capítulo quatorze

2782 Palavras
Finalmente domingo havia chegado, Edward estava inquieto, durante toda a manhã caminhava sem parar de um lado para o outro esperando a senhorita Wezen aparecer no local combinado. Mesmo estando apavorado com a situação, ao menos ele teria uma amiga para lhe fazer companhia enquanto seu pai reclamava de seu comportamento. — Eu sinceramente espero que sua mãe cozinhe bem — disse Davina enquanto se aproximava do rapaz. — Não se preocupe. — O moreno sorriu — Está muito elegante. — Obrigado. — E está de azul. — Quero ganhar uma nota alta, não? — Sabe que não precisa disso para ganhar nota. — Eu sei, mas gosto de ajudar. — Podemos ir? — Claro. Os colegas caminharam até Hogsmeade em busca de uma lareira para poderem viajar com o ** de flú. Após muita reclamação de Davina que estava com medo de sujar sua roupa, eles foram para Londres. — Tem certeza de que estão em casa? — A garota perguntou batendo em seu vestido para tirar a poeira. — Sim, marcamos às onze. — Fitz lançou um feitiço simples fazendo a garota ficar limpa novamente — Mamãe? Fique à vontade senhorita Wezen. — Não vou sair da sua cola. — O rapaz riu e caminhou para fora da casa. — Devem estar lá fora. Fitzgerald passou pela porta e a segurou para Davina passar, de longe a garota avistou um homem alto bem parecido com Edward, mas um pouco mais velho e um rapaz também moreno ao seu lado. Duas mulheres conversavam perto de uma árvore, pareciam não estar gostando muito da conversa. — Edward! — disse a Senhora Fitzgerald animada, enquanto ia em direção ao filho. — Chegou há muito tempo, querido? — Oi mãe, não. Nós chegamos há uns cinco minutos. — Quem é sua amiga? — A senhora sorriu. — Ah, esta é Davina Wezen! Davina, essa é minha mãe. — É um prazer conhecê-la, senhora Fitzgerald — disse estendendo sua mão a cumprimentando. — O prazer é meu, senhorita Wezen. Venha conhecer o resto da família. Julian, o Edward chegou. — Logo o senhor caminhou até o filho e apenas o cumprimentou com um aperto de mão. — Oi filho, como está? — Bem, pai — respondeu firme. — Essa é a senhorita Wezen. Todos se cumprimentaram, Fergus não parava de encarar a garota, mesmo que sua futura esposa não percebesse os olhares do rapaz, seu irmão havia notado e não gostou nenhum pouco da situação. — Então Ed, estão juntos há quanto tempo? — Fergus encarou o irmão. — Ah nós... — Dois meses. — Davina sorriu segurando o braço do garoto que estava completamente confuso. — Entendi, também é da corvinal? — Não, eu sou da sonserina. — O que seus pais fazem? — Senhor Fitzgerald perguntou analisando a garota. — Meus pais são pesquisadores, eu os ajudava mas decidi vir morar com meus tios em Londres, não dá para focar nos estudos viajando sem parar. — Eu concordo! Quando comecei a trabalhar no Ministério pensei que viajaria para todos os lugares, mas os sonhos só nos fazem quebrar a cara. — Todos ficaram em silêncio com a afirmação do homem, mas logo seu filho mais velho quebrou o gelo. — O pai da Helena é medibruxo, papai. — Sério? Qual a especialização? — Se me dão licença, vou mostrar a casa para a senhorita Wezen. — Edward caminhou calmamente para dentro da casa com a garota enquanto seu irmão contava vantagens mais uma vez para seu pai. — Mostrar a casa? — Você está ficando maluca? — Como? — Subiram as escadas. — Por que mentiu para eles? Se descobrirem a verdade... — Mas não vão, só não achei legal a maneira como seu irmão estava se comportando. — Eu disse que ele era e******o. — Não se preocupe com isso. — Riddle vai me m***r. — Fica tranquilo, ele não tem com o que se preocupar. Aqui é o seu quarto? — Durante três meses ao ano, sim. As paredes do quarto eram brancas, a decoração azul se destacava