que se importa tanto com isso?
— Tom não tem riquezas, é órfão e morou com trouxas durante quase toda sua vida. O que ele pode oferecer para uma dama?
— Amor, carinho? — O loiro gargalhou novamente.
— Isso não vale de nada, senhorita Crockett! O casamento precisa ser algo bom para os dois, manter a pureza do sangue, acumular mais tesouros, um nome digno para ser carregado.
— Tom é um ótimo bruxo, com certeza vai se dar bem na vida.
— Se você diz.
— Pensei que fossem amigos.
— E somos, por isso não gosto da aproximação com a senhorita Wezen, ela o desvia de seu objetivo. — Winky parou de transferir os desenhos e encarou o loiro.
— Qual objetivo?
— Nada demais, estamos terminando?
— Falta pouco.
Os sonserinos ficaram boa parte do tempo em silêncio, exceto quando Abraxas reclamava do projeto que precisava ser feito para poder concluir a matéria.
Davina estava totalmente distraída encarando a grande estante de livros na biblioteca, há algum tempo estava querendo saber mais sobre a magia que a deixaria imortal. Gostaria de viver para sempre ao lado do sonserino, mas precisava saber das consequências dessa magia, afinal de contas estavam falando sobre repartir sua alma.
— Adoro quando fica séria assim. — A voz murmurou chamando sua atenção.
— E eu odeio quando faz isso, senhor Riddle. — Sorriu amigavelmente — Onde estava?
— Resolvendo alguns assuntos com o orfanato. — Bufou — Preciso da assinatura de seus pais para poder viajar, tudo bem?
— Claro, eu falo com eles. — Lentamente o moreno aproximou-se.
— O que está procurando?
— Nada demais, só gostaria de poder ler sobre a magia que me contou.
— Está procurando no lugar errado, fica na sessão reservada. Eu posso te ajudar se estiver com dúvidas.
— Não estou com dúvidas, é só que... e se eu não conseguir fazer?
— Você é uma das melhores bruxas que eu conheço Davina. — Acariciou seus cabelos — Você pode fazer o que quiser.
— Não sei se consigo tirar a vida de um animal indefeso.
— É apenas a seleção natural, meu amor. Eu te garanto que ele não vai sentir dor alguma, vai ser rápido.
— Estou com medo.
— Não fique! Lembre-se, ficaremos juntos para todo o sempre.
— Vai fazer a sua quando? — Riddle suspirou e a abraçou.
— Estou cuidando disso.
(...)
Após o almoço o casal de sonserinos decidiu passar o resto do dia em Hogsmeade, já que na próxima semana estariam indo embora para a casa, queriam aproveitar o máximo de tempo possível sozinhos.
— Quer comprar algo para comermos?— Tom analisou a garota.
— Você quer algo?
— Não.
— Só vou pegar um chocolate e já volto.
— Tudo bem, vou te esperar mais à frente.
O sonserino caminhou lentamente entre as lojas, procurou a gaiola que estava próxima às árvores e a encarou, precisava se concentrar ao máximo para poder tirar Arian da gaiola. O que conseguiu fazer, antes de pensar conjurou um feitiço onde todos os seus órgãos se contrariam apertando seu pulmão.
— Tom?
— Ah? — balançou a cabeça saindo de seus pensamentos.
— O que está olhando?
— Nada, querida. Vamos?
— Claro.
Em poucos minutos o casal já estava na pequena estrada a caminho da antiga cabana, Davina contava os dias para poder fazer a viagem com o bruxo, que desejava tanto quanto ela poder conhecer o mundo ao seu lado.
— Está ouvindo isso? — A morena parou de caminhar se concentrando no grunhido que estava ouvindo.
— O que?
— Esse barulho, está vindo de lá. — Logo que se aproximou, Davina observou o animal gemer de dor no chão, seus pelos brancos estavam sujos de sangue — Meu Merlin, Tom!
— O que é isso? — perguntou cínico aproximando-se da garota.
— O que acha que ele tem? Será que caiu de algum lugar? Vamos te ajudar, amiguinho. — Acariciou a cabeça do animal, que encarava Riddle.
— Ele deve estar tendo alguma daquelas crises, já ouvi falarem sobre isso no mundo trouxa.
— E o que fazemos?
