Capítulo 29 – Mandado de Sombra

1956 Palavras

O aviso de Caetano ainda vibrava no rádio quando o ar do 17º ficou mais denso, como se o prédio tivesse entendido a palavra mandado e decidido conter a própria respiração. — Drones no prédio vizinho e ordem de apreensão do Aurora — repetiu ele, entrando com passos longos. — Juiz alinhado. A assinatura saiu há dez minutos. Estão vindo. Vera já estava com o protocolo aberto, o cabelo preso mais alto do que o normal — o sinal silencioso de que o dia iria exigir ossos. — Dois movimentos, então. — Ela enumerou com a calma que segurava o mundo. — 1) Defesa: contramandado via plantão e ofício ao regulador, alegando interesse público e risco de ocultação. 2) Operação: duplicar o Aurora em três cofres fora do prédio. Camada de criptografia e registro em cartório digital. — E 3) — acrescentou Hel

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