Recomece

2623 Palavras
— O que acha desse? É um apartamento pequeno, mas é ótimo para um cara solteiro. — disse Baekhyun, analisando a proposta de aluguel daquele apartamento. Chanyeol nunca tinha parado para pensar que não perguntou em momento algum o que ele fazia. Tudo foi tão de repente e depois deu-se conta que apenas havia falado de si mesmo, não havia perguntado muito sobre o mais velho. Descobrir que, assim como Yifan, ele era um advogado, foi um pouco estranho, mil coisas passaram pela sua cabeça, até que ele pudesse conhecer ou trabalhar com o, atual, ex marido. Mas não, Baekhyun trabalhava para uma grande multinacional, sendo muito reconhecido dentro dela. Mesmo não sendo sua área, ele auxiliou Chanyeol em tudo que foi necessário, estava ajudando na verdade, para que o outro não apenas separasse do marido, mas o processasse também. Levando em conta tudo que tinha passado. — Eu achei bom também. — O aluguel é o mais em conta que vimos até agora, é um pouco longe, mas eu venho te visitar. — sorriu, deixando os papéis de lado. — Talvez seja a hora de comprar um carro também, para não ficar muito longe do meu trabalho, mas gostei daqui... Só você dorme aqui comigo a primeira noite? Eu não sei como vai ser quando eu estiver sozinho, não sei se quero me sentir sozinho logo no início. — Sua voz saiu um pouco mais manhosa do que gostaria. — Claro, eu vou ajudar você com a mudança e passo aqui a primeira noite, mas se está preocupado com Kris fazer alguma coisa, Chanyeol, você sabe que, para o bem dele, ele deve se manter bem longe, eu já pedi uma medida protetiva, não tem porquê ter medo dele aparecer de novo. — Mas ele apareceu no seu apartamento, eu não queria colocar você em problemas. De novo. — Baixou a cabeça, envergonhado. Kris em determinado momento apareceu no apartamento de Baekhyun, principalmente quando recebeu a primeira intimação onde constava o nome do advogado. Queria notícias de Chanyeol, exigia que ele o respondesse. — Não me colocou em problema nenhum, também não quero ele como vizinho, me mudar vai ser bom. — sorriu, fazendo um carinho sutil na bochecha do Park — Vamos comprar uma cama e trazer suas coisas ainda hoje, assim você pode começar a se habituar a ter a própria vida. — Admito, vai ser bem estranho. — Disse rindo e saiu do apartamente com o Byun, falando com a corretora e acertando os primeiros dois meses de aluguel, graças ao seu pai ter lhe emprestado o dinheiro para isso. (...) Fazia um pouco mais de um mês desde que tinha saído de casa e escolhido se colocar em primeiro lugar, desde que tinha percebido o que era o tão falado amor próprio. Baekhyun nunca precisou falar m*l de si para ser melhor, Baekhyun nunca o colocou para baixo e nem o criticou. Ele dava dicas, dizia sua opinião, mas sempre com o intuito de fazer Chanyeol feliz, sempre tentando fazê-lo parar de ver uma imagem distorcida no espelho. Nunca procurava impor sua vontade, tudo que decidiam era em conjunto, e quando discordava de algo que Chanyeol queria ou pensava, argumentava com carinho. Foi assim que fez com que Chanyeol tomasse a iniciativa de viver por si próprio, entender que precisava de sua independência antes de entrar em um relacionamento de novo, e, principalmente, que precisava recuperar o tempo perdido. O Park suspirou e continuou andando lentamente pela rua, até chegar ao ponto de ônibus certo, rumo a casa dos seus pais, estava mais do que na hora de visitá-los. Suspirou ansioso e com medo quando desceu do ônibus, andando poucas quadras até a casa de seus pais e batendo na porta com calma, sentindo-se ainda mais nervoso com aquela espera. Seu pai não