A festa já tinha começado e eu estava área à tudo à minha volta. Estava sentada na mesa que foi destinada para os noivos e seus familiares. Estava enjoada de ver como minha mãe sorria. Como ela estava demonstrando sua felicidade por eu ter tirado ela da miséria.
- Sei que não está feliz hoje, mas eu tenho certeza que irei mudar isso com o tempo. Meu marido sussurra no meu ouvido. Não digo nada e nem olho para ele. Vamos passar o resto da vida juntos Anastásia, e mesmo você não gostando de mim ainda, temos que procurar manter uma boa convivência. Ainda não digo nada. Eu tenho certeza que eu nunca vou gostar dele, e quanto à nossa convivência, eu serei obrigada à ser mulher dele em todos os sentidos, então eu serei obrigada à ter uma convivência com ele de qualquer forma.
- Ei filha. Você está linda meu amor. Minha mãe fala me abraçando por trás. Estava sentada então não vi ela chegando por trás de mim. Meus parabéns! Me levanto com raiva dela. Não conversamos como mãe e filha à meses. Só sabíamos brigar antes desse casamento.
- Onde você vai? Meu marido pede.
- Respirar ar puro. Digo irritada com esses dois.
Vou para longe de tudo e de todos. Eu queria fugir dessa Merda toda. Queria que isso fosse um pesadelo e eu pudesse acordar e ver que minha vida estava igual. Eu tinha uma faculdade, eu tinha um namorado que amava,eu era feliz.
- Eu sinto muito Ana. Me viro para ver Kate falando atrás de mim.
- Não sinta. Você contribuiu para isso acontecer. Digo com raiva dela.
- Não fale assim. Eu faria de tudo para que você não passasse por isso. Sorrio.
- Me polpe do seu discurso Kate. Eu conheço muito bem. Digo lembrando do dia da nossa discussão. Ela havia ouvido minha discussão com minha mãe.
Estava exaltada na sala de casa. Não parava de chorar desde à hora que aquele homem foi exigir seu produto e quando minha mãe passou pelo hall eu já fui atacando à mesma com palavras.
- Que belo negócio que você fez né Dona Elena? Falo com raiva. Meus olhos não param de sair lágrimas e meu rosto devia está todo vermelho.
- Do que você está falando filha? Porque você está assim? Ela tenta parecer ingênua, mas eu descobri que ela é à pior pessoa no mundo.
- Não se faça de vítima mãe. Aquele homem esteve aqui e me disse que à Sra estava me vendendo desde o começo quando ele me viu no café. Ela faz cara de assustada. Ele me disse que nunca teve agiota. Mas sim ele. Ele te deu dinheiro para me comprar. Como você teve coragem? O que eu fiz para você fazer isso comigo? Peço indignada.
- Eu fiz o deveria ter feito Ana. Seu pai morreu e não deixou nada para gente. Essa sonsa de Kate só quer saber dela.
- E à Sra só pensou em você mesma. Porque eu não conto aqui.
- Não é verdade. O cara está apaixonado por você. Ele te dará uma vida de luxo.
- É tudo que importa para você não é? À p***a do dinheiro, essa Merda de casa, manter seus luxos. Tudo isso é mais importante do que eu, que sou sua filha. Eu não tenho mais vontade, não tenho mais vida, porque você me vendeu para qualquer um que tem dinheiro para alimentar você. Grito com raiva.
- Eu só quero seu bem. Não diga que não pensei em você, porque não é verdade. Você terá uma vida diferente do que teria ao lado daquele pé rapado.
- Você não tem o direito de falar dele. Porque você não presta.
- Cuidado com que você fala. Eu sou sua mãe.
- Acho que você não se lembrou disso antes de me vender.
- Do que vocês estão falando? Kate questiona com sua vara de horror.
- Não te interessa. Você não faz parte da família. Minha mãe grita para ela.
- Não faço parte da sua vida, mas Ana é minha irmã e você não pode negar isso.
- Eu tenho uma família ótima. Uma mãe que me vendeu para continuar alimentando seus gastos. Uma irmã que está pouco ligando para meus problemas e um pai, o que eu posso dizer do homem que se dizia meu pai?
- Não fale assim do nosso pai Anastásia. Kate pede com raiva. Ele fez de tudo para nós duas, na verdade para nós três. Não tem o porque você desfazer dele assim, ainda mais quando ele não está aqui para de defender.
- Fácil falar né Kate. Nosso pai protegeu à você e não eu, hoje acabo de descobrir que minha própria mãe me vendeu para um homem que nem sei como ele é. E você como minha irmã, quando te pedi ajuda você virou as costas para mim.
- Eu virei as costas para salvar à sua mãe, e não você.
- Pois bem. Ela está salva graças à você e à mim, porque daqui uns meses não estarei mais aqui, mas sim em uma casa vivendo com um homem que nem conheço.
- Eu te ajudo agora. Podemos pegar o dinheiro todo que tenho para poder dar à ele, e assim você fica livre desse compromisso. Sorrio de canto.
