CAPÍTULO 1

2191 Palavras
- Você está linda Ana. Minha futura cunhada aparece no quarto para me ver. Não consigo olhar para ela. Não consigo sorrir. Não consigo dizer nada. Eu só queria que isso tudo fosse um pesadelo. Você deve está nervosa né? Fecho meus olhos respirando para as lágrimas não saírem. Sei que ela não tem nada haver com isso, mas eu não estou afim de falar com ela e com ninguém. Eu vou deixar você. Mas venho antes de você descer para ver se está precisando de alguma coisa. Ela saiu me deixando sozinha. Vou para a janela e vejo o jardim cercado por gente, à maioria eu nem conheço. Vejo minha mãe que não para de sorrir. Me lembro da sua insistência para que hoje eu pudesse estar aqui. Já tinha se passado dias e nada de resolver o problema da casa e nem do agiota. Enquanto isso minha mãe e Sr louco deu para falar na minha cabeça. Mas eu não iria ceder. Então era hora de chamar Kate para o problema que eu e minha mãe estava. Esperei ela chegar da faculdade. Estava andando de um lado à outro na sala, quando vi à porta do hall ser aberta. Ela passou sorridente. - Boa noite Aninha! Ela pede sorrindo, mas ver à minha cara e parar de sorrir. Está tudo bem? Ela enruga a testa preocupada. Espero que ela me ajude. - Eu preciso de você. Digo e ela vem até à mim. - O que houve? Você está bem? Ela me analisa toda para ver se não estou machucada. - Eu estou Kate. O problema é com à minha mãe. Digo. Ela revira os olhos e se senta calma. - O que ela aprontou agora? Respiro fundo. - Kate minha mãe se envolveu com agiota para pagar à primeira hipoteca dessa casa. Ela me olha parecendo não acreditar. Agora eles estão atrás dela. - E você acreditou nisso Ana? - É verdade. Ela está desesperada. Não sabe o que fazer. Eu estou desesperada com medo do que possa acontecer à ela. - E o que você quer que eu faça? Não sinto boa vontade na voz dela. - Eu preciso que você me empreste o dinheiro para pagar eles. Olha eu te devolvo centavo por centavo. Peço em desespero. - Eu não vou livrar à cara dessa mulher Ana. - Essa mulher é minha mãe Kate. Eu não posso deixar nada de r**m acontecer à ela. Eu já perdi nosso pai, e agora perdê-la também. Não, eu não posso. - Ana se fosse para você eu te daria meu dinheiro todo, mas para ela não. Essa mulher não presta. - Eu estou pedindo para mim, e não para ela. - Mas é para livrar à cara dela. Não eu não vou. - Porque? Porque você está fazendo isso comigo? Você me disse que somos irmãs, que devemos ficar unidas, e agora não quer me ajudar. - Eu não quero ajudar sua mãe, e não você. E muito me admira você querer que eu ajude alguém que destruiu à minha família. Alguém que se meteu no casamento dos meus pais e tirou meu pai de casa, da minha mãe que estava doente. Alguém que infernizou e inferniza minha vida até hoje. - Mas eu não tenho culpa disso. Não fui eu à culpada disso. Grito chorando. - Eu não estou te culpando Ana. Mas o fato é que se essa cobra não tivesse engravidado de você, nada disso teria acontecido. Meus pais estaria até hoje comigo. Seríamos à família que éramos. - Então você não vai me ajudar? Peço ignorando tudo que ela falou. - Não para salvar à sua mãe. Limpo meus olhos. - Obrigada por acabar com à minha vida. Digo saindo. Há, se você não sabe o banco está para tomar essa casa. Temos pouco tempo para salvar o que restou da casa que seu pai deixou para você. - Ele era seu pai também. Ela grita com raiva. - Tenho sérias dúvidas disso, já que ele protegeu foi você. Ele deixou uma boa quantia de dinheiro para você e não para mim. - Ele podia está prevendo que sua mãe gastaria todo seu dinheiro. - Talvez ele tivesse razão, já que essa hora se ele tivesse deixado algo para mim eu estaria salvando à vida da minha mãe. À única família que me restou. - Você não pode dizer que