demorou a abrir a porta, por um minuto um silêncio se formou, mas logo Chanyeol o abraçou com força, não conseguindo segurar algumas lágrimas. Viam-se todos os dias, mas era diferente. Ali estava vendo de fato seu pai e não seu patrão e o cara que por várias vezes pensou que estava prejudicando sua vida, graças às palavras de Yifan que sempre o fazia pensar que não era aceito. — Está tudo bem, meu filho? Precisa de alguma coisa? — o senhor Park perguntou preocupado, dando espaço para o filho entrar na casa. — Não, pai, eu estava com saudade, queria visitar você e a mamãe. — respondeu limpando as lágrimas e vendo seu pai sorrir, apertando seu ombro de leve e indo com ele até a cozinha. — Chegou em hora boa, ela está fazendo o jantar. — Sorriu. — Meu filho, quanto tempo eu não vejo você. — Disse a mãe de Chanyeol, largando tudo que fazia para abraçar o mais novo — Coisa boa te ver em casa, meu amor. — Me desculpe por passar tanto tempo longe de vocês mamãe, eu sinto muito mesmo... Eu não sabia o que estava fazendo. — Praticamente murmurou voltando a sentir as lágrimas escorrendo pelo rosto. — O importante agora é que acabou, meu filho, e tudo que eu quero é ver você bem e feliz. Seu pai disse que está alugando um apartamento, que vai morar sozinho. — Sim, meu amigo me ajudou com isso, ele me ajudou a escolher o melhor contrato de aluguel e consegui alugar um bom apartamento, pequeno, mas suficiente para mim. Vai ser bom respirar novos ares. — Estamos muito orgulhosos de você. — exclamou o pai de Chanyeol, acariciando as costas do mais novo — Falando nisso, eu estava conversando com a sua mãe e lhe daria isso na segunda-feira, mas já que veio até aqui. — o pai fez um suspense, indo até a sala e voltando com uma chave — Vai precisar disso, é o carro que dei a sua mãe, ela quase não usa mesmo. — riu — Use o tempo que precisar, você pode me devolver quando se estabilizar. — Obrigado, pai. Vocês são incríveis. — elogiou sorrindo e abraçando os dois ao mesmo tempo. Não havia se dado conta do quanto sentia falta da sua família até ser abraçado por eles, poder estar na casa dos seus pais e aproveitar o melhor jantar do mundo, feito pela sua mãe. Estar com eles era uma sensação indescritível que se perguntava como tinha conseguido passar tanto tempo sem senti-la, era reconfortante, aconchegante, como ficar debaixo da coberta em um dia frio. Quando Baekhyun surgiu em sua vida não foi apenas para mudar a forma que pensava sobre si mesmo, ele estava mudando tudo, estava lhe deixando mais feliz até com as coisas que não fazia, pois se o Byun não o tivesse salvo daquele relacionamento conturbado, talvez nunca mais tivesse a chance de aproveitar momentos como aquele. (...) Chanyeol chegou no apartamento de Baekhyun já era tarde da noite, havia passado horas com seus pais colocando o assunto em dia. Não queria incomodar o mais velho, mas também não queria incomodar os seus pais, era por isso que ainda estava ali, até segunda-feira, quando fizesse a sua mudança. E por isso que evitava passar tanto tempo como um parasita no apartamento do outro. E acaba tendo que lutar sempre com aquele tipo de pensamento autodepreciativo, sabia que Baekhyun não se importava, mas às vezes se sentia envergonhado. Tomou um banho e logo depois ficou um pouco a frente do espelho, olhando seu corpo e vendo que não estava tão definido, já que não estava indo a academia com tanta frequência, estava indo junto com Baekhyun, que gostava de manter a forma, mas não de ter músculos. Seu corpo estava começando a parecer-se com o do mais velho, era um corpo normal e agora tinha noção disso. Enquanto estava a frente do