LK narrando- eu achei que as coisas iam dar certo na minha vida, quando a Isa entrou nela, más eu não tô nesse mundo pra sair ganhando nada de bom não, desde pequeno foi assim , a felicidade foi curta comigo, e boto fé que vai ser desse jeito até o ultimo dia, o filho da p**a do antigo dono do Turano matou foi minha família toda na minha frente, e ainda me criou , fui obrigado a olhar dia após dia nos olhos de quem me tirou tudo, eu aprendi com ele a ser pior do que ele, só não aprendi a matar, é f**a uma p***a de um bandido que não aperta o gatilho, que manda matar porquê não consegue fazer.
Sacanagem foi a Isa falar na minha cara que nunca me amou, que ficou comigo porquê tava grávida que queria saber como era ficar com bandido, á vai tomar no **, pilantragem do c*****o, sempre dei tudo o que essa dona quis, vacilei com ciúmes dela , porquê ela é cheia de não me toque, não queria fazer amor e sempre que fazia era rápido e parecia que nem gostava, boto fé que ela nunca me amou mesmo não, parecia que tinha nojo de mim pô, ai como que não eu vou pensar que ela não tem outro? parecia que tava sempre escondendo alguma parada, toda hora calada, só ficava de boa na frente dos outros, eu amo ela véi, eu amo aquela patricinha , más eu vivo sem meu pais não vou viver sem mulher, quero é ver , agora é só nois eu e a Iasmim, não quero olhar na cara dessa dona nunca mais, depois nós ver como ela ver a filha dela que eu também não vou impedir, vida que segue nessa p***a, a função vai me deixar ocupado pra não pensar em parada errada. Tava na boca quando o Samurai entrou .
Samurai- de qual foi mano? a Isa ligou e a Aymê saiu doida pra ficar com a Iasmim.
LK- mulher é tudo igual véi, ela meteu o pé irmão, eu não vou forçar barra com ninguém tá ligado, quer ir vai pô, más vai sabendo que não volta.
Samurai- vixi que paia véi, tú vacilou com ela ? qual foi o B.O?
LK- que nada mano, surtou falou que só queria ver como era sentar pra bandido e ficou no morro porquê engravidou e agora meteu o pé.
Samurai- c*****o mano, dona maluca eim? história m*l contada da p***a, e tú tá como com nesse bagulho ai?
LK- se liga mano, eu não tô nem ai, vou criar minha filha e seguir em frente, né assim que funciona? levantar da queda limpa a poeira e seguir parceiro, não vou ficar lamentado por causa de filha da p**a nenhuma não.
Samurai- tô ligado, nós é cria do mesmo sistema e tú sabe que eu tô contigo, e não abro mano.
ele tá é desacreditando de mim.
LK- ai irmão a Iasmim já ta acostumada com Aymê vou trocar ideia com ela, vou pagar uma ponta forte ai pra ela cuidar da Iasmim enquanto eu tô de plantão, mulher vai e volta , filho não parceiro a filha é minha e eu vou cuidar tá ligado?
Samurai- boto fé irmão, vai pra tua casa pô, a Aymê tá lá já leva a ideia que tu quer com ela, vai esfriar a cabeça e deixa que eu assumo aqui.
LK- nunca falhei um plantão , não vai ser hoje.
Samurai- é ordem parceiro!
Puta que pariu, agora todo mundo vai ficar com pena de novo, alá o coitado do órfão , e a mulher ainda largou ele , tomar no ** c*****o. Más de boa,é bom que eu já desenrolo essa ideia com a Aymê .
Aymê narrando- eu nem sei o que pensar, é difícil se colocar no lugar do outro quando a dor é individual, por mais que eu pense , imagine o que a Isa deve ter sentido a vida inteira , eu não tenho como saber , não posso julgar, más ver a Iasmim assim tão pequena e indefesa, sem culpa de nada do que aconteceu com a mãe, sendo abandonada, deixada para trás, saber que a Isa tentou impedir ela várias vezes de nascer é tão triste, imagina descobrir que sua mãe não te quis antes de nascer e não quis depois de nascida.
Eu espero que a Isa se cure rápido desse trauma, que busque ajuda, e repare esse rastro de dor que ela tá deixando para trás, a Iasmim chorou, eu preparei uma mamadeira pra ela, ela tomou tudo , coloquei ela para assistir desenho. A porta da sala se abriu e por um segundo de esperança eu achei que ela tivesse voltado atrás, más é o LK.
LK- e ai ela já foi?
Aymê- já!
Ele sentou no sofá , a Iasmim foi correndo para os braços dele, ele abraçou ela e começou a chorar, meu coração doeu por ver ele assim.