no meio de toda aquela imensidão branca assim como a de seu dormitório em Hogwarts. Como no quarto de Tom Riddle e por toda a casa da família Fitzgerald havia uma estante repleta de livros, sobre magia e até mesmo contos e lendas. — Não fica aqui durante as festas? — Acredite, eu quero estar o maior tempo possível longe dessa casa. — Suspirou. — Seus pais não parecem ser tão ruins assim. — Você está aqui Davina, o que achou da Helena? — Ela é bonita. — Você achou? — Você não? — Loiras não são o meu tipo. — E quais são? — O rapaz sorriu e colocou o cabelo da morena atrás de sua orelha. — Se eu contar, vou ter que te m***r minha querida. — Isso é fofo e assustador. — Davina sorriu. — Ei. — Algumas batidas na porta chamaram a atenção dos amigos — Mamãe mandou avisar que o almoço já está pronto. — Fergus sorriu malicioso olhando a morena. — Já estamos indo — respondeu Edward. — Certo. Enquanto Davina fazia companhia para o amigo, Tom Riddle passava a tarde tentando terminar o seu espelho para a aula de runas antigas. Mesmo que Arian Avery não fosse a melhor dupla que o rapaz poderia ter, ela faria parte de um plano maior para o jovem. — Pode pegar as formas? — Tom perguntou seco. — Sim. — A garota abaixou-se e as colocou sob a bancada — Acha que conseguimos terminar antes de anoitecer? — Se começarmos agora. Tom permaneceu em silêncio apenas fazendo os desenhos em uma de suas placas, sua mente não parava de pensar em alguma maneira para manipular a garota, ele faria o possível e o impossível para ter Davina ao seu lado. As horas passaram voando, antes que pudesse notar o relógio já marcava quatro e meia da tarde, se perguntava se talvez Davina já tivesse chegado. — Tom, você está namorando? — Como? — A encarou sério. — Ah... é que as pessoas estão comentando, desde que a Davina chegou na escola estão quase sempre juntos. — Estamos juntos agora? — Ergueu uma de suas sobrancelhas tentando intimidar a garota, todos sabiam o quanto Arian babava pelos corredores atrás do sonserino que nunca sequer deu uma gota de esperança a ela. — Não — respondeu um pouco sem graça. — Então está solteiro? — Isso te interessa? — Voltou a estampar as runas sob o vidro em sua frente. — Não, desculpe. Se ao menos a garota soubesse as habilidades que o rapaz já havia desenvolvido durante seus anos em Hogwarts, ela com certeza não teria pensado algumas palavras que deixou Tom animado, “Muito na verdade, se ao menos me desse uma chance, faria qualquer coisa para estar com você." Finalmente o moreno tentou fisgar ela, teria que tomar cuidado pois se a senhorita Avery contasse aos quatro cantos que o rapaz ao menos insinuou algo, ele poderia perder sua garota. Tom apoiou sua mão próximo a da garota e apenas a deixou imóvel, sabia que ela havia notado a aproximação, pois seus pensamentos eram os mais sujos que ele já havia escutado em toda sua vida. Davina estava receosa, seu amigo parecia estar mais bravo do que o comum, com certeza isso se deve às provocações do irmão durante o almoço. — Quais os planos para depois da formatura, Ed? — Fergus encarou o irmão com o olhar provocador. — Falta muito até lá. — Já deveria estar pensando em algo filho! — Senhor Fitzgerald comentou enquanto saboreava sua torta de limão — Sabe o que vai fazer, senhorita Wezen? — Ah bom... Eu sempre quis ser medibruxa, estou com um pouco de dúvida mas com certeza é a primeira opção. — Isso sim é um ótimo plano! Espero que consiga colocar juízo na cabeça do meu filho e o fazer esquecer isso de criaturas. — Davina sorriu e assentiu totalmente sem graça. — É uma área tão importante quanto, papai — murmurou Edward. — Mas não lhe dará prestígio algum! Veja só seu irmão, Fergus assinou um contrato com a