Pré-visualização gratuita PROLÓGO
Hoje era o dia mais infeliz da minha vida. Estou casando com um homem que odeio por ter me comprado. Ele não se contentou com um não. Infernizou à minha vida junto com à minha mãe e aqui estou eu me olhando no espelho vestida de branco, com os olhos cheios de lágrimas que não descem para não dar o gosto dele ver meu sofrimento.
Tudo começou à dois anos atrás. Eu tinha uma vida. Vivia feliz. Fazia minha faculdade de administração. Tinha um namorado que me amava e eu o amava. Sonhava em terminar minha faculdade e me casar com ele. Não trabalhava, pois meu pai pagava minha faculdade. Porém um belo dia tudo desmoronou em nossa casa. Cheguei da faculdade e meu pai estava tendo um infarto no chão da sala. Fiquei em choque, gritei minha mãe, meu desespero foi muito grande ao ver que ele não estava conseguindo respirar. Abrir sua camisa. E pedi à ele que ficasse calmo, pois tudo iria ficar bem. Me levantei pegando o telefone para ligar para emergência. Ele estava tentando falar algo e eu pedia para ele não fazer nada. Para ele ficar quieto. Minha mãe desceu e viu o corpo do meu pai ali agonizando e se desesperou. Tudo foi muito rápido e angustiante. Meu pai morreu ali, e nosso desespero foi maior. Kate que não estava em casa na hora, quando soube culpava minha mãe. Lembro muito bem das palavras dela.
- Sua mãe matou meu pai. Ela matou o meu pai. Kate gritou com raiva e eu à abracei tentando acalmá-la.
Todas estavam nervosas e não tinha sentido o que Kate falava. À ambulância veio e já não tinha nada para fazer quanto ao meu pai. Velamos ele em casa e quando foi o enterro, mamãe não aguentou ir ao mesmo. Passou m*l e tivemos que chamar o médico para seda-la.
Nós três naquela casa grande estávamos desoladas. Não sabíamos o que faríamos à partir daquele momento. Uma semana depois, houve à leitura do testamento fora um seguro de vida em nome do meu pai. Achei que poderíamos respirar aliviadas, pois as contas estavam chegando, à nossa casa era enorme para as quatro pessoas. Tínhamos três funcionárias que faziam à limpeza da casa, fora o jardineiro. Então tínhamos que ter dinheiro para continuar alimentando tudo isso. E para minha surpresa, ou nossa, porque minha mãe ficou em choque ao ouvir o advogado dizendo que minha mãe e eu só teríamos parte da casa, que o dinheiro que papai tinha no banco que era o montante de duzentos mil dólares e o seguro de vida no valor de meio milhão que estava endereçado à Kate, todos eram dela. Minha meia irmã herdou todo dinheiro e parte da casa, e eu não sabia o motivo do papai ter feito isso comigo e com à minha mãe.
- Porque ele fez isso comigo? Entendo que ele não queria proteger você, mas à mim, eu não sou filha dele? Questionei à minha mãe assim que o advogado deixou à nossa casa.
- Claro que é Ana. Eu não entendo porque seu pai fez isso meu amor. Mas não fique assim. Minha mãe tentou, mas não. Eu não acredito que ele teve preferência por uma de suas filhas. Não acredito que ele quis proteger Kate e me deixou na ruína.
- Não me venha com essa mãe. Ele fez questão de Kate e não de mim. Ele preferiu proteger uma de suas filhas e não foi eu. Eu estava irritada com tudo isso. O que vamos fazer agora? Essa casa desse tamanho para sustentar. Contas estão chegando, e ainda tinha à minha faculdade.
- Sua irmã terá que nos sustentar. Mamãe fala e eu olho para ela incrédula.
- Não mãe. Ela não tem obrigação disso. Papai deixou o dinheiro para ela, então o dinheiro é dela. Não quero que ela gaste um centavo com à gente.
- Então você terá que trabalhar filha. Eu sinto muito, mas eu não vou poder fazer muitas coisas.
E foi aí que minha vida começou à mudar. Eu procurei um trabalho de meio período para não largar à faculdade. Comecei à trabalhar em um café como garçonete. O dinheiro não era muito, mas somando com à parte que Kate dava mensal para ajudar à pagar as contas de casa, ainda sobrava um pouco. Não para pagar à faculdade. Eu já estava à três meses atrasada com o pagamento da mesma e não sabia o que fazer. Em casa dispensamos os empregados, ficando com uma pessoa que fazia uma faxina à cada quinze dias, tendo à gente que manter à casa limpa. Propus para minha mãe e Kate vendermos à casa para morarmos em lugar menor, que não gastasse tanto. Mas nenhuma das duas quisera fazer isso. Kate disse que aquela casa era do nosso pai, e ela não iria se desfazer dela, e mamãe disse que à casa era dela, papai deu à ela assim que casaram. Então eu não tinha argumentos para fazê-las entender que era o melhor para nós.