Aymê- sinto muito LK.
LK- tá de boa pô!
não tá! e eu não sei se um dia vai ficar de boa pra ele, senti vontade de contar tudo para ele, pode ser que justifique o fato dela ter ido embora, más ao mesmo tempo transforma ela em uma vilã e pode ascender um lado muito r**m dele, acho que ele já tá sofrendo o suficiente pra ter que encarar uma verdade tão dolorosa.
Aymê- tudo bem chorar LK, ajuda a colocar um pouco da dor pra fora.
LK- valeu, é que eu falei que não ia chorar, más quando eu entrei aqui eu não consegui segurar tá ligado?
Aymê- ela ama você LK, e um dia eu sei que vocês vão concertar essa história.
LK- ama p***a nenhuma! más eu não quero falar nela não.
Aymê- eu vou embora então.
LK- fica quero trocar uma ideia com você, quero que você cuide da Iasmim nos meus plantões, meu plantão na boca é a tarde e fico até anoite quando samurai me rende, então quando tú chegar da faculdade já vai ter que subir pra ficar com ela.
Aymê - poxa LK, é que eu tô com as minhas notas ruins eu preciso estudar.
LK- num me deixa na mão não véi, tú pode estudar ai enquanto cuida dela, é só cuidar dela pô, tú não vai fazer mais nada, ela nem dá trabalho, eu vou te pagar uma ponta firme.
Eu preciso estudar, e não vai ser a mesma coisa se eu tiver que olhar a Iasmim, más eu não quero deixar a Iasmim ser cuidada por uma pessoa que não vai cuidar dela direito, e o dinheiro vai ajudar em casa ainda mais agora que o Jeff vai ser pai.
Aymê- eu cuido dela, más vai ser na minha casa , aqui não.
Eu sei que tenho tido uma proximidade com traficantes ultimamente, más o que eu penso deles não mudou em nada.
LK- de boa , eu deixo ela e busco todos os dias na sua casa, valeu Aymê.
Dei um beijo na Iasmim, o LK me levou até a porta.
Aymê- tchau LK, fica bem.
Ele balançou a cabeça em sinal de positivo e eu sai. Desci o morro, com vários olhares em cima de mim, o povinho fofoqueiro, com certeza eles viram a Isa saindo com malas e já criaram histórias sobre o que aconteceu, sonho com o dia que eu também vou embora desse lugar, não como a Isa foi, más vou sair daqui para o lugar que eu mereço estar.
Cheguei em casa cansada, fui direto para o meu quarto, o dia hoje não foi dos melhores, prova r**m, minha melhor amiga foi embora, estou ficando com o dono do morro, a ultima parte é pior porquê é uma escolha minha, o que eu tô fazendo da minha vida? parece que tá indo ladeira a baixo, e não precisa ir muito longe para entender quando eu comecei a rolar pela a ladeira, Samurai! foi desde que ele cruzou meu caminho que as coisas tem dado tão errado.
Claudia- Aymê?
Aymê- oi maezinha.
Claudia- pode me ajudar com a janta?
Aymê- posso sim!
Levantei e fui descascar algumas verduras , enquanto a minha mãe cozinha.
Claudia- você tá mesmo com o Samurai?
Eu não estou pronta para dizer que eu estou sendo tudo que um dia disse que não seria, me sinto fraca por ter mudado de ideia e de sentimento pelo samurai, sinto que falhei.
Aymê- estamos ficando mãe, más não é nada sério.
Claudia- eu gosto do Samurai, más nós duas sabemos o que ele faz, então Aymê toma cuidado minha filha pra não trair ele, pelo amor de Deus, ele é bom eu sei, más nunca se sabe minha filha até onde vai a bondade e nem a maldade de alguém como ele.
Aymê- não temos nada sério mãe, eu não quero nada sério com ele.
Claudia- ele não parece que pensa como você, ele tá levando isso a sério Aymê, eu sei que você é capaz de magoar ele, ele não merece , então vou te dar um conselho de mãe , se você não gosta dele , se não consegue corresponder ele , para enquanto é tempo .
Aymê- mãe falando assim parece que ele quer casar, ele não quer mãe , daqui a pouco ele enjoa de mim e parte pra outra.
Claudia- eu vi o Samurai crescer Aymê, eu nunca vi ele olhar pra ninguém como ele olha pra você, e você sabe disso, ele ama você minha filha, se você não sente o mesmo, sai enquanto é tempo, não deixa ele ficar ainda mais envolvido.
Aymê- e se eu falar para a senhora que não consigo ficar longe dele.
