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RUSSO

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Sombrio
os opostos se atraem
arrogante
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drama
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intro-logo
Sinopse

Ele manda no morro. Nunca foi fiel. E sempre deixou claro que o amor dele dói. Russo construiu seu império com sangue, medo e poder. No alto da hierarquia, ele controla tudo, menos o caos que carrega dentro de si. Intenso, impulsivo e autodestrutivo, ama do mesmo jeito que domina, sem limites, sem freio, sem saber parar. Maya sempre soube quem ele era. Mesmo assim, escolheu ficar. Entre promessas quebradas, traições e um amor que machuca mais do que acolhe, ela aprende que amar Russo é caminhar à beira do abismo. Até o dia em que algo acontece. Algo que atravessa um limite que nem o amor consegue suportar. Ela foge. Ele não aceita. Porque Russo não perde o que considera seu. E Maya descobre que amar um homem como ele pode ser tão perigoso quanto tentar deixá-lo. Um dark romance intenso, marcado por desejo, poder, obsessão e escolhas que cobram um preço alto demais.

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MAYA - O INÍCIO DE TUDO
Maya 2 anos antes... Eu nunca curti muito esses bailes, sabe? Não é que eu tenha medo ou preconceito, nada disso. É só que o barulho me sufoca, a multidão me aperta, e tudo parece explodir na cara da gente. Sempre fui mais de ficar na minha, observando de longe, sem me jogar de cabeça. Meu irmão Gael vivia zoando que eu nasci com cara de quem tá sempre perdida nos próprios pensamentos, pensando em mil coisas ao mesmo tempo. Talvez ele tenha razão. Mas naquela noite, eu fui. Tipo, me rendi. A Isadora praticamente me arrastou pra fora de casa, dizendo que eu precisava viver um pouco antes de começar a faculdade, que a vida não era só livros e sonhos distantes. A Viviane já tava pronta fazia horas, toda produzida, e a Marcelly só ria, jurando que aquele baile no morro vizinho ia ser histórico, daqueles que a gente conta pros netos. Eu resisti um pouco, mas no fim das contas, cedi. O que custava uma noite fora da rotina? — Relaxa, Maya — a Isa falou, passando gloss na boca enquanto se olhava no retrovisor do carro. — O dono do morro é aliado do teu pai, o Ben. Tá tudo certo, menina. Ben. Meu pai. Engraçado como esse nome ainda carrega um peso diferente quando alguém solta assim, no ar. Pra mim, ele sempre foi só pai, o cara que me criou com mão firme, mas com amor. Pro resto do mundo, ele era o Ben: respeito, medo, poder absoluto. Eu cresci no meio disso tudo, cercada por olhares curiosos e sussurros, mesmo sem nunca ter pedido por nada disso. Era como se eu fosse parte de um império que eu nem entendia direito. O carro subiu devagar pela ladeira, o som do funk já vibrando no meu peito antes mesmo de a gente descer. Era alto, daqueles que faz o chão tremer. Luzes improvisadas piscando, gente espalhada pela rua toda, risadas ecoando, copos na mão balançando. O morro tava respirando vida naquela noite, pulsante, quente, como se o ar inteiro estivesse carregado de eletricidade. Desci do carro ajeitando o vestido curto demais pro meu gosto — a Isa insistiu que ficava perfeito em mim, que realçava minhas curvas e me fazia parecer mais confiante. O ar tava quente, grudando na pele como um abraço indesejado, e eu senti aquela velha sensação de estar fora do lugar, mesmo estando exatamente onde eu nasci e cresci. Meus pés pisavam no asfalto irregular, e eu tentava não tropeçar nos saltos que eu m*l sabia usar. — Não some, hein? — a Viviane avisou, rindo alto. — Aqui é fácil de se perder na muvuca. Assenti com a cabeça, sorrindo de leve. Eu nunca fui de sumir. Pelo menos, não até aquela noite. Caminhamos juntas no começo, dançando um pouco, rindo das besteiras que a Marcelly contava, bebendo só o suficiente pra relaxar. Eu não curto exagerar no álcool; prefiro sentir as coisas com clareza, mesmo que isso signifique que as dores batam mais forte depois. A música pulsava, corpos se roçando na pista