— Nesse estado que ele está, a coisa mais sensata a se fazer é acabar com sua dor.
— Eu não posso fazer isso. — Levantou-se do chão.
— Essa é a oportunidade que estávamos precisando amor. — Segurou em seu rosto fitando seus olhos — Não vai estar tirando a sua vida, mas acabando com seu sofrimento.
— É um animal indefeso. — Fechou os olhos, não queria ver o animal daquela maneira, seus gemidos eram cada vez mais altos.
— Por isso mesmo, olhe para mim... você é uma boa pessoa Davina e pode acabar com a dor que ele está sentindo, sua vida terá algum significado. — A morena limpou algumas lágrimas que insistiam em cair.
— Eu preciso de um objeto, não? Só tenho uma barra de chocolate. — O rapaz sorriu fraco e encarou seu pescoço.
— Use o colar, a pedra obsidiana é forte e sempre estará com você. — A garota assentiu e segurou sua varinha apontando para o coelho que parecia tentar fugir — Faça Davina.
— Me perdoa, por favor. — Fechou os olhos — Avada Kedavra!
Logo o silêncio tomou conta do local, a criatura já não fazia barulho algum. Davina se recusava a abrir seus olhos, talvez tivesse visto o sorriso vitorioso que seu namorado estampava em seus lábios, agora ela seria dele.
— Está tudo bem. — Acariciou seu rosto — Termine o feitiço, meu amor.
Davina apenas obedeceu o bruxo e conjurou o feitiço para separar sua alma, sentia sua magia esvair de seu corpo enquanto dizia aquelas palavras. Por um breve momento a morena desmaiou, mas antes que caísse ao chão, Tom a segurou e levou para dentro da casa.
O moreno havia visto o colar brilhar, sabia muito bem que a garota tinha conseguido concluir o feitiço. Assim que entrou deitou Davina no sofá da cabana e a deixou descansar um pouco, caminhou para fora novamente e decidiu limpar a bagunça que haviam feito.
— Olá Arian — murmurou encarando o animal ao chão. — Eu disse que não te machucaria, mas espero que entenda o que preciso fazer agora. Não se preocupe, sua família vai entender o porquê a querida filha fugiu da escola para se casar com um trouxa. — Sorriu malicioso.
Agitou sua varinha, fazendo com que tudo que estava ali fosse jogado para dentro da floresta proibida, as outras criaturas cuidariam para que nada fosse descoberto.
(...)
Senhorita Wezen dormiu por algumas horas, nunca havia se sentido tão fraca quanto agora, prometeu a si mesma nunca mais usar magia das trevas.
— Acordou? — A garota olhou para o lado e viu o rapaz colocar lenha dentro da lareira — Está tudo bem?
— Só estou cansada, onde estamos?
— Na nossa cabana, tome um pouco de água vai se sentir melhor. — Entregou-lhe um copo.
— Obrigado, nós conseguimos?
— Sim, estou muito orgulhoso de você. — Sentou-se ao seu lado.
— Sabe que eu nunca mais farei algo assim novamente, não sabe?
— Sim, não se preocupe, ficaremos juntos para sempre. — Puxou a garota para seus braços e sorriu.
— Para sempre. — Suspirou, sentia-se feliz ao ouvir aquelas palavras — Riddle, posso te contar um segredo?
— Claro. — Encarou seus olhos, adorava a inocência que eles lhe transmitiam.
— Talvez seja muito cedo para dizer isso. — Suspirou — Mas não consigo guardar isso somente para mim. Eu amo você, Tom Riddle.
O rapaz ficou sério sem demonstrar nenhuma reação, ninguém jamais havia lhe dito essa pequena frase repleta de sentimentos bons e reais. Ele deveria dizer o mesmo? Agradecer? Como se portar nessa situação?
— Não vai dizer nada? — Davina perguntou desanimada.
— O silêncio é o mais perfeito arauto da felicidade. Eu estaria pouco feliz se pudesse dizer o quanto. — A garota sorriu.
— Shakespeare.
— Gosto como você me entende.
Os dois sorriram e selaram seus lábios, queriam se entregar aos seus desejos. Mesmo que estivesse certo de seu sentimento pela senhorita Wezen, Riddle não estava pronto para dizer em voz alta e a amava por ela entender que isso era difícil para ele.