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O CEO e a Funcionária Que Ele Nunca Esqueceu

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Sinopse

Ele é Lorenzo Martins, o implacável CEO do Grupo M&M, conhecido por sua frieza, perfeccionismo e controle absoluto. Nenhuma emoção o domina — até que ele a conhece.Sofia Duarte, uma funcionária dedicada e discreta, nunca imaginou que um homem como ele pudesse notar alguém como ela. Mas o destino é traiçoeiro.Durante uma visita rotineira ao setor administrativo, Lorenzo a vê pela primeira vez — e o mundo dele muda silenciosamente.Olhares se cruzam. Palavras são medidas. E um sentimento proibido começa a florescer, escondido entre reuniões, relatórios e o medo de serem descobertos.Mas quando a família de Lorenzo descobre o envolvimento, a guerra começa.A mãe dele, Helena Martins, faz de tudo para afastá-los, arquitetando um casamento arranjado que garantiria poder e status à empresa.Sofia, sufocada pela pressão e pelo medo de destruir a carreira de Lorenzo, decide ir embora, deixando para trás o amor mais intenso da sua vida.Anos depois, o destino os reúne novamente.Sofia agora é viúva — e mãe de uma garotinha de olhos castanhos idênticos aos de Lorenzo.Ele, embora mais maduro e solitário, nunca conseguiu amar outra mulher.Ao reencontrá-la, Lorenzo descobre o que sempre soube no fundo da alma: o amor deles nunca morreu.E, com o tempo, descobre também o maior segredo de todos — a filha que ele nunca soube que tinha.Entre intrigas, ressentimentos e a luta contra o passado, Lorenzo fará de tudo para recuperar o que perdeu: a mulher que ele nunca esqueceu… e a família que o destino lhe negou.

