Capítulo 6

1191 Palavras
Thalia Abri meus olhos sentindo meu corpo pesado. Tudo ainda estava na mais completa escuridão, e senti minha cabeça doer. Acho que a p***a da bebida estava batizada, porque nunca senti uma dor de cabeça sequer, ainda mais com tão pouca bebida. Tentei me levantar, mas havia um par de braços fortes rodeando meu corpo, e por mais que tudo ainda estivesse escuro, o reconheci pelo cheiro. Matheus deu um verdadeiro show essa noite, e valeu a pena cada minuto. Confesso que me surpreendi muito, ainda mais pela pegada do garoto muito mais novo do que os outros homens com quem estive. A minha realidade atual é que estou com vontade de passar a noite inteira aqui, até clarear o dia e até ficar tarde novamente. Queria ficar deitada, confortável e sentindo o calor masculino, poderia dizer que gostaria muito de ser fodida novamente, da mesma forma que ele me fodeu antes. Porém… _ Ei, acorda. _ Cutuquei o homem. Ele resmungou alguma coisa, me apertando ainda mais contra o seu corpo. _ Matheus, acorda! _ Falei com firmeza. _ O-O que foi? _ Perguntou ele assustado. Mateus sentou na cama, pegando o celular e verificando a hora. Eu fiz a mesma coisa. _ Você tem que ir. Vaza! _ Falei ao me levantar. Caminhei até o banheiro e iniciei meu banho quente. Senti as mãos de Matheus me rodeando novamente, e os lábios dele pousando no meu ombro. _ Te mandei embora, Matheus. _ Resmunguei tentando tirar suas mãos de mim, mas sem sucesso. _ Calma, preciso tomar banho. Não posso sair daqui da sua casa com cheiro de s**o. Seria estranho, ainda mais depois de me verem te trazendo aqui para cima, não acha? Me virei e encarei seu rosto levemente avermelhado. Acabei concordando. Matheus foi carinhoso, esfregou minhas costas com delicadeza, carinho, e me encheu de beijos. Procurei não encará-lo muito, e depois me sequei rapidamente. Eu mesma arrumei a cama, e enquanto ele se vestia me deitei novamente, dessa vez com meu pijama. _ Não vai me dar tchau? _ Perguntou ele, com um sorriso no rosto. _ Sai do meu quarto. E se alguém te ver, é bom que disfarce muito bem! _ c*****o, passamos a noite inteira transando, e você me descarta assim? _ A indignação tomou conta do seu rosto. _ Pra você, é senhorita! E sim, passamos a noite inteira transando, e agradeço sua disposição em me comer bem, porém quero você fora do quarto, e de bico fechado sobre tudo que aconteceu! Se meu pai descobrir, você morre e eu vou acabar de castigo de novo! E a última coisa que eu quero é ter que ficar presa nessa casa olhando pra cara de sonsa da minha mãe e sendo atendida por essas empregadas inúteis! Matheus ficou em silêncio por um tempo, assentiu e saiu do quarto. Não demorou muito e acabei pegando no sono. Mais uma vez não sonhei com nada. Sinto que a minha mente fica completamente vazia quando durmo, e isso me dá um descanso imenso. (...) Abri meus olhos sentindo alguns raios de sol entrando pela janela, e atingindo meu rosto. Finalmente o dia está claro. Me estiquei na cama, sentindo meu corpo inteiro doido. Meu celular começou a vibrar, e o nome no visor me deixou um pouco nervosa, mas nada que eu não possa contornar. _ Bom dia, papai. _ Murmurei desanimada. _ Bom dia? São quase duas horas da tarde, Thalia, e eu sei muito bem que você fugiu de casa ontem, e sei também das suas ameaças ao nosso soldado! _ Não seja tão dramático, papai, e você sabe bem que homossexuais não são bem vindos na nossa famiglia! Meu pai deu um longo suspiro no telefone, fazendo-me revirar os olhos. _ Você é muito prepotente, filha… não sei onde errei com você! Acha mesmo que eu não sei que ele é gay? Acha mesmo que eu não sei que temos dezenas de homossexuais na nossa máfia? Ou você é muito inocente, ou muito covarde! _ Meu pai rosnou as palavras, fazendo um arrepio subir pelo meu corpo. _ Não quero brigar, papai. Eu só fiz aquilo porque… _ Fez porque é maldosa, covarde e acha que é melhor do que todos! Depois do que você falou para a sua mãe, não duvido de nada vindo de você! Quando eu voltar de viagem na semana que vem vamos ter uma conversa muito séria! Semana que vem? Pensei que fossem retornar amanhã… _ Desculpa papai… _ Não é para mim que você tem que pedir desculpas, Thalia! _ Eu não vou pedir desculpas a um empregado! Não seja exagerado! _ Praticamente gritei as palavras, sentindo meu sangue ferver. Mais uma vez ele suspirou. _ Em casa vamos conversar, Thalia. _ E desligou. Sentei na cama atordoada, com minha cabeça voltando a latejar. Desci da cama e lavei o rosto, coloquei um casaco grande por cima do meu corpo, apenas para tampar um pouco do pijama e abri a porta do quarto. _ O que faz aqui? _ Perguntei irritada. Será que ele pensa mesmo que vai conseguir algum tipo de proximidade comigo? _ Apenas a segurança do andar, senhorita. _ Disse ele formalmente. _ Ah… e que horas acaba seu expediente? _ Perguntei curiosa. Pelo o que eu saiba, nenhum soldado faz mais que doze horas por dia, na verdade, meu pai estabeleceu que oito horas já são o suficiente e paga hora extra caso passe disso. _ Acaba em dez minutos, senhorita. Estou cobrindo outro soldado. _ Hum… _ Dei de ombros. Desci até a cozinha, e peguei um copo de água, sentando-me no jardim para pegar um sol. Dei um longo suspiro, acho que dessa vez realmente perdi o controle das coisas, e acabei vacilando. E agora? Como vou contornar tudo isso? Observei de longe Matheus indo embora, com uma mochila nas costas. Como será que é a vida dele? Deve ser uma m***a… ainda mais por ser filho daquele jardineiro. Eles tem cara de pobre, e até o perfume que Matheus usa é barato. Coitados, nunca vão saber o que é viver de verdade. Senti uma presença nas minhas costas e me levantei rapidamente. É sempre assim, sempre! Quando ela aparece aqui, sinto um arrepio muito forte. Apesar de fazer parte da nossa família, tia Olivia é só mais uma sangue sujo que teve sorte, porém tem inúmeras coisas nela que eu admiro, e muitas outras que me deixam com um pé atrás. _ Oi, tia! O que faz aqui? _ Perguntei dando um sorriso sínico. _ Que sorrisinho mais forçado, Thalia. Não precisa se esforçar tanto. Apenas vim ver se tudo está em ordem. _ É claro que está em ordem! _ Rosnei. _ Ah é? _ Ela virou o pescoço em direção a Matheus, que estava longe e conversando com outro soldado. _ Fez mais uma vítima das suas artimanhas? Coitado. Disse ela com um visível desgosto. _ Eu quero você fora da minha casa! _ Falei com palavras firmes. Ela me encarou e deu um sorriso meio torto. Algo difícil de vê-la fazendo, ainda mais direcionada a mim.
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