Claudia- eu sei que você também ama ele, más eu te conheço o suficiente para saber que a sua ganancia vem antes de qualquer coisa, e você não mediria esforços para conseguir o que quer , mesmo que seja trancando o próprio coração.
ela tem razão eu nem cogito ficar nesse lugar por nada e nem por ninguém. Bateram na porta.
Jeff- eu abro!
ele levantou abriu e o samurai entrou.
Samurai- e ai moleque de boa?
Jeff- e ai samurai, de boa!
meu coração quase sai pela boca é algo incontrolável . Ele vem caminhando até a cozinha como se fosse de casa.
Samurai- que cheiro bom dona Claudia.
Claudia- obrigada, como vai meu filho?
Samurai- eu tô firmão e a senhora?
Claudia- eu tô bem também.
Ele nem olhou pra mim, fingiu que eu nem existo, será que fiz alguma coisa errada.
Aymê- oi Samurai, eu moro aqui sabia?
Samurai- de rocha?
Ai que vontade de pegar essa faca e descascar ele também. Minha mãe riu.
Aymê- acabei mãe!
Claudia- pode deixar ai em cima, obrigada filha.
Aymê- por nada.
joguei o pano de prato em cima da mesa e entrei no meu quarto com raiva. Ele entrou no quarto eu sei que é ele, só pelos passos pesados, estava virada para a parede e continuei, o quarto está escuro então não posso vê-lo.
Aymê- sai daqui!
Samurai- Porquê a Isa foi embora?
Aymê- eu não sei.
Samurai- eu odeio que mintam pra mim, e eu não vou perguntar de novo.
Ele falou com um tom de voz sério e eu diria que até assustador.
Aymê- eu não posso te falar.
Samurai- ela traiu meu mano?
Aymê- não, porquê você quer tanto saber? quer saber até mais que o LK, ele não me perguntou nada, mesmo sabendo que somos tão amigas e que talvez eu pudesse saber o que de fato aconteceu.
Samurai- não interessa, você vai contar agora o que aconteceu, porquê quem passa pano pra errado é errado também .
Aymê- eu não vou contar.
Samurai- você vai!
ele puxou a minha mão e me fez sentir a pistola que tá na cintura dele, eu estremeci só de pegar no metal gelado, minha respiração ficou lenta, eu senti medo dele, medo como eu sentia antes, eu senti pavor e comecei a tremer e querer chorar.
Samurai- fala logo c*****o!
Aymê- ela foi estuprada a vida toda pelo pai dela desde criança, ele morreu em cima dela, obrigou ela a abortar várias vezes, ela tentou abortar a Iasmim e fez outro aborto depois de um filho do Lk, ela não consegue fazer amor com o LK porquê lembra do pai, tem medo de não proteger a filha assim como a mãe dela não protegeu ela, ela ama ele más não suporta quando ele toca nela.
Eu contei os segredos da minha amiga, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, por medo, as mão ainda tremulas, o coração parece que vai sair do corpo de tão forte e tão rápido que tá batendo.
Samurai- pronto, doeu falar a verdade?
Doeu muito, porquê não é uma verdade minha, más eu não consegui responder, o medo ainda circula por mim. Ele passou a mão no meu rosto.
Samurai- tá chorando? tremendo?
Aymê- eu não quero mais ver você, eu não quero mais, nunca mais.
Samurai- foi m*l, eu tô com a cabeça quente, eu sei que o LK tá m*l ele é meu mano, tenta entender p***a!
Aymê- por favor sai daqui, por favor.
Samurai- eu não vou contar pra ele.
Aymê- faz o que você quiser , más vai embora.
Os passos dele saindo parecem mais pesados ainda, a sensação gelada da arma ainda está na minha mão, eu fechei os olhos e lembrei do meu pai, do assaltante morto, e da criança morta no chão, eu chorei tanto que a minha cabeça doeu, ele não é diferente e nunca vai ser, e eu posso ser mais uma para somar as estatísticas é só esperar ele ficar de cabeça quente.
Claudia- Aymê, vem jantar o samurai não quis esperar.
Aymê- tô sem fome mãe, qualquer coisa eu como mais tarde.
Acabei dormindo, acordei , olhei no celular várias ligações e mensagens dele, eu não li , são uma e meia da manhã, a casa tá silenciosa, eu ascendi a luz do meu quarto me olhei no espelho, o rosto inchado, peguei meu portfólio, uma folha em branco e comecei a desenhar pensando na Isa, desenhei um vestido de manga longa preto com a parte de baixo rodada simulando aço, na frente um cadeado, no rosto um véu preto tampando totalmente o rosto, é assim que nós mulheres vivemos, obrigadas a nos proteger, trancadas, a culpa é da roupa curta, do rosto bonito, das curvas que Deus fez, a culpa é nossa por despertar desejo, que desejo uma criança de onze anos é capaz de despertar? as lagrimas caíram em cima do desenho e borrou a saia do vestido.