equipe de quadribol da Irlanda e está sendo convidado pelo próprio ministro a fazer parte de sua equipe — disse orgulhoso. — E quando ele vai embora? — Encarou o pai sério. — Como? — Ah! Me sujei. — Davina chamou a atenção de todos para si, o que menos queria nesse momento era uma briga em família que ela sequer participava — Posso usar o toalete? — Claro, querida. — Senhora Fitzgerald respondeu simpática — Fergus a acompanhe, por favor. Os dois levantaram-se e caminharam em direção a um corredor um pouco estreito, o silêncio entre os dois era ensurdecedor. Fergus parecia analisar cada passo da garota, assim como Tom fazia. — Eu sei o que está fazendo — murmurou baixo o suficiente apenas para que a garota pudesse o ouvir. — Desculpe, não entendi. — Não se faça de boba! Eu sei o que está fazendo com meu irmãozinho. — E o que estou fazendo? — Parou de caminhar e encarou o rapaz à sua frente. — Está tentando fazer ele parecer melhor do que é, infelizmente essa tarefa é inútil. — Não estou fazendo nada disso. — Como não? Eu reparei a expressão dele quando perguntei sobre vocês. Mas por que está mentindo assim? O que ele te prometeu? — Acredito que a relação de um casal é só entre eles dois. — O rapaz riu fraco e encarou seus olhos. — Deveria saber qual irmão a faria uma mulher de verdade, não um garoto. — Obrigado, mas não estou nenhum pouco interessada. Se me dá licença. — Fechou a porta do banheiro sem fazer cerimônia alguma e se limpou rapidamente. — Você quem sabe — disse voltando para a mesa. A refeição logo terminou, os pais do garoto ficaram por um bom tempo conversando com Helena, enquanto os jovens brincavam no jardim. — Fitz? Está tudo bem? — O que acha? — Não, fica tranquilo, ao menos seu irmão não está te provocando. — Graças a você, meu pai te adorou. Ficou te elogiando quando foi ao banheiro. — Não foi o meu melhor momento. — Fergus fez algo? — Ele disse que estamos mentindo e que eu deveria saber qual irmão me faria mulher de verdade. — b****a! Se quiser posso dar um jeito nele. — Não se preocupe, estamos indo bem. — Ele sempre faz isso. — Edward revirou os olhos — Deixe ele pensar o que quiser, certo? Não vamos passar dos limites por bobagem. — O que achou que íamos fazer, Fitz? t*****r na mesa do jantar? — Tom me mataria e depois te mataria. — Riu fraco. — Com certeza. — Ainda está brava com o Neil? — Um pouco, sabe por que ele estava tão bravo? — A morena o encarou. — Ah... Não posso te contar, é pessoal. — Sério? O que Neil faz de tão errado que eu não posso saber? — Não é você, são todas as pessoas. Talvez um dia eu te conte. — Se você quer assim. — Suspirou encarando o céu, se perguntava o que Tom poderia estar fazendo a essa hora. (...) A noite logo chegou, Davina havia acabado de tomar seu banho não achou que o almoço com a família Fitzgerald seria tão estranho quanto foi. O que mais lhe deixou irritada foi os olhares de Fergus que quase a comia somente com os olhos. Logo saiu da comunal e resolveu ir até a torre de astronomia, não havia visto Tom durante o dia todo, sequer sabia se ele estava na escola. — Está perdida? — Uma voz rouca chamou sua atenção. — Ah! Que susto. — A garota deu um pulo para trás — Riddle! — Como foi o almoço? — Estranho. — Quanto? — Muito, o pai do Fitz vive comparando os filhos e o irmão dele é um b****a. — Que problemão, não? — Sim. Como foi o seu dia? — Passei o dia inteiro preso na sala das caldeiras derretendo pedras e transferindo desenhos. — Por isso está com esse cheiro, agora eu entendi. — Sorriu cínica. — Acabei de tomar banho, como posso estar com cheiro r**m? — Hum... um mistério. — Sente meu cheiro, não deve estar tão r**m. — Aproximou o pescoço da garota que respirou fundo sentindo seus