eu não sou sua família Ana só porque eu não quero ajudar à mulher que destruiu à minha família. Não me culpe pelos erros da sua mãe. - Não precisa se preocupar Kate. Eu vou arrumar outro jeito de salvar à minha mãe. Há, quanto essa casa se você quiser salvá-la pode fazer isso sem mim, porque eu não farei nada para salvá-la. Nunca quis ficar com ela, só estava mantendo à mesma para que você e mamãe parassem de brigar por ela. - Eu não vou perder à casa que papai deixou para nós. Ele deixou para você também. Ela indaga com raiva. - Não Kate, ele deixou para você. Para mim ele deixou uma mulher triste, sozinha e com dívidas para cuidar. - Sua mãe não é uma pobre coitada. Ela mesmo não deve está fazendo nada para conseguir o dinheiro para esse suposto agiota que ela se envolveu. - Você não sabe do que o está falando. Mas não interessa. Você já disse que não vai ajudá-la e eu não tenho mais nada para falar com você. Subo chorando. Triste por não poder contar com ela. Os dias estavam passando e nada. Eu tentei um empréstimo no banco e por não ter uma renda boa, e nem está pagando minha faculdade eu não pude conseguir. Minha cabeça estava à mil e minha mãe e esse homem louco não me dava trégua para nada. Estava no meu quarto pegando umas jóias para vender e faria o mesmo com as da minha mãe. Algum dinheiro eu tinha que conseguir. - Filha o que está fazendo? Minha mãe pede entrando no meu quarto. - Já ia te procurar mãe. Eu estou juntando minhas joias para vender, e quero as suas também. Ela me olha assustada. Não me olhe assim mãe. Eu não conseguir nenhum empréstimo, então não estou vendo nenhuma saída senão essa. - Eu não tenho mais jóias Ana. Ela fala se sentando na minha cama. Eu olho para ela esperando que à mesma diga o que ela fez com suas jóias. Eu vendi as mesmas para pagar os gastos do cartão de crédito que estavam altos. Passo as mãos na cabeça. Eu não posso me desesperar. Alguma coisa tem que dar certo para mim. - Você não tem mais nada de valor? Questiono respirando fundo. - Não. Filha eu não estou vendo outro jeito de acabar com toda essa situação se não for você... - Paro aqui mãe. Eu não quero discutir com você de novo. - Aquele à sonsa, m*l amada de Katherine não quer nos ajudar. Não temos crédito em nenhum banco, não temos mais nada que possamos fazer à não ser isso. - Eu não vou me vender para homem nenhum mãe. - Nosso prazo está acabando filha. Eu não quero perder à minha vida e nem essa casa. - Eu não estou preocupada com à casa mãe. Por mim o banco pode levar tudo. - Mas eu não quero isso Anastásia. Eu não quero perder essa casa. Ela é minha. - E minha também Elena. Kate aparece no meu quarto. E eu acho que nós três temos que resolver essa situação da casa. Cruzo meus braços. - Pois eu não vou resolver nada. Se você quiser comprar à minha parte nessa casa Kate pode começar à pensar agora. Eu vou chamar uma pessoa aqui para avaliá-la e assim você pode me dar o dinheiro da minha parte. Kate me olha incrédula. - Filha você não pode fazer isso. Mamãe fala com raiva. - Posso e vou. À sua vida é mais importante para mim do que essa casa. Kate balança à cabeça em negação. Então Kate está disposta à comprar à minha parte? - Eu não vou fazer isso. Acho que podemos resolver as coisas de outro jeito. Ela fala, mas eu não vou deixar minha mãe ser pega por esses malditos. - Eu não vou resolver nada da casa Kate. Tenho outras prioridades que você sabe qual é. Então resolva você essa casa que seu pai fez questão de deixar para você. - Ana, não é verdade filha. Seu pai deixou essa casa para nós também. Mamãe fala tentando fazer eu voltar atrás. Mas minha decisão já está tomada. - Eu não vou ficar aqui discutindo sobre isso mãe. Temos que nos apressar para liquidar sua dívida com o agiota. Falo saindo do