Novinho narrando... O tempo passou, e a dor deu lugar a uma espécie de aceitação, não vou mentir, tem dias que acordo e sinto um aperto no peito ao lembrar da Lauane, a minha irmã, a minha pequena. Mas ela escolheu aquele caminho, por mais que eu tente entender, não posso mudar o que aconteceu. No início, foi difícil aceitar que ela não estava mais aqui, fiquei me perguntando o que eu poderia ter feito de diferente, se tinha alguma forma de impedir. Mas não dá pra viver no “e se”, Lauane traçou a própria jornada, e agora eu tô aqui, seguindo a minha. O que me conforta é saber que, apesar de tudo, eu tentei, tentei alertar, tentei ajudar, mas ela não quis me ouvir. E no fundo, eu sei que não sou culpado por ela ter feito as escolhas dela, mas ainda assim, meu coração fica apertado às vez