pulmões se encherem com seu perfume — Está r**m? — Não — sussurrou. — Está bom, muito bom para falar a verdade. — O rapaz sorriu e a encarou. — Você também não está nada m*l. — Isso é um elogio? — Se eu falar que sim, você vai ficar com vergonha? — A pressionou contra a parede. — Talvez sim. — Encarou os lábios vermelhos do rapaz. — Isso está ficando impossível, Davina — murmurou. — O que? — Passou os braços por seu pescoço. — Não querer arrancar sua roupa e te sentir. — A puxou para perto, a garota estava com as bochechas rosadas. — Por que não faz? — Sorriu maliciosa. — Não quero te desonrar, só depois do casamento, não? — Você pensa em se casar? — Só com você. Finalmente a agarrou com os braços e depositou um beijo leve e calmo em seus lábios. Davina sentiu seu coração ficar cada vez mais acelerado, só de ouvir o que o sonserino havia dito, ela criava sonhos e planos para o futuro. — Não está muito cedo para pensar em casamento? Daqui a pouco vai estar falando de filhos. — Riu fraco. — Eu concordo, mas podemos deixar claro nossas intenções. Quero ficar o resto da minha vida ao seu lado e depois dela também. — Conseguiu nossa pedra filosofal? — Está falando sério? — A abraçou encarando o céu escuro. — Por que não estaria? Não encontrarei ninguém melhor para viver ao meu lado, sei que jamais faria algo para me machucar ou a qualquer outra pessoa. — O que acha de um casal? Podemos chamar o garoto de Louis e a garota de Maia. — Maia, como a estrela? — Sim, não gosta? — É bonito. — Tom beijou sua bochecha e sussurrou. — Eu prometo que te farei feliz, por toda nossa existência. — Davina suspirou sorrindo. — Quem é você e o que fez com o Tom Riddle que eu conheci? Bruto e seco? — Tem razão, quer ir para o meu dormitório brigar e t*****r? — Estragou o momento. — Soltou-se do rapaz que ria com a sua expressão. — Foi você quem pediu. — Chato, o que vai fazer durante as férias? — Infelizmente terei que voltar para o orfanato. — Revirou os olhos. — Quer ir para a Itália comigo? — Como? — Meus pais iam passar as férias na Itália comigo, mas eles não vão poder ir e me deram as passagens. O que me diz? — Vou ficar desconfortável com seus pais pagando a viagem. — Deixa de bobagem, vai ser legal. Teremos um quarto para nós. — O puxou pelo casaco — Podemos ficar igual aos turistas. Por favor? — Me convenceu. — Isso! — Sorriu — Vou adorar fazer essa viagem com você. — Vai ser um prazer, senhorita Wezen. — A beijou — Mas está afim de ir para a minha comunal? Podemos ficar só conversando, eu prometo. — Certo, vamos. O casal desceu a escadaria e caminhou calmamente pelos corredores. Não haviam muitos alunos pela escola, a maioria estava visitando sua família durante o final de semana. Tom m*l entrou em seu quarto e a beijou, não se importou nenhum pouco com o barulho que poderia chamar a atenção da garota que estava no quarto ao lado. Logo os dois estavam com suas roupas de cima abertas, Davina descobria cada parte de seu corpo. — Davina? — sussurrou. — Hum? — Pode não pegar aí, por favor? — Te machuquei? — Não, é só que... Não quero fazer nada que possa se arrepender. — Já fizemos isso antes. — Sim, foi ótimo... Mas não consigo me controlar te vendo assim. — Assim? — Tirou sua camiseta devagar, revelando seus s***s para o moreno. — Ah... é — murmurou encarando seu corpo. — Você é perfeita. — Acha mesmo? — Tirou sua saia ficando apenas de lingerie. — Muito. Riddle a puxou para seus braços e deitou-se na cama, mesmo não querendo t*****r agora, o seu desejo era ainda maior pela garota. Não importava o que as pessoas diriam sobre ele estar se entregando a uma relação que m*l começou, só queria se sentir amado.
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