Emily narrando... Duas semanas. Foi o tempo que levou pra poeira baixar depois do último pagode e da invasão que quase levou tudo pro buraco. A comunidade ainda tava em estado de vigília, mas vivo. E o morro... o morro respirava. Pit e Cachorro, como bons chefes de território, decidiram que era hora de devolver alegria pro povo. Fizeram outro pagode, dessa vez sem sangue, só samba, cerveja e… surpresa. A laje tava cheia, o povo animado. Eu e Sofia trocávamos olhares cúmplices enquanto a roda de samba comia solta. O clima tava diferente, como se algo grande fosse acontecer — e aconteceu. Cachorro subiu no improvisado palco. O olhar dele me buscou no meio da multidão e, como se o mundo todo tivesse se calado, ele pegou o microfone: Cachorro: Jacarezinho, ouve aqui… hoje não é só samba,