- Tarde demais irmãzinha. Você pode ficar com todo dinheiro que seu pai deixou para você, porque agora minha vida já está nas mãos de outra pessoa.
- Ana eu não fiz por m*l. Eu achei que você está pedindo dinheiro para essa mulher aqui.
- Olha como você fala de mim. Mamãe pede com raiva.
- Você deveria ter me dito do que se tratava. Kate continua.
- Não importa Katherine. Eu já fui vendida, e não vai demorar para vocês duas se verem livre de mim. Há já digo que não faço questão de nenhuma das duas no meu casamento. Claro se houver casamento já que pretendo não cumprir com essa Merda de acordo. Falo subindo.
Eu estava cansada. Estava triste e à cada dia estava pior, porque eu achei que poderia fugir, desaparecer para não cumpri com nada desse acordo, mas ele colocou um segurança atrás de mim vinte quatro horas por dia. Eu não podia mais respirar. Não podia mais sair sem ter esses malditos atrás de mim. Volto à minha realidade com Kate falando.
- Se você tivesse me falado. Respiro fundo com lágrimas nos olhos.
- Desiste Kate. Eu não quero ouvir mais nada. Eu já estou casada, salvei aquela Merda de casa e ainda vou dar vida boa para mamãe e você.
- Eu não preciso do dinheiro do seu marido. Ela diz indignada.
- Ótimo menos uma na lista de pagamento dele. Digo com ironia.
- Eu sei que você está magoada comigo, e eu te entendo. Só que não quero que esse clima entre à gente se estenda. Eu te amo Ana. Você é minha irmã, e vai continuar sendo. Não importa o quanto à gente brigue, não importa nada. Seremos sempre irmãs.
- Que bom para você Katherine. Ela respira fundo.
- Achei você. Reviro os olhos para essa cena de marido feliz e apaixonado que ele faz. Algum problema aqui?
- Fora você, não tem problema nenhum. Kate diz saindo de perto da gente.
- Vim te buscar para dançar. Reviro meus olhos. Meus pais e minha irmã estão intrigados porque não viram um sorriso seu. Não viram sua empolgação para nada.
- Espero que você esclareça isso à eles. Digo andando na frente.
- Eu não espero que você se mostre feliz, porque sei como se senti, mas eu não quero que minha família perceba tudo que eu fiz para você está aqui hoje.
- Sr Grey quem tem que explicar o que está acontecendo à eles é você. Como você e minha mãe me disse que tenho que ficar calada diante de tudo que vocês dois planejaram para mim. À minha parte está sendo cumprida, estou nesse casamento que não planejei, casei com um homem que daria minha vida para não ter conhecido, e estou calada diante de tudo que eu tenho presenciado ao meu redor. À submissa perfeita para você.
- Submissa? Jamais busquei isso em uma mulher, e não quero isso em você. Ele para na minha frente me olhando.
- Vamos dançar. Vamos fazer de casal feliz para sociedade. Não é isso que você quer? Peço querendo encerrar qualquer conversa nossa.
- Você acha que eu não farei você feliz, mas eu te provarei o contrário. Posso ter sido um capricho meu tudo que fiz para ter você aqui comigo, porém eu sei os meus sentimentos por você, sei o quanto te quero e farei tudo para mudar sua visão de mim.
- Acabou? Indago sem nem ao menos olhar para ele.
- Se permita ser feliz do meu lado. Se permita me ver como eu sou, e não o cara que deu dinheiro para sua mãe para te ter.
- Eu vou me permite viver ao seu lado porque fui e sou obrigada, nada mais que isso. Não dou brecha para ele dizer mais nada. Saio andando para o lado que está à festa. Ele acha mesmo que vamos ser felizes juntos? Só pode estar mais que louco.
- Oi querida, estava procurando você e Christian. Chegou à hora da dança do casal. Minha sogra aparece na minha frente.
- Já estamos aqui mãe. Ele aparece atrás de mim abraçando minha cintura.
- Então vamos meus amores. Daqui à pouco o voo de vocês saem e vocês ainda nem dançaram e Anastásia nem jogou o buquê. Vou andando com ele abraçado à minha cintura.
À música começa e começamos à dançar na pista de dança. Ele não disse nada, ainda bem, porque não queria ouvir o mesmo discurso de sempre. Dançamos umas três músicas, depois dancei com seu pai que dizia está muito feliz pelo casamento do seu filho, e que eu sou bem vinda à família. Depois fui para dentro da casa para trocar de roupa. Já não aguentava mais esse vestido.
- Onde você vai? Respiro fundo. Estava subindo as escadas para um dos quartos.
- Vou tirar esse vestido. Falo subindo.
- Eu quero tirá-lo, e então não o tire. Reviro meus olhos. Que saco. Desço os poucos degraus que subir. Vou saindo e ele pego meu braço. Estão te esperando para jogar o buquê.
