MAYA - A VERDADE QUE QUEIMA

1870 Palavras

Maya Eu não conseguia mais ficar sentada. O sofá tava ali, atrás de mim, mas parecia que ia pegar fogo se eu encostasse de novo. As pernas tremiam, o coração batia igual tambor de guerra, a respiração presa. O Russo tava parado na nossa frente, olhando pra mim e pro Edy como se tivesse decidindo o destino de nós três. O ar da sala parecia pesado, difícil de respirar. Cada gole de ar parecia vir com caco de vidro. Ele respirou fundo. A voz saiu rouca, cansada, mas firme. — Eu quero que você fique aqui no morro até ter o nosso bebê, Maya. As palavras caíram como uma pedra no meu peito. Uma pedra quente, pesada, que foi descendo devagar, esmagando cada órgão, cada esperança, cada pedaço de mim que ainda acreditava em sair daquela casa com vida. Fiquei em silêncio por um segundo. Process

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