Thalia
Matheus estacionou na nossa garagem. Esperei até que ele descesse, e quando saí do carro fingi uma tontura.
_ Ei, a senhora está bem? _ Perguntou ao correr em minha direção.
O garoto segurou meu braço com delicadeza, tentando manter-me em pé. Sou boa em fingir, porque a bebida que tomei não fez nem cócegas, quanto mais me deixar tonta.
_ Me leve até meu quarto, por favor. _ Pedi educadamente, mantendo minha mão no rosto, como se estivesse com um m*l estar.
Ele prontamente me pegou no colo, e soltei um grito seguido de uma gargalhada. O rosto dele ficou corado enquanto caminhava comigo pela mansão. Senti que suas mãos me apertaram ainda mais enquanto subia as escadas, como se estivesse garantindo a minha chegada ao topo da escada em plena segurança.
_ Você é forte, Matheus. _ Murmurei as palavras enquanto encarava-o.
Ele nem piscou na minha direção, e continuou fazendo o caminho do meu quarto. Quando paramos em frente a porta, ele me colocou no chão.
_ Não vai me colocar na cama? _ Perguntei fazendo um bico de birra.
_ Sinto muito senhora, é só até aqui que posso ir._ Disse ele todo respeitoso.
_ É senhorita, Matheus. _ Ele ergueu uma sobrancelha. _ Não sou casada.
_ Oh, perdão…
_ Vou perdoar se você me acompanhar até minha cama, daqui até ela é longe. Posso cair e me machucar, e a culpa será do soldado que ficou com medo de entrar no quarto da filha do chefe.
_ Ma-Mas… o senhor Matteo pediu para olhar de longe, não posso entrar no seu quarto. _ Revirei meus olhos e bufei.
Girei a maçaneta da porta e me lancei para dentro, porém, como não sou mulher de desistir do que eu quero, deixei que meu corpo despencasse para frente, e com um movimento rápido Matheus me segurou antes que meu rosto se chocasse com o chão.
_ D-d***a… _ Murmurou ele com o rosto completamente corado.
_ Anda, me leva até o banheiro!
_ Mas não era até a cama?
_ Era, mas preciso ir ao banheiro. _ Matheus obedeceu como um cachorrinho, e assim que cheguei ao banheiro comecei a me despir.
_ E-Eu vou esperar lá fora. _ Antes que ele saísse correndo, como o d***o foge da cruz, agarrei seu braço e puxei com força o corpo masculino contra o meu, fechando a porta e não dando sequer chances de Matheus recusar minha oferta. _ Eu preciso sair.._ Peguei a chave da porta e coloquei na minha calcinha.
Os olhos de Matheus ficaram vidrados nos meus s***s. Deslizei minha mão pelo terno perfeitamente alinhado e puxei a gravata, fazendo com que seu corpo fosse para frente e nossos lábios se tocassem. Matheus nem tentou recusar meu beijo, apenas aceitou o destino, e começou a me beijar com ferocidade. Suas mãos apalparam a minha b***a, apertando com força, e me suspendendo no ar. Cruzei minhas pernas ao redor do seu corpo, e ele me prensou contra a parede gelada, arrancando um suspiro desesperado da minha boca. Uma das mãos dele rasgou um dos lados da minha calcinha, fazendo a chave cair no chão. Ele nem se deu conta disso.
_ Eu quero que você me f**a, soldadinho, e é melhor que seja bom, senão sofrerá consequencias! _ Ameacei.
Não gosto de perder meu tempo com coisas inúteis, e muito menos com coisas ruins.
Ele deu um sorriso convencido, cheio de si. Matheus começou a tirar o terno, peça por peça, me deixando a cada segundo mais ansiosa pelo toque de suas mãos.
Um arrepio cruzou todo o meu corpo, me fazendo parar de prestar atenção no soldado. Olhei para as minhas próprias mãos, que começaram a suar frio. Uma tontura forte me atingiu, fazendo meu corpo despencar em direção ao dele, que mais uma vez me agarrou.
_ Ei… você está realmente bêbada? Pensei que estivesse fingindo.
_ N-Não… eu não estou bêbada. Foi só uma tontura. _ Murmurei achando estranho. _ Anda, tira tudo, preciso de uma f**a para desestressar!
Ordenei. Ele voltou a tirar a roupa, e voltei a me distrair com o garoto. Talvez a bebida estivesse batizada, porém, acho que estou com um pressentimento estranho…