- Já vou acabar com essa palhaçada logo. Vejo ele fechar os olhos. Me solto das suas mãos e saio para fora pegando o buquê que deixei na mesa.
- Isso aí cunhadinha. Estava esperando você jogar o buquê. Mia fala com maior sorriso. Eu ainda não entendi à história dela. Ela tem um filho e três anos, mas o pai não está nem aí para o menino, porém ela o ama ainda e não vivem juntos. Eu não sei o que aconteceu com ela e o cara que nem conheço,mas também não procurei saber de nada. Não é da minha conta.
Vão todas as solteiras para à pista de dança e eu subo perto dos músicos. Não faço hora ou gracinha para mandar o buquê na primeira subida no ar eu já jogo vendo as mulheres querendo pegar o mesmo. Nem dou à mínima para quem pegou. Só quero que isso acabe logo. Passo pelos meus sogros que estão sorrindo para mim. Faço cara de paisagem e um sorriso falso. Entro dentro de casa para descansar um pouco desse circo todo. Tiro meus sapatos e me sento no sofá da sala.
- Enfim casada filhota. Eu não posso ter um minuto de paz. Tudo que eu não queria escutar agora era à voz dela. Ela se senta do meu lado sorrindo.
- O que você quer? Já conseguiu o que queria Elena. Eu não posso fazer mais nada para você.
- Eu estou feliz por você filha. Espero mesmo que você seja feliz, mesmo você com essa rebeldia toda. Respiro fundo e não digo nada. Olha, ele te ama, não o faça desiste de você. Começo à rir na cara dela.
- Você está querendo que eu garanta seu futuro. Quer que eu garanta que seu sustento e suas regalias não sejam retiradas. Digo parando de sorrir.
- Não é nada disso. Ana, você precisa de alguém que te sustente, que pague seus estudos e esse homem será tudo para você.
- Será tudo que eu não quero e nem escolhi. Mas não se preocupe Elena, eu não farei nada. Eu já fui vendida, e não pretendo fugir. Minha vida foi roubada por vocês e tudo que quero é não ter que ver à sua cara mais.
- Eu sou sua mãe, e você não pode me afastar da sua vida assim.
- Eu posso e vou. Eu não quero você perto de mim. Não quero Kate perto de mim. Não quero essa família falsa para mim. Você me vendeu para ele não me vendeu? Então agora minha família é ele e à família dele. Você pra mim não passa de uma estranha. Falo com raiva.
- Você não pode me dizer isso. Não pode me tratar assim. Eu fiz isso tudo por você. Hipócrita.
- Deixa de ser hipócrita Elena. Você fez isso ao seu belo prazer. Você pensou em você, no seu bem estar, na boa vida que você vai ter pelo resto da vida. E vai fazer de tudo para garantir isso, até mesmo que eu não cometa nenhum erro para ele pedi o divórcio, portanto você sai da minha vida hoje. Eu não quero nunca mais ter que olhar para você, não quero nunca mais ter que aturar suas loucuras. Digo chorando.
- Eu espero que você reconsidere isso, pois eu não vou te abandonar. Você é minha filha, e eu não vou te abandonar. Começo à rir novamente limpando minhas lágrimas.
- Não me faça rir Elena. Você me abandonou no dia que me vendeu, no dia que fez tudo pelas minhas costas. Você me abandonou no dia que roubou à minha vida, fez tudo como se estivesse fazendo para você, para sua vida. Não pensou em nenhum momento em mim, somente em você.
- O que está havendo aqui? Minha sogra pede me olhando assustada.
- Nada Grace, só estava me despedindo da minha menina. Essa falsa diz. Como eu posso ter saído dela? Não é possível isso.
- Anastásia eu estava... Meu marido chega dizendo, mas para ao ver à situação na sala. Porque você está chorando? Não respondo nada.
- Anastásia você está bem? Grace pede vindo até à mim.
- Estou ótima Grace. Eu tenho que está ótima. Digo forçando um sorriso para benéfico desses dois monstros à minha frente.
- Não parece. Olha se for por causa da sua mãe, ela pode vim te visitar sempre. Isso jamais.
- Não Grace. Elena já está indo embora e eu pedi à ela que não viesse nunca mais me ver. Vejo Meu querido marido arregalar os olhos.
- Porque filha? O que houve? Grace pede com carinho. Eu tenho vontade de acabar com essa farsa.
- Mamãe elas estão com problemas. Deixe elas, depois elas se resolvem. Sorrio pelo desespero do outro. São tudo farinha do mesmo saco.
- Espero que vocês se resolvam. Não é legal mãe e filha ficarem brigadas. Eu nunca mais quero essa mulher perto de mim.
- Meu amor precisamos ir. Nosso vôo já está para sair. Me arrepia essa falsidade dele. Apenas assinto e vou ao banheiro para me retocar. As pessoas não precisam saber da minha infelicidade, apesar de querer gritar isso aos quatro ventos, mas agora não tem volta. Minha vida foi roubada, e pertence à outro pessoa.