improvisada, e eu me deixava levar devagar, sentindo o ritmo entrar no sangue. Foi aí que eu senti. Não vi primeiro. Senti. Aquela sensação de estar sendo observada é diferente de tudo. Não é paranoia, é instinto puro. Meu corpo reagiu antes da minha cabeça: um arrepio subindo pela espinha, os pelos do braço se eriçando, o coração acelerando um pouquinho. Virei o rosto devagar, procurando no meio da multidão, e encontrei os olhos dele. Azuis. Claros como o céu de verão, mas frios e quentes ao mesmo tempo, como se pudessem queimar ou congelar dependendo do humor. Ele tava encostado mais atrás, longe da bagunça principal, camiseta preta colada no corpo musculoso, braços tatuados cruzados sobre o peito, postura de quem não precisa se esforçar pra ser notado. O tipo de homem que não sorri fácil — e quando sorri, é como uma promessa misturada com ameaça, algo que te faz querer fugir e ficar ao mesmo tempo. Meu olhar subiu sem querer, percorrendo o rosto dele: barba por fazer, maxilar forte, e então... parou. Acima da sobrancelha direita, tatuado em letras firmes, pretas e ousadas: Russo. Meu estômago revirou de um jeito estranho, uma mistura de curiosidade e alerta. Eu já tinha ouvido esse nome mil vezes. Claro que tinha. Quem não tinha? Russo era o dono daquele morro, o cara que mandava em tudo ali. Aliado do meu pai, perigoso pra caramba, respeitado por uns, temido por outros. Comentado em conversas que sempre paravam quando eu chegava perto, como se fosse segredo de estado. Mas ninguém nunca tinha me mostrado ele. A tatuagem parecia mais do que um nome; parecia um aviso gritante, tipo "não se aproxime se não aguenta o tranco". Ele percebeu que eu li. E sorriu de lado, um sorriso lento, predador, que fez meu pulso acelerar. Foi ali que eu devia ter virado o rosto. Devia ter ido embora, procurado as meninas e dado um jeito de cair fora. Devia ter escutado qualquer sinal que meu corpo estava mandando. Mas eu não fiz nada disso. Fiquei ali, presa no olhar dele, como se uma força invisível me segurasse. Ele veio até mim com calma, abrindo espaço entre as pessoas como se o mundo simplesmente cedesse pro caminho dele. Ninguém ousava barrar. Quando parou na minha frente, a música pareceu abaixar sozinha, o barulho virando um zumbido distante. — Você é a Maya — ele disse, voz grave, tranquila demais praquele caos todo. Não foi pergunta, foi afirmação, como se ele já soubesse tudo sobre mim. — Sou — respondi, curta e grossa. Sempre fui assim, sem rodeios. Ele inclinou levemente a cabeça, me analisando sem disfarçar. Não era um olhar vulgar, daqueles que te despem na hora. Era avaliador, intenso, como se estivesse memorizando cada detalhe: o contorno dos meus lábios, a curva do meu pescoço, o jeito que meu vestido grudava no corpo suado. — Filha do Ben. Assenti de novo, sentindo um calor subindo pelo peito. — Sim, sou eu mesma. — Pensei que fosse mais velha, tá ligado? — ele falou, com um sotaque carioca puro, daqueles que arrastam as palavras e te envolvem toda, amo. Arqueei uma sobrancelha, cruzando os braços pra disfarçar o tremor leve nas mãos. — E eu pensei que você fosse mais baixo. Tipo, menos... imponente. Ele riu. De verdade. Um riso curto, surpreso, ecoando baixo no meu ouvido, como se não estivesse acostumado a ser respondido daquele jeito. Os olhos dele brilharam, e eu senti um puxão no estômago. — Gosto de mulher que não abaixa a cabeça, tá ligado? Papo reto, você é braba. — Então você gosta de pouca gente — falei, antes de pensar, as palavras saindo quentes. O sorriso dele cresceu, mas os olhos continuaram sérios, escuros, cheios de algo que eu não conseguia nomear. Desejo? Curiosidade? Perigo? — Russo — ele disse, estendendo a mão tatuada, os dedos longos e fortes. Olhei pra mão, depois pra tatuagem na sobrancelha, depois pra ele de novo. — É, eu sei. Quando toquei sua mão, senti um choque rápido, quente, subindo pelo braço como eletricidade. Ele apertou de leve, firme, como se já soubesse exatamente a força que queria usar comigo. Não soltou logo; deixou os dedos roçarem nos meus, um toque que