espelho lembrava de cada vez que Baekhyun beijava as pintinhas em seu corpo e dizia cada parte que ele gostava. Acabou por sorrir, pensando em como o mais velho fazia questão de lhe dizer o quanto era lindo todos os dias e, principalmente, quando estavam na cama. Batidas na porta o tiraram de seus pensamentos e sentiu o corpo tremer por inteiro, sentiu o ar faltar e subitamente uma vontade de chorar, não conseguiu controlar aquela reação, entrou em pânico de um minuto a outro. Colocou o roupão e foi de pés descalços até a porta, olhando pelo olho mágico quem estava batendo e ao ver o Byun sentiu seu corpo relaxar, mesmo que o nó ainda estivesse em sua garganta. Não conseguia negar que estava em pânico, tinha muito medo que o ex companheiro o procurasse e, principalmente, o que aconteceria se o fizesse. Abriu a porta com a mão tremendo, assustando Baekhyun. — O que foi, Chan? O que aconteceu? — perguntou preocupado, entrando e fechando a porta, logo indo com o maior até o sofá, acariciando seus braços, o confortando —Eu acho que perdi a minha chave... — Nada, desculpe, eu sou muito i****a. — Você não é nada i****a, eu sei o que foi isso. — suspirou, abraçando o corpo maior — Eu te prometo, ele não vai te procurar e eu juro, se ele fizer isso de novo, eu vou cortar ele em pedacinhos. — Baekhyun não conseguiu manter o rosto sério, rindo em seguida e levando o maior a rir também. — Você é bom demais para fazer algo assim. — Chanyeol disse tímido, brincando com a corda do roupão. — Eu? O quê? Eu não, eu escondo uma força sobre humana que você não conhece, eu sou incrível e eu até tenho raios lasers no olho. Eu sou demais e se ele vier aqui de novo, vou cortar ele com meus lasers. — Agora senti confiança. — disse rindo. — Acho bom sentir mesmo, eu sou incrível, tô dizendo e não estou querendo mostrar meus poderes pra você não. — Baekhyun deu um beijo na testa do outro e levantou — Vou tomar um banho e fazer o nosso jantar. — Pode deixar eu faço, você sempre faz. — Gosto de fazer você esquecer da rotina. — sorriu e foi para o banho, fazendo Chanyeol morder os lábios antes de ir para a cozinha preparar o jantar. Baekhyun não era o tipo que cozinhava todo dia, na verdade, ele cozinhava para a semana ou no máximo duas vezes na mesma semana, isso lhe dava mais tempo para focar em coisas mais importantes, dizia ele. O Park gostava disso, gostava de chegar e apenas esquentar a comida, de poder ficar sossegado, de não ter certas obrigações e aquela era uma rotina que manteria em sua nova casa. (...) — O jantar estava muito bom, Channie. — Baekhyun sorriu, tirando os pratos da mesa e começando a lavá-los. — Ainda bem que gostou, me sentiria um inútil se nem com isso eu pudesse ajudar. — sorriu, não conseguindo evitar abraçar Baekhyun por trás — Obrigado por tudo que está fazendo por mim e por não me deixar sozinho nas piores horas. Você é a pessoa mais especial que eu já conheci desde que... desde que eu me entendo por gente. — disse rindo. Baekhyun virou para Chanyeol e acariciou as bochechas do outro, não conseguindo evitar beijá-lo em seguida. Estavam vivendo naquela casa como amigos, não é como se tivessem repetido o ato mais do que duas ou três vezes e Chanyeol sabia o quanto Baekhyun gostava de si, que poderia facilmente existir muito mais do que uma amizade entre os dois. O Byun sorriu e pegou as mãos do Park, levando até sua b***a e o maior logo entendeu, o pegando por ali e o colocando sobre o balcão, o beijo ficava cada vez mais intenso e para Baekhyun foi fácil tocar na pele nua do outro, abrindo o roupão dele e apenas o jogando para longe. Chanyeol em seguida fez o