Minha vida estava cada dia pior. Tinha um louco que deu para aparecer no café querendo que eu aceitasse sair com ele, e em contrapartida tinha John, meu namorado me cobrando mais atenção já que com o trabalho e à faculdade eu não tinha tanto tempo para gente assim. Nos finais de semana eu trabalhava para ganhar um extra. As brigas de Kate com minha mãe estavam ficando intensas em casa e tudo que eu queria era sumir no mundo e esquecer tudo ali. Mas eu não podia. Já tinha perdido meu pai e não queria perder à minha mãe. Apesar de amar muito Kate por ser minha meia irmã, eu só posso contar com à minha mãe e ela comigo. Estava fazendo tudo por ela.
O homem que aparecia no café não desistia. Insistia para que à gente saísse, que ele iria me ter para ele de qualquer jeito. Seja por bem ou por m*l. Eu não estava dando ouvidos, tinha tantas coisas para me preocupar e agora teria que me preocupar também com um louco? Não iria mesmo.
Seis meses depois ele não se deu por vencido e não sei como conseguiu que o dono do café me mandasse embora. Fiquei arrasada e com ódio mortal dele. O dono me disse que estavam cortando pessoas para evitar gastos, mas eu vi quando esse i****a saiu do escritório do meu patrão e com um sorrisinho passou por mim dizendo que eu seria dele. Cheguei em casa chorando e minha mãe me dizendo que eu teria que procurar outro emprego. Me tranquei no meu quarto por dois dias, não queria ver ninguém. Porém Kate não me deixou em paz.
- Você tem que reagir Ana. Ela me disse assim que abrir à porta. Me sento na cama.
- Fácil falar não é Kate? Ela me olha sem entender. Seu pai deixou você numa boa e eu tenho que reagir.
Ele era seu pai também Ana. Ela fala chateada comigo.
- Será? Então porque ele somente quis proteger você? Porque sou eu que estou passando pelo que estou passando? Estou com raiva. Muita raiva. Raiva do meu pai, da minha mãe, do dono do café, daquele maluco e mais ainda de mim.
- Você quer que eu te dou uma parte do dinheiro? Sorrio de lado limpando meus olhos.
- Não. O dinheiro é seu. Eu não quero um só centavo dele. Como disse você, tenho que reagir. E eu vou reagir.
- Eu não falei por m*l. Eu te amo Ana. Você é à minha irmã. Sempre fomos unidas, e não é porque tudo isso aconteceu ou está acontecendo que vamos nos separar.
- Me deixe sozinha Kate. Amanhã eu vou voltar à procurar emprego. Não se preocupe comigo.
- Não me afaste de você. Nosso pai morreu e agora à única família que tenho é você.
- Tudo bem. Depois conversamos mais. Ela saiu do meu quarto e eu me afundei na cama.
Achei que as coisas não podiam piorar para mim. Minha mãe começou à expulsar John da nossa casa. Dizia que ele não era homem para mim. Que eu não teria um futuro com ele. E aquilo fazia à gente brigar, pois ela não podia decidir por mim. Eu escolhi John, e eu que deveria saber se ele era ou não melhor para mim. Mas minha mãe parecia não entende isso. Dona Elena passou à ter ódio mortal de John sem eu saber o motivo, na verdade não tinha um motivo plausível. Tudo que ela dizia não tinha sentido, então eu não terminaria com ele por nada. Assim eu pensei.
Dona Elena também andava misteriosa demais. As vezes pegava ela no telefone falando com alguém, mas não sabia quem era. Se ela estava de namorado, eu não iria achar r**m. Já tinha sete meses da morte de papai, portanto eu torcia para ela ser feliz, mesmo ela dizendo que era mulher de um homem só. Às vezes chegavam em casa e ela não estava, eu acreditava mesmo que ela estava com alguém.
Um ano se passou desde à morte de papai, e eu tinha um emprego razoável. Era secretária de uma livraria. E para meu azar aquele homem que eu detestava não me deixou em paz ali também. Meu namoro com John também não estava nada bem. Parecíamos dois estranhos quando estávamos juntos porque só brigávamos. E eu não queria isso. Queria ficar com ele, queria poder sentir seu carinho comigo, então em uma bela noite eu fui em seu apto para conversar e nos entender. E nos entendemos ali, apesar da insistência dele querer ter um contato íntimo. Eu não achava que estava pronto para isso, porém eu me arrependo muito de não ter me entregado à ele.
- Boa tarde!! Olho para cima para ver quem era. Estava sentada na lanchonete perto da livraria. Respiro fundo quando vejo quem é.
- O que você quer aqui? Peço me levantando e ele se senta.
- Sente-se. Ele pede com uma calma que eu não estou quando o vejo.
- Eu tenho que voltar à trabalhar, e não temos nada para conversar. Falo e vou andando, porém um dos seus armários me barra. Reviro meus olhos e volto para mesa. O que o Sr quer comigo? Peço invocada.
- Sente-se. Reviro meus olhos novamente, e contrariada me sento. Fico olhando para ele esperando o mesmo falar. Eu quero você. Começo à rir.
- Querer não é poder. Digo cruzando os braços.
- Pois para mim querer é poder, e eu não desisto fácil do que eu quero. Prova disso é que estou atrás de você à um ano.
- Para que, e porque eu? Ele só pode ser doido.