durou segundos a mais do que o necessário. — Tá desconfortável aqui nessa muvuca toda — ele comentou, se inclinando pra falar no meu ouvido, o hálito quente roçando minha pele. — Quer brotar num lugar mais sussa? De boa, sem pressão. Eu devia ter dito não. Devia ter pensado nas meninas, no meu pai, em tudo que aquilo podia significar. Mas eu só pensei no jeito que a voz dele soou perto demais, grave e rouca, enviando um arrepio direto pro meio das minhas pernas. — Quero. Ele sorriu de novo, satisfeito, e me levou pela mão pra uma parte mais afastada do baile, onde a música ainda chegava, mas não engolia tudo. Era um cantinho escondido, com paredes grafitadas e uma luz fraca de um poste improvisado. Ficamos de frente um pro outro, perto demais pra ser só conversa. Eu sentia o calor do corpo dele irradiando, o cheiro de perfume masculino suave, não era exagerado mas era inebriante. — Você não fala muito, né? — ele observou, os olhos fixos nos meus. — E você fala demais — rebati, tentando manter a voz firme. — Com você, eu até gosto de trocar uma ideia. Pega a visão, gata. Você é diferente das paradas que eu vejo por aí. Aquilo me arrancou um sorriso pequeno, involuntário. Ele percebeu. Os olhos escureceram, e ele chegou mais perto, o peito quase tocando o meu. — Quantos anos você tem, Maya? — perguntou, a voz baixa, como um ronronar. — Dezoito e você? — Tenho 30 anos, bem vividos. Estuda? Tá na escola? — Passei pra Direito. Tô de férias agora. — Bonita, inteligente... perigosa pra caramba. — Por quê? — perguntei, o coração batendo forte. Ele chegou ainda mais perto, o corpo dele roçando no meu de leve. Meu corpo não recuou; pelo contrário, se inclinou pra frente, traidor. — Porque mulher assim muda a vida da gente, tá ligado? Deixa tudo bolado. Ele passou a mão do meu pescoço pra minha nuca e me puxou forte pra ele. O beijo não foi rápido. Nem brusco. Foi intenso, lento, como se ele quisesse testar meus limites antes de cruzar todos. A boca dele na minha era quente, exigente, a língua invadindo devagar, explorando, me fazendo gemer baixinho sem querer. A mão dele desceu pra minha cintura, apertando firme, puxando meu corpo contra o dele. Senti a ereção dele contra minha barriga, e um calor úmido se espalhou entre minhas pernas. Quando nos afastamos, eu tava sem fôlego, os lábios inchados, o corpo tremendo de desejo. — Você beija como se não tivesse medo — ele murmurou, a mão ainda na minha cintura, o polegar roçando a pele exposta. — Eu tenho — respondi, ofegante. — Só não deixo mandar em mim. Ele sorriu de novo, satisfeito, os olhos queimando nos meus. — Essa parada é quente, Maya. Você é especial. A noite seguiu diferente depois disso. Dançamos juntos, os corpos colados, o funk pulsando como um coração acelerado. Ele me segurava pela cintura, as mãos descendo devagar pras minhas coxas, roçando de leve, testando. Eu sentia cada toque como fogo, o suor escorrendo pelas costas, o desejo crescendo a cada movimento. Conversamos um pouco, mas os olhares diziam tudo, como promessas silenciosas, e a química explodindo no ar. Em algum momento, as meninas sumiram na multidão, mas eu nem me preocupei. Sabia que estavam por perto, curtindo a noite. Meu foco tava todo nele, no jeito que ele me olhava como se eu fosse a única ali. Quando Russo encostou a testa na minha, suado e ofegante da dança, e falou baixo no meu ouvido: — Vem comigo, gata. Partiu pro meu canto. Quero você toda pra mim. Meu corpo respondeu antes da mente. Um sim rouco escapou dos meus lábios. Ele me levou pra uma casa ali perto, no alto do morro, um lugar simples mas dele, com paredes brancas e uma cama grande no quarto principal. A porta m*l fechou e ele já tava em cima de mim, as mãos ágeis tirando meu vestido devagar, os lábios traçando um caminho pelo meu pescoço, mordiscando a pele sensível. — Você é linda pra caramba — ele murmurou, a voz rouca de desejo. — Tá ligada como você me deixa bolado? Eu ri baixo, as mãos puxando a camiseta dele pra cima, revelando o corpo tatuado, músculos definidos sob a pele levemente bronzeada. Toquei nele, sentindo