quarto. - Onde você vai filhinha? Dona Elena vem atrás de mim. - Não sei mãe. Eu não sei o que vou fazer, não sei onde ir. Só sei que não vou ficar aqui esperando as coisas acontecerem. Sai de casa andando sem rumo e acabei indo para o apto de John. Eu queria somente um porto seguro para mim. Queria pensar que tudo daria certo e eu não iria precisar me vender para ninguém. - Posso entrar? Peço assim que John abre à porta. - Claro meu amor. Você anda tão triste ultimamente. Não quer compartilhar o que está acontecendo? Ele pede me abraçando. Eu o aperto forte em meus braços. - Minha mãe se envolveu com um agiota, e agora estou tentando conseguir o dinheiro. Ele me olha. - Isso não é responsabilidade sua meu amor. Sua mãe é que tem que conseguir isso. Olho para ele não acreditando no que ele falou. - Se fosse sua mãe, você não faria nada para ajudá-la? Questiono irritada. - Não é isso Ana. Mas sua mãe se envolveu nisso porque quis. Ela sabia os riscos que corria. - E minha obrigação como filha é ajudá-la. É tentar ver se eu consigo o dinheiro. - De quanto estamos falando? Ele pede cruzando os braços. - Trezentos mil dólares. Digo sem graça. - Sua mãe é louca Ana? Como ela pode pegar esse dinheiro todo sabendo que não tinha de onde tirar? E agora ela está jogando essa responsabilidade na suas costas? - Na verdade eu joguei essa responsabilidade nas minhas costas. Não posso deixar nada acontecer com ela John. Ela é à minha mãe. - Pois então tire, porque sua mãe não merece. Ela não presta e vai fazer de tudo para conseguir esse valor para você se preocupar outra vez. - Eu não admito que você fale assim da minha mãe John. Sei que ela não tem te tratado bem, mas ela é minha mãe. Indago com raiva. - Uma mãe que não presta. Uma mãe que não está nem aí para você. - Eu não sou obrigada à ouvir isso. Eu vim aqui me consolar com você e não para você falar m*l da minha mãe para mim. Ando até à porta. - Eu só quero que você abra os olhos em relação à ela. Eu não posso te ajudar, se pudesse faria, mas tenho toda certeza que ela não vai parar por aí. Ele fala e eu respiro fundo. - Ela pode fazer o que tiver que fazer, mas eu não vou abandoná-la. Ela é à minha mãe e precisa de mim. Falo abrindo à porta para ir embora. Na hora que mais precisava de John e de Kate ambos me viraram as costas. Tudo para mim estava dando errado. Voltei para casa chorando e me trancando no meu quarto. Os dias estavam passando e nada se resolvia positivamente. Minha mãe estava desesperada porque o agiota ligou dizendo que se ela não pagasse à dívida o mais rápido possível ela iria pagar com à vida. Fui trabalhar pensando em como iria fazer para ela sair dessa situação. Até tomei coragem e contei ao meu patrão o que estava acontecendo e pedi à ela para me emprestar o dinheiro, porém o que eu tive foi à minha demissão. Ele me disse que não queria alguém envolvido com problemas assim trabalhando na empresa dele, pois eu poderia roubar para acabar com meu problema. Jamais faria isso, mas eu não argumentei nada. Estava cansada de tudo. Só peguei minhas coisas e vim embora. Estava sentada no sofá com à cabeça para baixo quando minha mãe entrou. - Ana, eu sinto muito. Ela diz e eu levanto minha cabeça para olhá-la. Como ela já sabe da minha demissão? - Eu vou procurar outro mãe? Digo e ela me olha parecendo não entender. - Do que você está falando? Ela pede e agora eu que fiquei intrigada. - Achei que você estivesse sabendo da minha demissão. Eu fui despedida. - Não. Eu não sabia. Ela fala como se não fosse nada. Se senta no sofá na minha frente. - Então o porque você sente muito? Ela me olha e depois olha para seus dedos. Eu não sei o que está acontecendo, mas tenho certeza que não vou gostar pela cara dela.
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