Não consegui mais dormir, aproveitei para estudar, tenho que arrumar o dinheiro para pagar a prova, eu não posso perder o semestre por causa de uma prova, foquei no que importa e estudei até de manhã, desliguei o despertador do celular, entrei no banheiro, tomei banho, me arrumei , fiz um café forte, tomei , peguei minhas coisas, tenho que sair mais cedo para pegar o ônibus , fiquei triste por lembrar que não tenho mais a companhia da minha amiga.
Assim que eu abri a porta dei de cara com o carro do samurai parado na frente da minha casa, não olhei para frente, passei de cabeça baixa.
Samurai- Aymê?
Eu não respondi. Ele desceu do carro e veio atrás de mim.
Samurai- desculpa véi , por favor.
Ele falou com a voz suave nem parece o mesmo que tava no meu quarto ontem me ameaçando.
Aymê- tá desculpado.
Samurai- deixa eu te levar na faculdade?
Aymê- não precisa.
Samurai- deixa vai?
Aymê- se eu não deixar você vai pegar a arma e atirar na minha cabeça? é assim que funciona?
Samurai- não, eu não tenho coragem de machucar você, machucar você é como me machucar.
Aymê- me esquece Samurai.
Eu abracei o caderno e desci o morro, o carro da Rafaela parou do meu lado e eu nunca fiquei tão feliz em ver a Rafa, consegui respirar aliviada, ele não vai vim atrás dela.
Rafa- vamos amiga?
Eu nem consegui responder, eu abri a porta do carro e entrei.
Rafaela- aconteceu alguma coisa? você parece assustada.
Aymê- tá tudo bem.
Rafaela- foi o samurai, eu vi ele te secando, amiga você é tão linda , tão inteligente merece alguém muito melhor que ele.
Aymê- obrigada por se preocupar.
Rafaela- o professor Daniel parece gostar tanto de você.
Eu mudei de assunto, não quero falar da minha vida com ela.
Aymê- eu ainda não falei com o neném , não vi ele ontem.
Rafaela- eu acho que ele tá afim de outra.
Aymê- ele gosta de você.
Rafaela- o que aconteceu com a Isa pra ela ir embora assim?
Aymê- eu não sei.
Ela começou a falar várias hipóteses que ela acha que levariam a Isa a ir embora do morro, eu fiquei aliviada quando vi o prédio da faculdade graças a Deus, sai do carro como se tivesse fugindo da forca.
Rafa- nos vemos no intervalo?
Aymê- claro.
Claro que não! Entrei na faculdade e fui direto para a sala, não quero correr o risco da Rafa vim atrás de mim, a sala tá vazia, ainda tá cedo, o Daniel entrou na sala.
Daniel- Bom dia!
eu olhei para trás coloquei minhas coisas na carteira, peguei só a garrafinha para encher de água.
Aymê- Bom dia!
Ele me abraçou com carinho como se soubesse o tanto que eu preciso de colo, ficamos abraçados por alguns segundos.
Aymê- corrigiu as provas?
Daniel- ainda não, devo corrigir no final da semana.
Aymê- assim eu morro professor.
Ele sorriu gentil, sentou na cadeira dele e eu sai para encher a minha garrafa, eu encontrei a Isa, um combo de sentimentos se instalou em mim, saudades, tristeza, alegria por ver ela, culpa por ter contado tudo.
?Tadinho Do LK, já tem um carga de tristeza tão pesada, e agora acredita que a mulher que ele ama nunca amou ele. A Aymê vai ajudar a cuidar da Iasmim. Espero que tudo se resolva para o casal. Aymê segue dividida , más o sentimento pelo nosso bandido ainda fala mais alto. p***a Samurai despertou na nossa marrenta o medo de novo, ela acabou contando tudo, o que samurai vai fazer com a informação? ele disse que não vai contar para o LK ,será? Aymê ficou magoada e não quer mais ver ele, poxa bandido deu mole eim cara, ela tá certa mano, não dá pra brincar com essas coisas, você que lute para correr atrás do prejuízo. Daniel tá ai de braços aberto para consolar a Aymê, será que ela vai contara para Isa que teve que falar tudo para o Samurai? E A Isa o que pretende fazer longe do Turano?