- Porque eu quis você desde o primeiro momento que à vi naquele café. E eu quero que seja minha, minha esposa. Começo à rir mais e ele ainda está sério.
- Acabou com seu discurso de louco? Posso ir agora?
- Sua família está na ruína Anastásia. Eu posso acabar com à falência da sua família em poucos minutos.
- Eu não estou à venda Sr. Digo com raiva.
- Será mesmo? Olha eu tentei fazer as coisas do seu jeito. Te convidei para sair para nos conhecermos, tentei me aproximar de você da melhor forma possível e você não me deu brecha para nada. Então eu agirei do meu jeito.
- É mesmo? E qual parte da história você não entendeu que eu não quero nada com o Sr? Ele me olha não se abalando com que eu disse.
- Como disse, sua família está na ruína. À casa enorme que vocês vivem está hipotecada. O banco já está cobrando à hipoteca e caso vocês não paguem dentro de um mês, vocês perderão à mesma. Olho em choque para ele. Como o mesmo sabe disso?
- Isso não é da sua conta. Falo, mas eu já tinha recebido a carta de cobrança do banco. Estava pensando em soluções para fazer uma nova hipoteca ou convencer mamãe e Kate à vendê-la.
- Tudo que envolve você é da minha conta. Mas continuando. Sua mãe está envolvida com agiota. Olho para ele surpresa por essa informação. Mamãe não pode ter feito isso. Eles estão ameaçando à mesma. Você sabe que não se pode brincar com esse tipo de gente, não sabe?
- Como você sabe disso?
- Eu fiz meu dever de casa Anastásia. Eu disse que faria do meu jeito agora.
- E seu jeito é? Peço já sabendo à resposta.
- Pago toda à dívida da sua família, à casa ficará em posse da sua mãe e irmã. Ainda darei um bom dinheiro para sua mãe viver bem.
- Em troca eu me caso com você? Ele deve ser sem coração mesmo. Que tipo de proposta é essa?
- Sim. Será minha esposa em todos os sentidos. Me dará filhos, fará seu papel de esposa comparecendo à reuniões de negócios comigo. Tenho certeza que andou cheirando droga.
- Nunca. Escuta só. Eu nunca vou me casar com você. Não vou me vender à você por nada neste mundo. Prefiro morar na rua à ter que me casar com você. Digo e me levanto.
- Prefere perder sua mãe também? Ele fala alto e eu paro de andar. Escuto ele se levantar e parar atrás de mim. É isso que vai acontecer com sua mãe se ela não pagar à dívida que deve com os agiotas. Ele fala e eu saio da lanchonete.
Eu não posso acreditar que minha mãe tenha se envolvido nisso. Ela não me contou nada. Naquele dia fui para casa depois do trabalho pensativa e já cheguei em casa e já fui logo tirando satisfação da minha mãe.
- Porque você não me contou isso? Mãe, estamos quase perdendo essa casa por falta de dinheiro e agora você se envolve em mais dívida? E com pessoas estranhas?
- Eu não tive outro jeito. Seu pai sabia que não estávamos bem de dinheiro.
- E o dinheiro que ele deixou para Kate?
- Nunca soube que ele tinha esse dinheiro Ana. Achava que estávamos realmente falidos e que recebíamos à aposentadoria dele para nos sustentar.
- Você está querendo me dizer que papai escondeu esse dinheiro de você, guardando ele para Kate?
- Deve ter sido isso. Eu não sei o que seu pai estava pensando. Passo as mãos na cabeça.
- O que vamos fazer? Indago olhando para o nada na sala.
- Tem um homem muito rico que quer casar com você e em troca paga todas as nossas dívidas. Olho para ela em choque.
- Como você sabe disso? Pergunto incrédula.
- Ele me procurou. Me levanto revoltada.
- Nem começa mãe. Eu não vou me vender para esse homem.
- E tem outro jeito? Minha vida está em perigo, nossa casa não vai existe mais daqui um mês. Nossas contas não estamos dando conta de pagar.
- Quanto você está devendo para esse agiota? Questiono.
- Trezentos mil dólares.
- Mãe, o que você fez com esse dinheiro? Para que tanto dinheiro assim? Eu não acredito no que está acontecendo.
- Eu paguei à primeira hipoteca dessa casa Ana. Seu pai não tinha dinheiro. Essa já é à terceira hipoteca que fazemos dessa casa. Meu mundo só está desmoronando. Portanto eu não vejo outro jeito de nos salvar da ruína.
- Eu vejo. Eu pedirei à Kate o dinheiro para liquidar sua dívida. Eu pagarei ela aos poucos. E quanto à nossa casa eu vou ver o que faço.
- Eu não acho que aquela sonsa vá te emprestar alguma coisa. Ela não está nem aí para nós filha.
- Eu tentarei com ela mãe. Se não der, eu tentaria um empréstimo no banco, mas me casar com aquele homem não.
Eu dormir pensando em como faria para resolver isso. Não podia deixar acontecer nada com minha mãe. Quanto à casa eu não estava tão preocupada. Se perdessemos ela, poderíamos alugar um apto menor para nós três. Neste momento o que estava me preocupando era à vida da minha mãe.