a rigidez, o calor. — Mostra pra mim, então — provoquei, direta, como sempre. Ele não hesitou. Me jogou na cama com gentileza firme, os olhos fixos nos meus enquanto tirava o resto da roupa. Nu, ele era impressionante: corpo esculpido pela vida dura, tatuagens contando histórias que eu ainda não conhecia, e o p*u ereto, grosso, pulsando de t***o com uma cabeça grande e vermelha. — Pega a visão, Maya — ele disse, se aproximando devagar. — Isso aqui é tudo por sua causa. Eu me deitei, abrindo as pernas devagar, sentindo o ar fresco na pele úmida. Ele veio por cima, os lábios capturando os meus num beijo faminto, a língua dançando com a minha enquanto uma mão descia pro meio das minhas pernas. Seus dedos encontraram meu c******s, roçando devagar, circulando, me fazendo arquear as costas e gemer alto. — Assim, gostosa — ele sussurrou, mordendo meu lábio inferior. — Geme pra mim. Tá quente isso. Os dedos dele entraram em mim, um, depois dois, esticando, bombeando devagar, o polegar ainda no c******s. Eu tava molhada pra caramba, o corpo se contorcendo de prazer, as unhas cravando nas costas dele. — Russo... por favor... — implorei, a voz falhando. Ele riu baixo, retirando os dedos e se posicionando entre minhas pernas de joelhos, colocou a camisinha com cuidado, me olhando. O p*u dele roçou na entrada, quente e duro, me provocando. — Quer isso, né? Papo reto, diz pra mim. — Quero. Agora — respondi, puxando ele pra dentro. Ele entrou devagar no começo, centímetro por centímetro, me enchendo completamente. Era grosso demais, foi esticando tudo, e eu gemi alto, as paredes internas se contraindo ao redor dele. Ele parou por um segundo, olhos nos meus, suor pingando. — Tá sussa? — perguntou, voz grave. — Ainda — respondi, usando a gíria sem pensar, e ele sorriu brabo. Então começou a se mover, devagar no início, saindo quase todo e voltando fundo, cada estocada mandando ondas de prazer pelo meu corpo. Eu me movia com ele, os quadris subindo pra encontrar os dele, as mãos nos ombros largos, sentindo os músculos flexionarem. — c*****o, você é apertada... quente pra c****e — ele grunhiu, acelerando o ritmo, as bolas batendo na minha b***a a cada investida. Eu tava perdendo o controle, o prazer construindo como uma onda gigante. Ele baixou a cabeça, chupando um peito, a língua rodando no mamilo endurecido, mordendo de leve. Minha mão desceu pro c******s, me tocando enquanto ele metia forte, o quarto cheio de sons, os nossos gemidos, pele batendo em pele, respirações ofegantes. — Vai, goza pra mim, safada — ele mandou, a voz rouca, os olhos escuros de t***o. O orgasmo veio como um tsunami, me sacudindo toda, os músculos contraídos ao redor dele, gritando o nome dele. Ele não parou, metendo mais forte, prolongando o prazer até eu não aguentar mais. Então ele saiu de repente, se masturbando rápido sobre mim, arrancou a camisinha e jogou longe, o p*u pulsando, jatos quentes caindo na minha barriga, no peito. Ele gemeu alto, jogando a cabeça pra trás, o corpo dele tenso tremendo, caindo ao meu lado depois, ofegante. — Essa parada foi braba, Maya. Você é... perfeita! — ele disse, puxando eu pro peito dele. Eu ri, exausta, o corpo mole de prazer. Dormi nos braços dele, sentindo o coração dele bater forte contra o meu. Aquela noite ficou marcada em mim não só pelo que aconteceu, mas pelo que eu senti. O mundo pareceu menor, mais silencioso, mais focado nele. Não foi amor à primeira vista. Não foi ilusão de menina ingênua. Foi escolha pura, crua, intensa. Mas enquanto eu dormia ali, nos braços de um homem que ainda era só mistério e desejo, não fazia ideia de que aquele encontro não era um começo bonito. Era um aviso gritante. Se eu soubesse quem Russo realmente era — os segredos, as sombras, o perigo que ele carregava — não teria sorrido pra ele naquela noite. Não teria me entregado assim. Mas eu sorri. Eu me entreguei. E foi ali que tudo começou a dar errado. 💌 LANÇAMENTO OFICIAL: 09/02 ADICIONE NA BIBLIOTECA COMENTE VOTE NO BILHETE LUNAR INSTA: @crisfer_autora

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