mesmo, puxando para baixo a calça do mais velho e a blusa, podendo admirar o corpo do menor antes de voltar a beijá-lo, era algo totalmente diferente aquela sensação, estava prestes a t*****r na cozinha e aquilo era algo que nunca havia feito na vida, sentia-se um adolescente e lembrou que era a mesma sensação de quando saiu com Baekhyun a primeira vez, ele sempre lhe dava essa sensação de euforia. — Eu nunca fiz assim... se é que a gente vai fazer assim. — disse envergonhado. Não conseguindo encontrar as palavras. — Assim como? Você por cima? — sorriu — Eu estava querendo muito testar suas habilidades e esse clima está muito gostoso — Baekhyun suspirou, aproximando as bocas novamente e levando a mão até o m****o do Park, o tocando. — E se eu fizer tudo errado? Eu sei que do outro jeito você gosta e se assim foi r**m? — perguntou baixo, entre um suspiro e outro, apertando as coxas do Byun. — Eu como você depois e fica tudo bem. — sussurrou sorrindo, levando o m****o de Chanyeol para entre suas nádegas. — T-tudo bem, mas dessa parte eu entendo e não é assim que tem que ser. — suspirou e começou a beijar o pescoço de Baekhyun, descendo para o peito do mais velho até chegar em sua entrada, começando a c****r ali e fazendo-o gemer em alto e bom som. Chanyeol sentiu seu corpo inteiro tremer por pura excitação e sorriu quando sentiu as mãos do outro eu seu cabelo, querendo sentir mais daquilo. Colocou dois de seus dedos na entrada do Byun e começou a movê-los rápido, voltando a beijar as coxas do outro e subir os beijos até a boca dele. — Aqui não é o melhor lugar para fazer isso. — disse Chanyeol, colocando o terceiro dedo e mexendo ainda mais rápido. — Eu sei, mas p***a, me dá t***o, então a gente continua. — o Park nunca o tinha visto agir daquela forma, mas estava gostando, estava gostando de cada momento que vivia com Baekhyun — Por favor, acho que já podemos seguir para os finalmentes, podemos sim. O maior concordou e tirou seus dedo do interior do outro, substituindo por seu m****o, segurando as coxas do Byun com certa força enquanto se movia lentamente. — E-estou sentindo como... Se tivesse perdendo a virgindade. — comentou rindo e beijou os lábios de Baekhyun. — E está? — perguntou mordendo os lábios, sentindo uma sensação ainda melhor ao ouvir tais palavras. — Na verdade sim. Os dois sorriram e Baekhyun voltou a abraçar o outro pelos ombros, mantendo suas pernas para cima e beijando os lábios alheios vez ou outra, até que os movimentos começassem a ficar intensos. O Byun teve que colocar os braços apoiados no balcão, tentando dar apoio para seu corpo, tentando não bater com as costas na parede a cada solavanco e se permitiu fechar os olhos e gemer como bem queria. Sempre se preocupou em deixar Chanyeol satisfeito, em mostrar o quanto ele era maravilhoso do jeito que era, mas, naquela noite, estava deixando que o outro descobrisse por si só, que tivesse certeza além das palavras e que os dois pudessem desfrutar de cada segundo daquela espécie de silêncio. Pouco minutos depois chegaram ao seu limite, compartilhando um beijo ofegante e um abraço quente. Baekhyun sorriu e arranhou as costas dele, logo depois cravando suas unhas nos ombros largos, rindo ainda mais ao beijar os lábios do outro e mordiscar o inferior. — Eu tinha esquecido que não precisava me conter tanto dessa vez, eu poderia deixar você marcado também. — Da próxima vez não se contenha. — Eu não vou. Os dois sorriram e Baekhyun desceu do balcão, puxando o Park em direção ao quarto entre um beijo e outro, deixando bem claro que a noite não acabaria ali.
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