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Capítulo 1 – O Primeiro Olhar
O som dos saltos no piso de mármore ecoava pelos corredores do Grupo M&M. Todos sabiam o que isso significava: o CEO estava vindo. Lorenzo Martins raramente descia até os andares comuns. Quando o fazia, o ar parecia mudar de densidade. As vozes baixavam, os olhares se desviavam e até o café nas xícaras parecia esfriar por respeito. A visita dele naquele dia não estava prevista. Era apenas mais uma inspeção de rotina — ao menos, era o que diziam. Mas Lorenzo não fazia nada sem motivo. Ele caminhava com a postura de quem nasceu para mandar, o terno preto impecável, o olhar analítico observando cada detalhe. Era o tipo de homem que não precisava levantar a voz para ser ouvido. Bastava existir. Quando entrou no setor administrativo, o burburinho cessou. Cada funcionário voltou ao teclado como se digitasse pela própria sobrevivência. Lorenzo passou por algumas baias, fazendo perguntas curtas, observando gráficos e relatórios. Até que a viu. No canto do escritório, uma moça de cabelos castanhos presos de forma simples digitava concentrada. Tão focada que nem percebeu que o presidente da empresa se aproximava. Sofia Duarte. O nome estava no crachá pendurado no peito. Lorenzo observou por um instante — tempo suficiente para perceber que havia algo nela que o fazia esquecer por um momento quem ele era. — Bom dia. — A voz dele soou firme, porém mais suave do que o habitual. Sofia se assustou, quase derrubando a caneta. Quando ergueu os olhos, se deparou com aquele olhar frio e intenso que todos comentavam. Só que, de perto, ele não parecia tão frio assim. — B-bom dia, senhor Martins. — gaguejou, ajeitando a postura. Ele observou a tela dela. — Está revisando os relatórios da filial? — Sim, senhor. Notei um gargalo no sistema de aprovação e… bem, fiz algumas alterações para reduzir o tempo de resposta. Lorenzo arqueou a sobrancelha. — Alterações? Por conta própria? Sofia engoliu seco. — Foi só um teste, senhor. Nada oficial. Ele pegou o mouse e olhou com atenção o que ela havia feito. Em poucos segundos, entendeu. A ideia era simples — mas genial. — Você reduziu o tempo em quase um terço. — disse ele, impressionado. — Quantos dias levou para montar isso? — Um fim de semana. — respondeu, sem conseguir esconder o nervosismo. — Achei que poderia ajudar. Lorenzo assentiu lentamente. — Ajudou. E muito. O silêncio que se seguiu pareceu durar horas. Ele a olhava de um jeito que fazia o ar pesar, como se tentasse decifrar algo que nem ela sabia que escondia. Sofia sentia o coração acelerado, mas tentou manter a calma. Não era hora de perder o controle — não diante do homem mais poderoso da empresa. — Excelente trabalho, senhorita Duarte. — disse ele por fim. — Continue assim. E então se afastou. Mas, mesmo depois que Lorenzo saiu do setor, Sofia ainda sentia o cheiro discreto do perfume dele e a pressão daquele olhar. Tentou se concentrar novamente, mas era impossível. — O que foi aquilo?! — cochichou Júlia, sua colega de baia, assim que Lorenzo desapareceu. — O CEO te olhou como se você fosse o motivo de ele ter descido aqui! — Para, Júlia… — Sofia riu nervosa. — Ele só elogiou o relatório. — Aham. E eu sou a próxima presidente do grupo! — respondeu a amiga. — Amiga, aquele homem não elogia ninguém. Ele manda. E hoje ele olhou pra você como se… — Júlia! — cortou Sofia, corando. Mas no fundo, não conseguiu negar. Havia algo diferente naquele olhar. --- Mais tarde, no 30º andar, Lorenzo tentava trabalhar, mas as linhas do relatório pareciam perder o sentido. Desde que deixara o setor administrativo, não conseguia tirar Sofia da cabeça. “Faz algumas alterações…”, repetiu em pensamento. Havia humildade na voz dela, mas também coragem. E uma clareza de raciocínio que não via há muito tempo em ninguém. Bateu na mesa, tentando se concentrar. Não era o tipo de homem que se deixava distrair. Tinha negócios, responsabilidades e uma família inteira o observando, esperando que ele agisse como um Martins. Mas, por algum motivo, uma funcionária o fizera esquecer disso por alguns minutos. E isso o irritava. --- O relógio marcava seis e meia da tarde quando Sofia percebeu que o escritório estava vazio. Todos já tinham ido embora. Suspirou. Talvez fosse melhor terminar aquele relatório. Assim, teria uma boa justificativa para o nervosismo que sentia desde a manhã. Quando se levantou para ir embora, o elevador abriu — e o coração dela disparou. Lorenzo estava lá. Sozinho. Ela hesitou por um instante, mas ele segurou a porta e disse: — Pode entrar. O som da voz dele preencheu o silêncio, e Sofia obedeceu. O elevador começou a descer, devagar, como se o próprio destino tivesse reduzido a velocidade. — Ainda trabalhando a essa hora? — perguntou ele, olhando o reflexo dela no espelho da cabine. — Só finalizando um relatório. — respondeu. — Gosto de terminar o que começo. Ele virou o rosto para ela. — Gosto disso. Sofia engoliu em seco. — Do quê? — De pessoas que não deixam as coisas pela metade. O elevador parou no térreo, mas nenhum dos dois se moveu de imediato. — Foi bom conhecer sua ideia hoje, Sofia. — disse ele, com uma pausa que parecia esconder mais do que dizia. — Continue sendo… autêntica. Ela apenas assentiu, sem conseguir articular nada. Quando as portas se abriram, ele saiu primeiro, mas olhou por cima do ombro antes de atravessar o saguão. — Ah, e… da próxima vez, tome o café antes que esfrie. Sofia ficou parada, vendo-o se afastar. E teve a estranha sensação de que algo estava começando — algo que ela não tinha coragem de admitir nem para si mesma. --- Naquela noite, Lorenzo ainda pensava nela. Na coragem discreta, no olhar sincero, e na sensação absurda de que, pela primeira vez em anos, alguém o fizera se sentir humano outra vez. E, sem entender o porquê, ele sabia que voltaria ao 17º andar muito em breve.

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